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abril 11, 2013

Lanternas Chinesas (Clerodendrum Thomsoniae's)

Nome comum: Lanterna chinesa

Outras variedades: C. Thomsoniae's, C. delectum, C. splendens, C. umbellatum (C. scandens), C. speciosissimum, C. fragrans, C. infortunatum, C. myrmecophilum, C. trichotomum, C. Bungei

Família: Verbenaceae


Descrição: 
Clerodendrum Thomsoniae´s
Esta planta pertence a um grupo alargado de árvores e arbustos de folha caduca, das quais sobressaem algumas trepadeiras de caule lenhoso. É uma planta de clima tropical ou sub tropical, mas suporta climas mais frios desde que não seja sujeita a temperaturas inferiores a 16ºC. O nome científico provem do Grego kleros que significa “sorte” e de dendron que significa “árvore”. O clerodendrum é também conhecido pelo nome mais comum de Lanterninha Chinesa ou em inglês, Glory Bowers e Bleeding Hearts, devido à forma das suas pequenas flores brancas, um coração com estames vermelhos compridos e da sua belíssima folhagem brilhante e verde escura.

Origem:
Existe na natureza no estado nativo em quatro continentes, com excepção da Europa, onde foi introduzida e se desenvolve desde que protegida dos frios.
Cultura:
A Lanterna Chinesa fica bem dentro e fora de casa, desenvolvendo-se em forma de arbusto ou de trepadeira.
Luz: Com luz do sol indirecta e abundante, o clerodendrum cresce voluptuosamente, lançando longas hastes cobertas de folhas de um verde escuro muito decorativo.



Humidade: Floresce abundantemente em locais húmidos e protegidos do sol directo, desde o Verão até ao Outono, podendo atingir 2,5 a 3 metros de altura. Em alguns locais onde a temperatura é moderada, pode cultivar-se junto ao tronco de árvores maiores, por onde trepará com grande desenvoltura.
Resistência: Não resiste à geada nem ao frio intenso. Necessita do solo constantemente húmido, as folhas dão de imediato sinal de secura pois murcham e caem, voltando a parecer saudáveis logo que se encharca o solo que circunda a planta. É prudente reduzir a quantidade de água durante o Inverno. A planta continuará com folhagem mas sem flores, pois está no seu período de descanso.
Propagação:
O clerodendrum propaga-se com a maior facilidade. Basta cortar uma haste das muitas que uma planta saudável desenvolve normalmente, colocá-la na água em local bem iluminado, esperar que crie raiz (3 ou 4 dias) e transplantá-la para um pequeno vaso. Logo que a planta pareça forte, pode ser colocada em local definitivo, junto de um suporte por onde possa trepar.
Esta planta beneficia de uma poda regular de tempos a tempos, assim como da aspersão das folhas com água durante o Verão.

abril 10, 2013

Narciso (Narcisus spp.)


Nome comum: Narciso, Junquilho

Família: Amaryllidaceae (amarílis)


Descrição:
Os narcisos são semelhantes aos lírios perenes, com numerosas folhas estreitas e compridas e um único caule, do qual brotam as flores que emergem do bolbo subterrâneo.
As folhas crescem verticais, com um comprimento máximo de 15 a 76 cm inclinando-se para baixo. Os caules podem atingir 10 cm de altura nas variedades miniaturais, até 61 cm nas variedades padrão mais comuns. Por cada caule podem coexistir uma ou mais flores, chegando a atingir uma dúzia.
As cores mais comuns são o branco e o amarelo, mas algumas variedades podem ter flores cor de laranja, rosa ou vermelho. Há cerca de 50 espécies de narcisos e muitos milhares de cultivares e híbridos resultantes de jardins naturais.
Existem várias espécies de narcisos, sendo nome junquilho largamente adoptado para um tipo específico de narcisos (divisão 7 entre 13 outras reconhecidas pelos especialistas). Os junquilhos são caracterizados por folhas quase cilíndricas, muito finas, com 1 a 5 flores perfumadas por caule. Raramente chegam a ter 8 flores. A maior parte dos outros narcisos têm folhas lisas, quase todos têm algum perfume, caracterizando-se os junquilhos e as tazettas por terem um perfume mais forte do que o dos narcisos.

A maior parte dos narcisos floresce entre a 4ª e a 6ª semana após surgirem os primeiros sinais de vegetação, no início da primavera. Dependendo do local e do cultivar, a duração da estação das flores pode durar até 8 semanas nos locais mais a norte ou quase 6 meses, no sul.

Localização:
Os narcisos são originais da Península Ibérica (nativos em Portugal e Espanha), da costa sul de França e da costa norte de Marrocos. Actualmente os narcisos são cultivados comercialmente em Cornwall, na Inglaterra, na Holanda e na Califórnia, Orégão e Washington, nos Estados Unidos. Antes de 1940 eram também cultivados em larga escala na Florida, Carolina do Norte e Sul e na Virgínia.

Cultura:
Os narcisos desenvolvem-se melhor em solos ricos, neutros ou quase neutros, arenosos e bem drenados. Não tente obter um solo adaptado a narcisos, juntando adubo orgânico a um terreno arenoso, pois os narcisos preferem solos muito leves, com a possibilidade de juntar perlite para melhorar o arejamento. O terreno deve ser limpo de troncos de árvores ou raízes de outras plantas. Os narcisos, tal como outras plantas perenes, não gostam de competir com raízes de outras plantas e árvores. Um solo bem preparado proporciona um retorno extraordinário, com flores de maior dimensão e bolbos maiores.

Contrariamente ao que acontece com outros bolbos, as folhas do narciso não devem ser cortadas ou trançadas, porque isso reduziria a capacidade da planta de produzir e armazenar energia, necessárias ao crescimento e floração do ano seguinte.

