Strelitzia reginae
Nome comum: Pássaro do Paraíso, Estrelícia
Família: Strelitziaceae
Descrição:
A flor da estrelícia tem uma forma única e semelhante à cabeça de um pássaro, daí ser também conhecida por Pássaro-do-Paraíso. As cores mais vistosas são o azul-cobalto e o laranja, em tons brilhantes e fortes que acentuam a forma extravagante.
As folhas desta planta são de um verde profundo, com um formato oval, cerca de 20 cm de comprimento e 16 cm de largura. Cada pé forma um maciço que pode chegar a ter 90 cm a 1 metro de largura. Quando em flor o aspecto é extraordinariamente exótico e característico de um cenário tropical, extremamente interessante como foco de organização num jardim.
Localização:
A estrelícia é originária da África do Sul e foi trazida para a Europa em 1773 pelos jardineiros de Sua majestade e destinada ao Royal Botanical Garden do Rei Jorge III, juntamente com outros espécimes vegetais da então colónia. Na realidade, o próprio nome com que foi baptizada resulta do nome da mulher do Rei Jorge, a Rainha Charlotte de Mecklenburg - Strelitz, daí a designação de Strelitzia reginae.
Cultura:
Requer solos ácidos e muito ricos. Quando o solo não é só por si suficientemente fértil, é necessário juntar ao solo esterco de animal, bem amadurecido, ou um fertilizante de libertação lenta no local onde irá ser enraizada, de preferência antes da planta ser colocada. Mensalmente é aconselhável fertilizá-la com adubo líquido.
Luz: para obter flores mais brilhantes e coloridas, a estrelícia deve ser colocada onde exista sol aberto. Se por outro lado se pretender obter folhas verdes e grandes, deve ser plantada à sombra, embora neste caso o número de flores diminua. O melhor compromisso será um local onde o sol e a sombra se alternem em igual medida.
Humidade: requer muita água, excepto no Inverno e em plantas de interior.
Resistência: suporta algum frio embora não resista à geada. No entanto, em locais onde ocorram temperaturas muito baixas, o solo em redor dos caules pode ser protegido com palha, telas, cartões ou outros protectores, de molde a que as raízes não congelem e nesse caso, permitindo que a planta volte a nascer na época própria por volta do fim do inverno/início da primavera.
Propagação: a melhor forma de propagar esta planta é por divisão de cada conjunto de pés em vários pés distintos que se plantam a espaços uns dos outros, de forma a deixar crescer o novo conjunto. Também se pode fazer crescer a planta através de semente, mas o desenvolvimento de uma planta adulta com produção da flor torna-se um processo muito mais lento com este procedimento.
Utilização: a forma como se desenvolve a planta, em formato de moita, permite utilizar a estrelícia no jardim como um pequeno arbusto muito decorativo. Ficam bem isoladas no meio de um jardim, com ou sem outra vegetação mais baixa em volta, ou mesmo no meio de um relvado, devendo a base ter um pequena clareira para que possa desenvolver-se. Pode ser utilizada como sebe ou ainda em interiores, quer em ambiente doméstico quer em espaços públicos. Também providencia um vistoso arbusto com um belo aspecto, perto de piscinas ou de lagos, com a vantagem de não produzir polén ou lixo que seja nocivo, por alterar a qualidade das águas.
Características: quer esteja em flor, quer se encontre no estágio de produção de folhas, esta planta é muito atrativa. Tanto plantada em jardins como através de flores cortadas em jarra, o efeito da estrelícia é sempre muito apreciado e por isso a flor é encontrada à venda nas lojas da especialidade.
Em Portugal o preço da estrelícia não é muito acessível, embora como vimos não seja difícil de reproduzir. A verdade é que na Ilha da Madeira existem produções de estrelícia com grande abundância e mesmo no centro e no sul do país, é fácil encontrá-la em jardins públicos ou privados. Por esta razão, qualquer pessoa que tenha possibilidade de plantar esta espécie não terá grande dificuldade em cuidar dela, vê-la crescer e beneficiar do seu aspecto magnífico e das suas flores extravagantes, durante um período de floração que chega a durar dois meses.
Resta acrescentar que por vezes as flores surgem com um granulado escuro que mais não é do que um fungo, fácil de combater com qualquer fungícida à venda no mercado, ou melhor ainda, com um bom jacto de água dado com a mangueira, quando ainda se encontram fechadas.













Cultura:






Luz: Local com muito sol ou sombra parcial. Cresce bem um local sombrio mas não dá tanta flor.


Luz: Necessita de exposição solar direta durante pelo menos 6 horas por dia.



