Pesquisar neste blogue

janeiro 18, 2006

Buganvília (Bougainvillea species)


Família: Nyctaginaceae
Nome comum: Buganvília; Flor de Papel
Outras variedades: B. glabra “Harrisii” e “Sandevana variegata”, B. spectablilis e B. buttiana

Descrição: A Buganvília é uma trepadeira comum em Portugal, cujas flores no Verão atraem a atenção de quem passa onde quer que se encontre. A mais comum é a de cor roxa, mas nos anos mais recentes podem facilmente encontrar-se outras cores em qualquer viveiro. O seu nome provém de Louis Antoine de Bougainville, capitão de navio, advogado, matemático e explorador, que se juntou à armada francesa por volta de 1767 no Canadá, onde viria a conhecer e a fazer amizade com Philibert Commerson, viajante e botânico francês que em 1760 viajava ao serviço de Sua Majestade e veio a descobrir esta planta no Brasil, de onde é originária. Daí o nome de Bouganvillea.
Dos troncos, protegidos por fortes espinhos, ramificam todos os anos novos rebentos que crescem vigorosamente e para os lados de forma desordenada. Estas plantas podem também ser “domesticadas” em forma de arbusto, desde que se proceda ao corte das pontas nos rebentos novos à medida que eles crescem. As folhas têm o feitio de um coração e possuem uma cor verde escura. A variedade B. glabra atinge uma altura de 3 metros ou mais, tem folhas macias, mais pequenas e com menos espinhos enquanto que as folhas da B. spectablilis têm uma penugem no lado inferior.
As flores verdadeira são os pequenos tubos amarelos e brancos que se encontram envolvidos em três brácteas fundidas ou folhas modificadas, parecidas com papel, e que são as verdadeiras responsáveis pelo seu aspecto colorido. A B. glabra é uma trepadeira com troncos menos espinhosos e floresce intermitentemente durante toda a estação quente. A B. spectabilis
cresce com grande vigor podendo atingir facilmente cerca de 6 a 9 metros de altura.


Origem: Originária do Brasil, tornou-se uma espécie popular e ornamental em quase todo o mundo, especialmente nos climas quentes da América do Norte e do Sul, na Europa e no sudoeste asiático. Em Portugal encontra-se um pouco por todo o lado, com maior frequência no Algarve e no Alentejo, onde se desenvolve sem grandes exigências ou cuidados. Em alguns casos, pelo seu porte e vigor, algumas podas regulares fariam dos espécimes existentes e quase selvagens magníficos exemplares de decoração paisagística.



Cultura: Gosta de solos ricos e organicamente ricos mas bem drenados, tolerando embora condições mais adversas. Deve ser fertilizada ligeiramente apenas três vezes ao ano. Tolera o ar do mar, desde que seja protegida para não receber directamente o sal. Um dos seus pontos críticos são as raízes, muito delicadas e facilmente atingidas quando se transplanta ou movimenta a planta. Quando cultivada em vaso, prefere ter as raízes apertadas.
Luz: É muito importante que esta planta tenha pelo menos 4 a 6 horas diárias de sol na estação quente para poder florir. No Inverno perde as folhas e mantém-se em descanso, preparando-se para a época de floração seguinte. Cubra as plantas se houver risco de geada, com papel de jornal, telas de plástico, redes densas ou outro meios que evitem ser queimada pelo frio. Cubra o solo em redor das raízes com material protector orgânico ou não, para evitar os choques térmicos.
Humidade: A rega é semanal e moderada. Se deixar de florir, deve parar-se a rega e permitir que o solo seque ligeiramente à superfície, ou mesmo um pouco mais, para forçar o aparecimento da flor. Tolera pequenos períodos de seca. Dentro de casa desenvolve-se em forma de arbusto à temperatura ambiente desde que sujeita a podas regulares. Mas precisa de muita luz.
Resistência: Nas zonas 9 – 11 a B. glabra é um pouco mais resistente – mas no tempo frio a geada pode fazê-la desaparecer – embora possa regressar na Primavera.
Fertilização: Quanto mais fertilizante, mais folhas e menos flores. Cuidado portanto com a dose, que deve ser a mínima necessária, assim como a rega subsequente. O fertilizante mais adequado é o universal 10-10-10 (N-P-K) líquido, para efeitos mais imediatos e no máximo duas vezes ao ano.
Propagação: Com facilidade, por estaca, durante os meses de Verão. Procede-se ao corte dos ramos mais tenros obtendo-se estacas com 7,5 a 15 cm, retiram-se as folhas até meio e insere-se o corte num fertilizante com hormonas. Coloca-se a estaca fertilizada num vaso pequeno com uma mistura de solo e terra para plantas e areia, em partes iguais. Humedece-se sem exageros. A areia pode ser substituída por perlite ou vermiculite. Cobre-se o vaso com um saco de plástico transparente para manter a humidade e mantém-se num local luminoso mas não excessivamente quente, para poder criar o efeito de estufa. Logo que comecem a surgir novas folhas, transplanta-se com cuidado para o local definitivo. Atenção às raízes, espere que a terra seque um pouco para transplantar e não mexa no torrão em volta das raízes, que são o “calcanhar de Aquiles” das Buganvílias!