Logo que termine a floração deixe as folhas ficarem amarelas enquanto o bolbo se nutre e prepara para a época seguinte. Como o aspeto das folhas não é agradável à vista, há quem lhes dê um "nó" até que murchem completamente, altura em que podem ser cortadas um pouco acima do solo.

Luz:
Todos os narcisos apreciam o sol da manhã, seguido de um período de sombra parcial ou encoberta no resto do dia. As espécies mais precoces também se dão bem com sol durante todo o dia e os narcisos miniatura, originários de Portugal, assim como os vermelhos, laranja ou brancos requerem pelo menos 8 a 12 horas de sombra. Se o calor for intenso no final da estação das flores, é possível que as flores comecem a murchar mais cedo.

Humidade: 

Junquilho com 8 flores
Para um maior número de flores, mantenha na primavera o solo húmido, pelo menos uma vez por semana e de forma profunda, por um período que vai desde o aparecimento das primeiras folhas verdes, até que as últimas flores da estação tenham lugar.
A partir desse momento os bolbos podem ser ignorados até ao ano seguinte, no início da primavera. Porém, se o solo estiver demasiado húmido e for mal drenado, os bolbos apodrecem facilmente.
Se o seu solo for excessivamente húmido, faça uma cama elevada com boa terra e acrescente areia ou perlite para tornar mais leves os solos pesados. Pode também melhorar a permeabilização do solo juntando 2 cms de gravilha no buraco onde vai plantar o bolbo.

Resistência:
O Narciso encontra as condições ideais para se propagar nas zonas 4 a 9 (conforme tabela de condições climáticas dos EUA). Alguns cultivares são porém resistentes apenas na zona 6 e muitas tazettas só existem na zona 8.

Propagação:
Muitas espécies de narcisos podem ser reproduzidos por semente. Como porém o processo de maturação é longo (leva 5 a 7 anos a dar flor), a maior parte dos reprodutores propagam os narcisos a partir dos bolbos que se multiplicam naturalmente a partir da base do bolbo inicial. O número de novos bolbos formados por divisão varia grandemente de caso para caso e depende de tão variados factores que não é possível aqui especificá-los a todos. Porém, após dois anos de terem sido plantados, os novos bolbos começam a ser gerados e podem ser divididos para dar origem a novas plantas.
Aplicação:
O efeito estético dos narcisos resulta melhor se forem da mesma cor, de cores harmoniosas entre si, e plantados em grupo e não em linhas estreitas ou dispersos. O espaço entre cada conjunto pode ser usado para plantar outras plantas com raiz profunda ou plantas perenes de formato maciço, que se desenvolverão de forma a ocupar o lugar dos narcisos quando o solo fica nu por as folhas dos narcisos secarem durante o período mais quente.
 
Como regra em geral os bolbos de narciso são plantados a uma profundidade de 15 a 20 cm. Os bolbos mais pequenos devem ser colocados a uma profundidade duas a três vezes maior do que o seu diâmetro. Se ficarem a uma profundidade um pouco maior do que o indicado, a maior parte dos bolbos conseguirá desenvolver-se, desde que o solo não seja excessivamente pesado. Na primeira vez que plantar bolbos, nunca ponha fertilizante dentro do buraco. Em alternativa, pode espalhar um pouco de super fosfato por cima do local onde os bolbos foram plantados e no final do Inverno, antes das folhas verdes emergirem do solo, pode cobrir-se o solo com um pouco de fertilizante 10-10-10. Em épocas posteriores deve fertilizar-se no fim do Inverno e de novo imediatamente após a floração. Utilizar um fertilizante N-P-K (5-10-5 ou 6-24-24). Se tiver uma lareira e queimar lenha, cubra uma vez ao ano a cama de bolbos com uma camada de 1,3 cm de cinza fria. Se puder, espalhe sobre a zona dos bolbos uma camada de 7,5 a 10 cm de folhas secas ou de agulhas de pinheiro, para evitar o nascimento de ervas daninhas.

julho 21, 2007

Hortênsia (Hydrangea macrophilla)

Família: Hydrangeaceae (família Hydrangea)
Nomes Comuns: Hydrangea Francesa, Hydrangea de Folha Larga
Nome comum: Hortênsia

Descrição: A Hortênsia ou Hydrangea é um arbusto arredondado com folhas caducas e serrilhadas de tons verde escuro ou claro, que se dispõem ao longo do ramo em posições alternadas. Em regra medem 0,9-1,8 m de altura e têm uma largura equivalente, mas as espécies mais antigas podem ultrapassar os 2,4 m. As flores das variedades mais comuns dispõem-se em cachos em forma de bolas. Há muitas variedades e também muitos híbridos.


Cores: Na maior parte das espécies de Hydrangeas as flores são sensíveis ao PH, sendo as flores de cor roxa escura ou azul cobalto prevalecentes em solos mais ácidos, enquanto a cor branca ou verde clara indica que o solo é neutro e a cor de rosa resulta de terrenos alcalinos. Por esta razão, se preferir que a planta tenha flores de cor azul basta acidificar o solo com um preparado à base de ferro (por exemplo, há quem espete um prego ferrugento perto das raízes da Hortênsia, não garanto que resulte mas não custa tentar...). Existem à venda preparados destinados a influenciar a cor das hortênsias, que nos meses quentes possuem uma vegetação verde escura muito bonita. A floração torna-se mais fácil nas regiões com Invernos menos rigorosos, dado que as flores nascem nos ramos que cresceram no ano anterior, mais tenros e sensíveis ao frio e à geada. Esta informação é muito importante para orientar a forma de podar. A Hydrangea Francesa pode ser perene nas regiões com Invernos muito suaves.

