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outubro 10, 2014

VIOLA X WITTROCKIANA


Viola x Wittrockiana
Nome Comum: Amor-perfeito
Família:
Violaceae
 
Descrição:
A Viola x wittrockiana é uma planta perene que a maior parte dos jardineiros trata como anual. Cresce bem em climas frescos e tornou-se já uma planta popular em climas moderados, encontrando-se à venda no início do inverno em muitos viveiros e floristas. Nos locais mais frios do país, é preferível plantar o amor perfeito só no início da primavera embora possam resistir a golpes pouco intensos de frio e geada.

Estas pequenas plantas com 10-15 cm de altura formam pequenos conjuntos de folhas pequenas de cor verde escura. Muitos dos variados cultivares existentes no mercado dão flores com tamanhos que podem ter entre 2,5 a 10 cm de diâmetro e existem numa gama de cores muito diversificada.
 
Origem:
São nativas da Europa e Ásia Menor, mas hoje em dia as que se encontram à venda são já produto de uma generalizada hibridização e seleção. Em Portugal encontramos em estado selvagem em bosques e zonas húmidas mas frescas, geralmente de tamanho pequeno e levemente aromáticas. Embora da família da Violeta, as Violas comerciais por regra não têm cheiro devido à hibridização por que passaram.

Cultura:
Os Amores-perfeitos dão-se bem em qualquer tipo de solo, mas preferem solos ricos em materiais orgânicos, misturado com areia limpa que ajudará a reter a humidade e a prevenir para que não sofram com a incidência de sol direto.
 
Devem ser fertilizadas quando plantadas e na época das flores de duas em duas semanas, com fertilizante universal (NPK) 10-10-10, a fim de sustentar a manutenção continuada de floração. No fim da época desaparecem mas podem voltar a surgir no ano seguinte, se o solo for cuidado, regado e fertilizado na época própria. Porém, como se refere antes, em geral planta-se novas mudas todos os anos porque com o tempo as espécies vão enfraquecendo e não resultam fortes e com tantas flores como a planta original.

Luz:
Plantar em local bem ensolarado ou com sombra apenas parcial, durante algumas horas do dia. Poderá crescer em local sem sol, mas não produz tantas flores.



Humidade:
Precisa de um solo sempre húmido, portanto, regue sempre que se verificar que não tem humidade suficiente se não a planta morre.

Resistência:
Nas regiões do sul do país, Algarve e Alentejo litoral, o amor-perfeito é uma planta que pode ser utilizada desde o início do inverno em varandas, floreiras de janela e até em jardins, desde que esteja exposta a algumas horas de sol. Como referido atrás não suporta sol forte direto no verão, mas resiste bem à luminosidade direta em climas um pouco mais frios, desde que o solo esteja húmido.

Propagação:
Pode propagar-se por sementes ou por estacas cortadas de plantas fortes no fim do verão. Existem à venda sementes de várias marcas, verifique a origem e data de validade, semeando apenas em tabuleiros com solo próprio para sementes e em local quente e húmido. Depois de nascer a plantinha deve ser transplantada no início da primavera para um vaso, floreira de janela ou para o jardim.

Aplicações:
Podem ser plantadas nos meses mais frescos na borda dos canteiros ou em jardins pequenos, na frente de plantas mais altas. Também ficam muito bem junto ao parapeito de uma janela, várias ao lado umas das outras, em caixas retangulares, de preferência da mesma cor ou tonalidade. Pequenos vasos de várias plantas de amores-perfeitos de cores variadas dão um tom de alegria e vivacidade junto a entradas, escadas, ou pátios e alamedas no jardim.

Características:
Na estação menos alegre do ano estas pequenas plantas surgem com um toque de cor permanente, quando ainda é difícil fazer florir quaisquer outras espécies que não resistem ao frio e à chuva. Sendo duradouras e praticamente livres de doenças, ajudam a alindar locais onde possam beneficiar de um pouco da luz ou do sol de inverno. O seu preço é baixo e são muito fáceis de manter, o que permite adquirir um conjunto de vários pés da mesma ou de cor diferente, ao gosto de cada um, para se começar bem cedo a pensar na primavera que está para vir.

outubro 07, 2014

PETÚNIA



Petunia X hibrida
Nome Comum: Petúnia

Família: Solanaceae 


Descrição:
São plantas perenes mas que se tratam em geral como anuais, pois exigem alguns cuidados para continuarem bonitas de ano para ano e dado existirem exemplares baratos no mercado, se justificar muito mais a renovação todos os anos destas plantas no jardim ou no vaso com novas espécies.
 
Existem duas categorias de Petúnias: grandiflora e multiflora. As primeiras têm flores grandes em menor quantidade e as segundas possuem flores de menor dimensão mas em maior número. As do tipo grandiflora têm tendência para desenvolver hastes longas e pendentes. Nestas, as flores podem atingir 13 cm de diâmetro. Nas multifloras como referido antes, as flores são mais pequenas (5-8 cm) mas em maior quantidade e a planta tem a forma de um pequeno arbusto compacto e muito florido.