Aplicações: A Buganvília pode ser utilizada em vedações e paredes ou ainda enquadrando janelas. Sobretudo nas zonas de arquitectura mediterrânea, a Buganvília enriquece o décor e faz sobressair a luminosidade do ar com as suas cores vivas. A B. glabra é a trepadeira ideal para contentores ou vasos de grande dimensão que podem ser colocados em pátios ou até entradas. Pode ser podada sob a forma de arbusto ou orientada para trepar no sentido e forma desejados. Qualquer destas duas espécies cresce bem em alpendres ou encostada a uma árvore, por exemplo. Nas regiões menos quentes é possível cultivar Buganvílias em contentores que se devem proteger e guardar no fim do Verão, permanecendo no exterior apenas até ao Inverno, altura em que precisam de protecção e descanso, reduzindo-se quer a rega quer a fertilização. Logo que a temperatura exterior do ar chegue aos 18 graus e sobretudo quando deixe de existir o risco de geada, dependendo da região do País onde se encontrem, a Buganvília pode sair para o exterior, retomando-se então gradualmente a rega e a fertilização normais.

Características: A Buganvília é famosa pelas suas cores variadas que vão desde o roxo, à cor de vinho, laranja, branco, salmão e por outros tons mais raros e cuja cultura é menos fácil. É uma planta popular, exuberante e de crescimento rápido. Tem um preço acessível, pode ser multiplicada por propagação e não requer grandes cuidados.
28-07-2004

janeiro 16, 2006

Alisso (Lobularia maritima)



Família: Cruciferae/Brassicaceae
Nome comum: Alyssum, Alisso doce, Tomelos

Descrição: A maior parte dos jardineiros cultiva esta planta perene como se tratasse de uma anual. É uma espécie de baixa estatura (menos de 30 cm), com caule lenhoso, formando um denso volume de delicadas flores perfumadas brancas, rosa ou lilás. As flores nascem juntas em cachos redondos e podem ser simples ou dobradas, com um perfume semelhante ao do mel morno e doce daí o seu nome mais comum. As folhas são estreitas, com cerca de 2,5 cms. de comprimento, cobertas de pequenos pelos brancos.

Origem: O Alisso Doce e os quatro outros membros deste género são plantas nativas das regiões que contornam o Mar Mediterrâneo.

Cultura: Prefere solo enriquecido.
Luz: Prefere luz directa do sol mas tolera alguma sombra.
Humidade: Quando o solo está seco, deve ser regado mas nunca em excesso, pois provoca podridão.
Resistência: Zonas 4 - 9. Embora seja uma planta perene, como se torna muito deselegante a partir do segundo ano, cheia de caules desordenados e secos que se partem ao mais leve toque, costuma ser tratada como se fosse uma anual. Ganha em volume e aspecto geral. Após a floração e a criação de sementes, as mesmas são recolhidas e a planta é arrancada e volta a ser semeada na próxima estação, ou seja, no fim do Inverno.

Propagação:
Propaga-se por sementes no interior ou em local ao ar livre desde que protegido, depois de terminada a estacão das geadas. Quando germinar e logo que tenha atingido uma altura que permita agarrar o pequeno rebento com dois dedos, replantar em local definitivo, com distâncias de 15 cms entre si. As flores surgem após 45 dias. Por esta razão e para poupar tempo e trabalho, é mais fácil adquirir as sementes em viveiros ou nas lojas da especialidade.


Aplicações: Tendo em conta o seu perfil baixo, o Alisso é ideal para bordaduras de canteiros ou para sebes pequenas. Utilize também para criar revestimentos floridos de áreas mais vastas, sugerindo um tapete vivo e perfumado, ou no meio de pedras em jardins de rochas (xeriscape).

Características: O formato característico do Alisso Doce, baixo e redondo, com tendência para florir durante um longo período de tempo, fazem dele um valioso contributo para qualquer jardim. E muito acessível do ponto de vista da reprodução e fácil de propagar. O seu perfume delicado acrescenta valor a todas as outras qualidades que possui

6-01-2006