Origem: Embora vulgarmente seja conhecida por Hydrangea Francesa, a Hortênsia ou Hydrangea macrophylla é originária do Japão e da Coreia. Naturaliza-se em zonas de clima compatível como é o caso dos Açores.

Cultura: Gosta de solo rico, solto, húmido mas bem drenado. Nas regiões mais a norte prefere o sol directo. Nos Verões quentes, floresce bem em locais ao sol ou parcialmente à sombra. Com sol directo as folhas ficam com um aspecto murcho, mesmo que tenha sido regada há pouco tempo, por essa razão nestes locais o aspecto da planta é sempre melhor ao fim do dia. Pode retirar as flores logo que comecem a secar, uma vez que começam a dar sementes imediatamente após iniciarem a floração ou pode deixar secar e podar no fim da estação. Tentei esta última opção recentemente e o resultado foi que, como não foram podadas na altura da formação dos gomos de flores, no ano seguinte deram muito mais flores e maiores. Em conclusão, aconselho a deixar o mais tempo possível as flores secas embora o aspeto geral seja bastante feio e cortar só quando já não se suporta mais ver a planta quase toda seca.
Luz: Sombra parcial ou sol.
Humidade: Húmido, bem drenado. Regas constantes, quando a planta estivar com flores permite uma duração mais longa das mesmas.
Resistência: Zonas 6-10.
Propagação: Por estacas, muito fáceis de propagar.

Aplicações: Nos climas onde a Hortênsia dá flor, coloque-a no meio de uma sebe com espécies diversas ou por trás de uma zona de flores. A sua folhagem rica e o tamanho médio tornam-na um excelente cenário de fundo para flores brancas ou de cor suave, ou mesmo para plantas perenes altas e anuais. Nos climas quentes a Hydrangea Francesa é perfeita para dar um toque de Primavera nas áreas mais sombreadas ou nos jardins com árvores. Isolada pode ter um aspecto fantástico e quanto maior for melhor. Aconselham-se podas muito ligeiras, para evitar diminuir a quantidade de floração no ano seguinte. É fácil obter flores secas da Hortênsia, que duram muito tempo e podem ser coloridas com um spray de outra cor ou ficar na cor natural, apenas cobertas com um pouco de laca de cabelo para endurecer e preservá-las por mais tempo.

Características: Estas plantas, que são de fácil cultura e muito vulgares no nosso país, encontram-se praticamente de norte a sul e são, sem margem para dúvidas, um excelente contributo para qualquer jardim.
21-07-2007

Hera Americana (Parthenocissus quinquefolia)

Família: Vitaceae (família das vinhas)
Nomes comuns: Trepadeira da Virgínia, Hera Americana
Outras Variedades: Parthenocissus henryana e Parthenocissus tricuspidata


Descrição: A Hera Americana é uma espécie vegetal de crescimento rápido que se agarra às superfícies através de pequenas gavinhas em forma de disco. As folhas caem no fim da época e são tipicamente constituídas por cinco pontas que irradiam para o exterior de um petíolo (talo da folha) como raios de uma roda. Cada ponta tem cerca de 7,6-17,8 cm de comprimento e 2,5-5,1 cm de largura. As folhas tingem-se de tons de vermelho no Outono, formando uma cobertura muito vistosa. Possui pequenas flores dissimuladas dispostas em cachos presos a um pé longo, no fim do qual se encontra cada flor (o pedúnculo da flor); a estas inflorescências chama-se um "cyme". O conjunto de uma inflorescência pode ter cerca de 10,2-15,2 cm. A Trepadeira da Virgínia dá bagas de cor negro-azulado, com menos de 1,3 cm de tamanho que são muito apreciadas como alimento para pássaros diversos e outros animais.

Origem: A Parthenocissus quinquefolia é nativa da costa este da América do Norte e existe desde o Quebeque no Canadá até à Florida e na parte oeste do continente, no estado do Texas.
Cultura:
Fácil de cultivar, a Trepadeira da Virgínia pode tornar-se incontrolável se não for domesticada. Projecta guias para todos os lados e liberta sementes que germinam sozinhas; em adultas estas trepadeiras podem suavizar o aspecto de alguns arbustos e árvores, ou construções. Dão-se bem em qualquer solo, ao sol ou sob sombra parcial, com ou sem uma estrutura alta por perto por onde possa trepar.

Luz: Sombra ligeira (filtrada); sol parcial ou mesmo muito sol.
Humidade: Resistente à seca e ao frio; quando atingida pela geada, desaparece e volta a nascer quase sempre na Primavera.
Resistência: Zonas 3-9.
Fertilização: Não requer atenções especiais.
Propagação: Através de cortes que tenham raízes, ou através de sementes. Em algumas espécies aconselha-se guardar as sementes no frigorífico durante 60 dias antes de as semear em Março ou Abril.

Aplicações: A Hera Americana é apreciada pelas suas folhas brilhantes e coloridas no Outono e também por
poder constituir uma excelente cobertura para o solo, basicamente livre de cuidados de manutenção. Quando trepa por árvores ou por outras estruturas altas, desenvolve ramos alongados e muito vistosos. Quando não encontra nada a que se agarrar, prende-se ao chão com raízes falsas constituindo uma excelente cobertura para áreas com desníveis ou locais onde não seja possível ou desejável ter relva.

Características: O nome do género, Parthenocissus, é a latinização da tradução do grego do nome comum Trepadeira da Virgínia. Em grego Partheno significa “virgem”, cissus significa “vinha” e quinquefolia em latim é “cinco folhas”. Existem cerca de 9 ou 10 espécies de Parthenocissus no Japão e na China. A Hera Japonesa (P. tricuspidata) é outra espécie caduca, muitas vezes utilizada para cobrir paredes e conhecida habitualmente por Hera de Boston.