O formato da flor de petúnia em regra parece o de uma trombeta, mas as espécies híbridas possuem muitas variantes incluindo as de pétala simples e dobrada, monocolores ou com margens coloridas. Também existem algumas com padrões de riscas, salpicos de cores variadas e com bordas de cores púrpura, malva, lavanda, rosa, vermelho, branco e amarelo.  As folhas e as hastes são pegajosas ao toque e têm um odor específico.
 
Origem:
Todos os membros do género Petúnia que contribuem para as centenas de híbridos existentes atualmente, têm origem na América do Sul em zonas tropicais ou sub-tropicais. Em Portugal ainda é raro ver petúnias nos jardins públicos, embora nos viveiros e à venda nas floristas se encontrem em abundância por volta do início da época de floração, pois são muito vistosas e coloridas.
 
Seria bom se as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia utilizassem mais esta espécie nos espaços públicos. Por exemplo, em países com climas bastante menos favoráveis do que Portugal, como é o caso do centro da Europa (Áustria, Rep. Checa, Suiça) é frequente ver vasos com petúnias pendurados nos candeeiros nas ruas mais frequentadas dos centros históricos e que duram praticamente toda a estação quente, voltando a ser repostos, com outras petúnias e/ou plantas misturadas, no ano seguinte.

Cultura: 
O solo deve ser de boa qualidade, fôfo e rico organicamente. O espaçamento entre cada pé depende da espécie em causa e do seu tamanho original no momento em que for comprada, mas por regra um compasso de 30 a 45 cm entre cada pé é suficiente para o seu crescimento regular.
 
Muito importante: vá retirando as flores velhas e corte com as unhas as pontas das hastes (eu chamo a isto pinchar) para encorajar o crescimento lateral, favorecendo a formação em arbusto cheio, caso contrário a planta tende a ficar com caules muito compridos e deselegantes e com menos folhas e flores.

Luz:
Prefere locais solarengos e com muita luz, mas que não sejam excessivamente quentes.

Humidade:
Como tantas outras plantas, gosta de humidade sem ser em excesso. Evite deixar água no prato do vaso e o solo não pode nunca ficar encharcado. Mas também não pode ficar seco por muito tempo. Verifique ao toque com o dedo na superfície se esta ainda está húmida antes de voltar a regar.

Resistência:
Todas as petúnias têm caules tenros mas resistentes em qualquer zona de Portugal, à exceção dos locais onde a geada noturna pode queimar plantas mais expostas. No entanto, hoje em dia pode plantar-se petúnias em praticamente qualquer local do país, renovando-se anualmente, pois são bastante baratas. Se forem seguidos os conselhos de manutenção, darão flor regularmente durante todo o tempo quente após o que desaparecem, podendo mesmo voltar a aparecer no mesmo local no ano seguinte, se se continuar a regar moderadamente.

Propagação:
As petúnias podem ser propagadas através das minúsculas sementes, em tabuleiros próprios, de onde são depois transplantados para o local definitivo no momento apropriado que em geral é no início da primavera. Contudo, é muito mais fácil comprar tabuleiros com as pequenas plantas já desenvolvidas e no tamanho desejado, ou mesmo em vasos onde desde logo se pode apreciar a variedade das flores que virão a desenvolver-se nessa estação em grande quantidade.
 
Há quem prefira juntar várias cores diferentes no mesmo vaso e quem junte várias plantas de uma mesma cor ou tonalidade, para assim obter efeitos muito interessantes. Se plantar num canteiro, não use apenas um pé porque este ficará meio perdido no meio do resto das plantas. Agrupe um conjunto de petúnias, por exemplo com uma no centro e várias outras à volta, da mesma cor ou de cor diferente, para que o conjunto não perca relevância junto de outras plantas maiores.

Aplicações:
Podem ser utilizadas em canteiros, como bordas ao longo de passeios ou mesmo preenchendo todo o espaço disponível num canteiro. Em vasos pendurados nas árvores ou em ganchos suspensos de paredes ficam muito bem as grandifloras, dado o hábito pendente das suas hastes. Podem plantar-se dentro de vasos nas floreiras de uma janela, ou diretamente no solo destas, se existir terra em quantidade suficiente para que as raízes se desenvolvam. É aconselhável proteger os vasos do sol quente e regar mais vezes se o calor se fizer sentir mais forte, tendo o cuidado de não molhar as folhas e as flores para evitar a ocorrência de fungos.

Características:
Se existe uma planta mais aconselhável para quem quer ter flores todo o ano no jardim, na varanda, na floreira da janela ou num canteiro, essa planta é certamente a Petúnia. Cresce muito rapidamente e não pára de dar flores num contínuo desabrochar de cor e de variedade. Para além disso, é uma planta de baixo custo, bonita e fácil de encontrar à venda em qualquer viveiro ou centro de jardinagem. O segredo é mesmo ir retirando as flores velhas e murchas e pinchar as pontas das hastes novas para que voltem a dar mais folhas e flores.