Cuidado! Não permita nunca que em estado adulto esta trepadeira se torne tão vigorosa de modo a sufocar em excesso algum arbusto ou árvore mais pequena.

julho 15, 2007

Nenúfar (Nymphaea odorata)


Família: Nymphaeaceae
Nome comum: Nenúfar


Descrição: Este é o mais pequeno de todos os Nenúfares. As flores têm pétalas muito brancas com um centro amarelo e aveludado. A flor é aromática, atinge 10-23 cm de diâmetro e dura todo o Verão em praticamente todas as regiões de Portugal. As folhas, redondas e largas, têm cerca de 10 a 13 cm de largura e cada planta, quando desenvolvida, ocupa normalmente uma superfície de 1,2 a 1,8 m. Aliás, quando as folhas se desenvolvem e ocupam muita da superfície da água, o que acontece com frequência, as flores que normalmente flutuariam à superfície crescerão um pouco mais à procura de espaço e de luz e elevam-se uns centímetros acima da água, com grande elegância. As pétalas abrem de manhã e fecham-se ao fim do dia. Cada flor dura cerca de três a quatro dias, mas quando retirada do seu habitat natural para ser colocada numa jarra por exemplo, dura muito menos. O Nenúfar é uma planta perene, que hiberna no Inverno até chegarem os primeiros dias quentes da Primavera. Existem várias selecções de cores e tipos diferentes, que podem encontrar-se em Portugal nos viveiros de maior dimensão.

Origem: A Nymphaea odorata, é nativa da costa leste dos Estados Unidos mas está perfeitamente naturalizada na Europa.
Cultura:

Luz: Gosta da luz solar directa.
Humidade: É uma planta aquática que vive submersa em profundidades que vão desde os 7,6 cm a 1,8 metros. Não exige nenhum tipo de solo especial, mas dá-se melhor numa mistura que contenha barro e pedrisco fino.
Resistência: Dá-se bem nas zonas classificadas de 3 a 11. Adapta-se facilmente a climas temperados e/ou tropicais.

Propagação: Por cuidadosa divisão dos rizomas, pelo menos de 3 em 3 anos, no fim do Inverno quando começam a despontar as primeiras folhas. Coloque cada raiz no meio do vaso, mais para cima e paralela ao fundo. O vaso deve ser em rede de plástico perfurado, de preferência forrado com uma tela grossa sintética resistente à água mas que permita o encharcamento das raízes, impedindo que a terra caia para os lados e saia do vaso. Depois de completar com uma mistura de mais terra e pedrisco até à superfície, cubra esta com pedrisco compacto para não deixar que o solo se escape do vaso. Comprima um pouco e coloque na água à profundidade desejada, em cima de tijolos dispostos no fundo para facilitar o manuseamento futuro. Não se esqueça de deixar uma pega, fio de nylon ou outro dispositivo que ajude a erguer o vaso quando for necessário fazer uma limpeza às raízes ou mesmo dividi-las, sem ter que esvaziar o local onde se encontram. Se conviverem com peixes, este aspecto é mesmo essencial.

Aplicações: Podem ser plantadas em locais muito pequenos ou em alternativa em lagos profundos. Também se dão bem em potes grandes, banheiras velhas enterradas no jardim, etc. Desenvolvem-se extraordinariamente em lagos (naturais ou artificiais), charcos ou outros locais onde a corrente seja fraca, uma vez que não apreciam o movimento excessivo da água. Desde que as raízes (rizomas ou tuberosas) estejam cobertas no mínimo por 7 a 10 cm de água, os Nenúfares dão-se bem em praticamente todo o lado, desenvolvendo-se com grande facilidade de ano para ano. Não exigem quase nenhum cuidado especial, mas gostam que se vão cortando as folhas mais velhas que aliás se tornam rapidamente amarelas e feias.
Características: Conhecido nos EUA como alligator bonnet – à letra seria “boné de crocodilo”, provavelmente porque em alguns lagos daquele continente coexistem Nenúfares e crocodilos que, quando assomam à superfície por debaixo das folhas, parecem ter bonés nas cabeças… – esta planta é compacta, produz um efeito espectacular e as flores são muito aromáticas. Torna-se perfeita para jardineiros que possuam um pequeno tanque ou lago artificial e queiram iniciar-se na cultura de plantas aquáticas. O nome do gene vem de Nympha, uma deusa da natureza na mitologia grega e romana.

15-07-2007

julho 07, 2007

Tulipa

Família: Liliaceae
Nome comum: Tulipa
Outras variedades: Existem muitas variedades.

Descrição: Existem inúmeras espécies de Tulipas, de cores e feitios para todos os gostos. Muitas delas são variedades cultivadas em laboratório a partir de exemplares simples. As Tulipas são bolbos que duram vários anos quando tratados adequadamente e cada bolbo produz em regra uma única flor no início da Primavera. As flores têm a forma de um sino invertido e possuem regra geral sete pétalas, mas podem existir Tulipas com pétalas dobradas, em forma de estrela ou com riscas de mais de uma cor. Existe um acordo internacional que classifica e caracteriza todas as Túlipas conhecidas e registadas no “Registo Internacional e Lista Classificada dos nomes de Tulipas”, publicado na Holanda pelo Real Associação dos Produtores de Bolbos.

Origem: As espécies originais são provenientes da Europa e da Ásia, sobretudo das regiões de clima temperado. Dão-se bem em zonas com Invernos frios e Verões secos, e desenvolvem-se bem em solos pouco ricos.

Cultura:
O cultivo das Tulipas é um pouco mais difícil do que os outros bolbos de Primavera. Não suportam a concorrência de outras plantas no mesmo canteiro. Se o solo for excessivamente acido, deve ser neutralizado com cal. Não deve plantar-se Tulipas no mesmo local por mais de 2 ou 3 anos seguidos, para não esgotar o solo.



Luz: Apreciam o sol intenso e desenvolvem-se melhor quando orientadas para sul. Contudo, nas zonas 7 a 10, devem proteger-se com alguma sombra ou pelo menos com sombra a meio do dia, quando o sol está mais forte.
Humidade: O solo deve ser bem drenado mas com capacidade para reter alguma humidade nos períodos mais secos de crescimento na Primavera. Se for necessário regar não molhe as folhas. Mantenha os bolbos secos durante os meses de Verão e Inverno.
Resistência: Gosta de frio e dá-se bem nas zonas 4 - 10.
Propagação: É necessário plantar os bolbos de Tulipas no fim do Outono, para que possam florir na Primavera seguinte. Não devem ser colocados no solo muito cedo porque o calor incita-os ao desenvolvimento precoce e os bolbos necessitam de um período de frio para desabrocharem convenientemente. Se pelo contrário forem plantados muito tarde não terão tempo para desenvolver adequadamente o sistema de raízes. O fim do Outono é o período ideal.
Os bolbos à venda nas lojas da especialidade devem ser comprados no fim do Verão e por precaução confirme se estão velhos ou rijos e bem constituídos. Devem ser sujeitos a um período prévio de refrigeração dentro do frigorífico durante 6 a 8 semanas e só depois plantados a uma profundidade de 15-20 cm, ou no máximo 30.5 cm se se pretender deixá-los posteriormente no solo de um ano para o outro. Espace os bolbos entre si a uma distância de 20 cm. Após a floração, assim que as folhas começarem a amarelecer mas antes de se tornarem castanhas, levante os bolbos das Tulipas com cuidado para não os ferir e guarde-os em papel de jornal, durante todo o Verão, em local seco e fresco onde se manterão em condições de ser utilizados no jardim ao longo de várias épocas. Os bolbos maduros produzem por vezes “filhos” que podem ser separados do bolbo principal e plantados na época própria embora não devam florir logo na estação seguinte.
Fertilização: Espalhe um fertilizante à base de potássio e fósforo logo após enterrar os bolbos, e reforce a dose no fim do Inverno, mas com baixo nível de nitrogénio para conter a produção de folhagem verde e evitar as doenças por fungos. É recomendada a utilização de farinha de ossos e de superfosfato.

Aplicações:
Plante em vasos rectangulares, em canteiros e floreiras ou no jardim no meio da relva. As Tulipas sobressaem se forem plantadas em grandes quantidades da mesma cor ou de cores complementares no mesmo conjunto, nunca isoladas pois não se distinguem. Plante grupos de 20 ou 30 bolbos da mesma cor e verá o efeito surpreendente que farão quando florirem na Primavera. São das primeiras plantas a florir no ano e por essa razão constituem o primeiro sinal da Primavera. Duram até fins de Maio.
É possível forçar a floração de uma Tulipa: no Outono e no início do Inverno plante 5 ou 6 bolbos num vaso com 15 cm e cubra ligeiramente com terra fina. Guarde 6 a 10 semanas num local frio e arejado para que os bolbos ganhem raízes e nessa altura mude o vaso para um local mais quente, a fim de que a planta se desenvolva. Logo que se inicie o processo de floração, o vaso pode ser trazido para o local definitivo, a sala ou outra divisão onde permanecerá até desabrochar totalmente. Estes bolbos forçados em regra não voltam a florir.

Características: A comercialização de Tulipas é, como é conhecido, uma das maiores indústrias mundiais com relevância para a Holanda, que produz mais de 3 biliões de bolbos anualmente, dos quais uma parte é destinada à produção de flores cortadas, enquanto a maior parte constituí um importante produto de exportação para todo o mundo sob a forma de bolbos.

07-07-2007

Papoila da Califórnia (Eschscholzia californica chamisso ssp. mexicana Hunnemannia fumariaefolia)

Família: Papaveraceae
Nome comum: Papoila amarela gigante
Outras variedades: Esch. Caespitosa, Esch. caespitosa 'Sundew', Esch. Ciliata, Esch. Parishii, Esch. mexicane

Descrição:
Herbácea anual, nas regiões quentes pode ser perene (zona 10) e tem folhas finamente recortadas de cor cinzenta azulada que nascem alternadas a partir de um veio prateado. Floresce na Primavera até ao fim do Verão (Abril a Setembro). As flores (4 - 5 cm) em forma de cálice, solitárias e com quatro pétalas aveludadas, possuem uma cor mais profunda junto à base.

Origem:
Zona oeste dos Estados Unidos (California, Oregon) foi baptizada segundo o botâncio inglês John Hunnemann.

Cultura:
Estas plantas atingem os 60 cm. Como acontece com todas as papoilas, são difíceis de transplantar excepto logo após as sementes germinarem, ou quando retiradas do solo com uma bola de terra junto à raiz. Por esta razão, é preferível semear no lugar definitivo em Setembro ou Outubro, deitando fora alguns pés logo que se tornem bem visíveis, para evitar a sobre ocupação. Para obter resultados mais cedo, plantar em pequenos vasos e transplantar depois cuidadosamente para vasos maiores. Se verificar dificuldade em germinar a semente, mergulhe-a durante algum tempo em água morna. As flores velhas devem ser suprimidas para favorecer a floração. No Verão, pode podar-se para fortalecer o resto da planta. As flores fecham-se durante a noite e com o céu encoberto podem não abrir. Existem cultivares com pétalas dobradas e semi-dobradas.


Luz: Prefere uma localização com muito sol.
Humidade: Suporta os períodos secos, mas não suporta excesso de água nas raízes.
Resistência: Solos bem drenados ou arenosos, adapta-se a solos pouco ricos. Tolera o sal.
Propagação: Propaga-se por semente, no Outono ou na Primavera (Abril). Florescem logo no primeiro ano. As sementes estão localizadas numa longa capsula (7- 8 cm) ovalada, verde cinza, que contem minúsculos grãos. Recolhem-se as sementes em Setembro.

Aplicações: Em canteiros e junto a sebes onde ocupam a zona inferior, fazendo contraste com fundos verdes, abrigada do vento para protecção das pétalas que são delicadas.

Características: A folhagem pálida verde acinzentada, é rendilhada. Todas as partes desta planta são venenosas. Atenção: torna-se invasora quando não controlada
.

07-07-2007

Madressilva (Lonicera japonica)

Família: Caprifoliaceae
Nome comum: Madressilva
Outras variedades: L. chinensis, L. Superba, L. japonica, Purpurea ou var. repens,
L. periclymenum 'Belgica', L. periclymenum 'Serotina', L. 'Graham Thomas', L. x tellmanniana, L. x brownii , L. fragrantissima, L. nitida 'Baggesen's Gold'


Descrição:
A variedade mais vista em Portugal é a Lonicera japonica, cujas flores tubulares têm a pétala superior dividida em duas e são inicialmente de cor branca, mudando no segundo dia para um beije pálido ou um amarelo torrado; as flores nascem aos pares ao longo do caule, desde meados de Junho até fins de Novembro.
A Madressilva é uma trepadeira extremamente vigorosa que pode crescer até 9 metros de altura e com folhas que nos climas mais frios são caducas. As flores têm um perfume acentuado e podem ter frutos, com a forma de pequenas bolas pretas.

Origem: É originária do leste da Ásia e do Japão.

Cultura: A maior parte das variedades desta planta tolera uma grande diversidade de solos, tornando-se fácil a sua cultura. De preferência porém, o solo deve ser organicamente rico por forma a reter bem a humidade. Suporta condições de seca e calor, se bem que se desenvolva melhor quando as raízes estão à sombra e o topo da planta ao sol.
Dado que floresce nos ramos nascidos no ano anterior, deve ser podada imediatamente após a floração; uma poda severa limita não só o crescimento excessivo como ajuda a obter o formato pretendido. Se atingir um tamanho excessivo, pode ser cortada rente ao chão pois voltará a crescer de novo rapidamente. Luz: Local com muito sol ou sombra parcial. Cresce bem um local sombrio mas não dá tanta flor.
Humidade: Tolera tanto solos secos como húmidos.
Resistência: A folha é perene nos climas quentes e caduca nos frios. Regressa rapidamente logo que a temperatura do ar sobe.
Propagação: É fácil de propagar por estaca, retirada no mês de Julho quando a planta se encontra em pleno vigor. Para estimular o aparecimento das raízes, utilize um sistema de aquecimento suave do recipiente onde a estaca foi plantada até as raízes surgirem e mude-a para um local mais frio logo que o sistema de raízes esteja estabelecido.
Muitas variedades propagam-se também enterrando uma das muitas novas hastes parcialmente num vaso ou no chão, onde ganhará raízes. Bastará separar esta nova planta da planta mãe e colocá-la noutro local para que se desenvolva, logo que o sistema de raízes esteja criado.

Aplicações: A Madressilva pode ser utilizada como trepadeira, como planta perfumada em canteiros e ainda como arbusto compacto, se for encaminhada para tomar formas diferentes. É uma trepadeira quase indestrutível cujo crescimento deve ser controlado pois pode fazer desaparecer outras espécies, e constitui também um bom revestimento para solos, crescendo rapidamente e ocultando a terra ou segurando os terrenos de uma encosta, evitando a sua erosão; pode ainda ser domesticada num sistema de treliça ou vedação, emitindo uma fragância muito agradável.
Atrai abelhas e pássaros conhecidos como beija-flores e os frutos são procurados por muitos pássaros canoros. Como atrai insectos polinizadores, pode ser usada com vantagem junto de hortas ou pomares. Estas trepadeiras fazem um excelente contraste quando cultivadas perto de Clematis.

Características: Dada a tendência invasora desta planta, quando não controlada, pode atacar outras espécies cujas raízes começam a secar. Quando atacada por afídeos, a planta enfraquece, podendo secar. Pulverize com um produto adequado e mantenha as raízes da Madressilva frescas e o topo com bastante luz, para evitar o aparecimento desta peste.


07-07-2007

junho 30, 2007

Jacinto (Hyacinthus Orientalis)

Família: Liliaceae
Nome comum: Jacinto
Outras variedades: Existem inúmeras variedades de Hyacinthus Orientalis

Descrição:O Jacinto é uma planta perene, floresce anualmente a partir de um bolbo (bulbo, no Brasil) e que em Portugal dá flor logo em Janeiro, se forem tomadas todas as precauções aconselhaveis na sua plantação. Dentro de casa perfumam a divisão onde se encontram enquanto mantiverem flor, o que pode durar duas semanas. Cada bolbo dá uma haste central com várias pequenas flores laterais, rodeada por quatro a seis folhas estreitas e compridas que saem da base da planta. Pode plantar-se um bolbo por vaso ou juntar vários bolbos no mesmo recipiente, de preferência da mesma cor ou tonalidade. Existem cerca de 60 espécies disponíveis (cultivares) e que cobrem quase todas as cores conhecidas. O efeito pode ser espectacular.

Origem:O Jacinto é originário da bacia do Mediterrâneo, desde o Norte de África, à Grécia, Ásia Menor e Síria. Em Portugal é uma planta que só recentemente passou a ser mais conhecida e que se encontra em viveiros e nas floristas no início da estação, muitas vezes com os gomos da flores ainda fechados para poderem vir a abrir em casa.

Cultura: Os verdadeiros apreciadores tomarão o cuidado de, por volta do mês de Agosto ou Setembro, visitar os locais da especialidade ou encomendar por catálogo os bolbos de Jacinto, para os plantar no início da época. Os bolbos em geral e em particular os do Jacinto devem ser plantados até ao final do Outono. Qualquer outra época do ano não serve, porque os bolbos devem passar por um período de “dormência” em local frio, in situ, ou seja no local definitivo, para florirem adequadamente. Portanto, não adquira bolbos noutra época do ano, embora algumas cadeias e supermercados onde se vendem plantas os ponham à venda a preço reduzido a partir de Janeiro. Já é muito tarde para os plantar e em geral tratam-se de restos de stocks que não devem ser adquiridos porque provavelmente nunca florirão ou, na melhor das hipóteses, se forem sãos e não tratados contra a auto-reprodução, florescem só na época seguinte.
Escolha então os bolbos mais sãos e fortes, sem “filhos” na base. Enterre-os a uma profundidade que tenha o dobro do seu tamanho, o pico para cima e a base um pouco mais achatada para baixo, de onde sairão as raízes. Se tiver possibilidade, no fundo do buraco antes de assentar o bolbo ponha um pouco de terra solta misturada com areia de construção (sem sal) para que a água das chuvas drene bem. Um pouco de adubo orgânico no fundo faz maravilhas. Separe os bolbos uns dos outros à distância de pelo menos, um palmo atravessado. Faça primeiros os buracos todos e só depois coloque os bolbos. No fim cubra e calque suavemente a terra para não deixar bolsas de ar. Regue uma única vez.


Luz: No jardim, cubra o bolbo com palha seca ou mesmo folhas de árvore para protegê-lo contra algum animal. Não faça nada durante todo o Inverno e quando o tempo começar a aquecer, em meados de Janeiro/Fevereiro, retire a cobertura do solo - a palha ou o que tiver colocado por cima. A partir do momento em que despontam as primeiras folhas, o Jacinto aprecia sol fraco e muita luz indirecta, devendo manter-se sempre fresca a terra onde se encontra o bolbo.


Humidade: Durante o Inverno os bolbos não são regados. A terra deve estar fresca mas não excessivamente húmida, para que o bolbo se possa alimentar e fortalecer sem apodrecer. Quando as folhas rebentam passa a regar-se normalmente uma vez por semana. Evite molhar as flores. O bolbo pode ser retirado do solo durante o Verão, para voltar a ser plantado no Outono seguinte. Enquanto estiver fora da terra, é guardado em sítio fresco e seco.

Resistência: Os Jacintos gostam de climas frios e por essa razão no Centro e Sul de Portugal o mesmo bolbo dificilmente volta a florir após o primeira ano de floração. Já no Norte é possível retirar o bolbo do chão, depois das folhas ficarem todas castanhas, cortando as pontas a quatro centímetros do bolbo e guardando-o num local seco, fresco e arejado (uma garagem) até ao Outono seguinte.


Propagação:
Nos bolbos de qualidade, nascem “filhos” junto à base dos bolbos mais velhos, que se separam no fim do Verão, enquanto a planta ainda não está activa. Se pretender estimular o nascimento destes bolbos mais pequenos, faça uma incisão em cruz no bolbo mais velho, antes de o guardar para o repouso anual. Estes bolbos mais pequenos não dão flor antes de dois ou três anos, por isso há que ter paciência…


Aplicações:Os Jacintos dão flor em meados da Primavera, assim como quase todos os outros tipos de bolbos plantados no Outono. Devido à natureza da sua flor, uma haste única e anual, aconselha-se a plantar o Jacinto em grupos da mesma cor ou de cores que tenham afinidade entre si e no maior número possível, para ser mais agradável à vista. Se puder, plante vários grupos com alguns dias de intervalo, para que possa ter flores por mais tempo. Em geral no fim de Maio já não terá senão folhas a amarelecer e este aspecto é importante - se não quiser que o bolbo enfraqueça: retire sempre as flores murchas, cortando-as, mas deixe as folhas envelhecerem na planta até ficarem amarelas! Corte então a quatro centímetros do bolbo ou rente ao solo, antes de guardar o bolbo.
Pode plantar bolbos em canteiros, espalhados pela relva e junto a árvores, ou em vasos, onde ficam muito bem com amores perfeitos ou com hera, por exemplo. Pedrinhas roladas sobre a superfície dão um aspecto bonito ao conjunto.
Forçar os bolbos - Este processo permite obter flores mais depressa, mas enfraquece o bolbo a tal ponto que não serve para nova floração. Coloque o bolbo dentro de uma jarra que tenha um “pescoço” apertado , com água por forma a que o bolbo assente a base e toque na água, sem ficar muito mergulhado. Durante umas oito a dez semanas, guarda-se a jarra coberta com um cartuxo de papel pardo num armário escuro e não muito quente. Todas as semanas tira-se o cartuxo e junta-se água morna até repor o que evaporou. Quando os rebentos das folhas tiverem cerca de cinco centímetros, tira-se o cartuxo de papel e coloca-se a jarra junto da luz (no parapeito de uma janela), continuando a acrescentar-se água morna. Em breve o bolbo floresce exalando o seu perfume forte e característico.
Outra alternativa para forçar Jacintos é plantar quatro ou cinco num vaso largo com 12 centímetros de profundidade, mas não enterrando totalmente os bolbos. Tapa-se com papel e coloque no frigorífico a uma temperatura positiva mas não superior a 9º C. durante dez a doze semanas, para que se forme uma boa rede de raízes. Logo que a temperatura exterior aumente, trazem-se os vasos para um local fresco (cerca de 12º. C) e escuro, até se formar um rebento forte de onde sairão as folhas. Quando este tiver 5 centímetros, procede-se como no método anterior. Neste caso podem plantar-se os bolbos no jardim, mas só voltarão a florir passados alguns anos.

Características:O bolbo do Jacinto pode ser alérgico ao contacto para algumas pessoas e em circunstância alguma deve ser ingerido (atenção às crianças mais curiosas!) por causar fortes dores de estômago. O aroma, tão agradável para muita gente, chega a ser forte demais para outras pessoas, que podem sentir náuseas e dores de cabeça.

30-06-2007

junho 24, 2007

Alecrim (Rosemarinus officinalis)

Família: Labiatae / Lamiaceae (família da menta)
Nome comum: Alecrim
Outras variedades: R. 'Golden Rain', R. 'Prostratus', R. 'Roseus', R. 'Santa Barbara'

Descrição:
O alecrim é um arbusto lenhoso, de folha perene e cor verde acinzentada. Pode atingir até 1,8 m de altura e 1,2 a 1,5 m de largura, mas também é possível manter-se mais pequeno se for plantado num vaso. As folhas têm forma de agulha e duram todo o ano - mas não resistem ao corte e secam facilmente, caindo e perdendo o aroma.
As flores nascem no Inverno e na Primavera em pequenos grupos de 2 e 3, têm 2,5 cm de comprimento e são azuis muito claras, pontilhando todo o arbusto com pequenos flocos. O aroma emitido quer pelas folhas quando verdes, quer pelas flores, é característico e extraordinariamente agradável, mesmo quando se roça apenas ao de leve esta planta.
Origem:

Originário das regiões do Mediterrâneo, cresce em zonas por vezes muito áridas e secas, em solos rochosos e arenosos, suportando bem o calor e os Invernos menos chuvosos destas regiões.
Cultura:
Desenvolve-se por isso em solos bem drenados, arenosos não muito ricos. Pode ser plantado num vaso, de barro poroso que seca mais rapidamente, onde o solo deve ser pouco rico, semelhante ao dos catos, com uma mistura de terra, areia e perlite. Em solos ácidos torna-se aconselhável acrescentar um pouco de cal em pó todos os anos para o tornar básico.

Luz: Necessita de exposição solar direta durante pelo menos 6 horas por dia.
Humidade: Quando jovem, rega-se de 15 em 15 dias, sem nunca ensopar o vaso. Quando adulto, o alecrim não necessita de qualquer rega, exceto se estiver dentro de casa.
Resistência: Zonas quentes e secas (8 a 10).
Propagação: Fácil de propagar, através de estacas retiradas das pontas de ramos mais tenros que, colocadas dentro de água, criam raízes. Porém, quando as estacas são plantadas num meio obtido a partir de areia e terra limpa, as raízes obtidas são mais fortes e a planta resultante mais resistente. Não se aconselha a propagação através das sementes, por ser muito difícil.
Aplicações: Existe uma grande variedade de aplicações para este arbusto, especialmente no jardim e na horta. Serve de protetor para outras plantas mais sensíveis, quando plantado como barreira ao sol direto, ficando muito bem como sebe numa horta ou num canteiro, com flores pela frente, uma vez que os caules lenhosos são um pouco despidos na parte inferior. Ao longo de um pátio ou de um passeio, o alecrim desprende o seu aroma sem que seja necessário tocar-lhe. Depois da floração, deve ser podado para ganhar maior corpo em detrimento da altura.
O óleo que contém nas folhas e flores é muito volátil (esta a razão de libertar cheiro facilmente) e estimula o fluxo sanguíneo quando esfregado na pele. Uma infusão de folhas frescas na água do banho, estimula e refresca o corpo. É utilizado em Medicina Natural pelos herbanários, que o recomendam pelas suas propriedade antibacterianas e de aromaterapia.
As folhas podem ainda ser utilizadas em saquinhos de cheiros nas gavetas de roupa e nos armários, como repelente de insetos e ainda para afastar a traça.
Como atrai intensamente as abelhas é possível produzir mel com sabor a alecrim. Ainda na cozinha pode ser utilizado nos assados (folhas e espetos) e em saladas (flores). Nos grelhados a carvão, um ramo de alecrim sobre as brasas dá ao alimento um paladar e um aroma inigualáveis. Finalmente, é possível utilizar as folhas e as flores como aromatizante em vinagres, azeites e manteiga de ervas.
Características:
Dos cultivares, o “Golden Rain” é mais pequeno e tem as folhas jovens com pontas amarelas; o “Prostratus” cresce menos e desenvolve-se rente ao chão; o “Roseus” tem flores cor de rosa e o pequeno “Santa Barbara” possui flores azuis escuro e uma altura máxima de 30 cm.
O alecrim é uma das plantas com mais antigos registos na História dos povos da bacia mediterrânica, sendo-lhe atribuídas inúmeras qualidades e virtudes.


24-06-2007

janeiro 28, 2007

Calendula (Calendula oficinalis)



Família: Compositae/Asteraceae (daisy/aster)
Nome comum: Calendula, Margarida

Descrição:
A Calendula é uma planta anual muito fácil de manter e por isso muito apreciada por todos os jardineiros amadores. Dá-se bem em zonas frias onde floresce sem dificuldade, embora não tolere a geada. Dependendo da variedade e da cultura, pode crescer entre 30 a 75 cms de altura e o mesmo em largura. As folhas são de um verde brilhante e em regra têm cerca de 10 cms de comprimento. As folhas inferiores são ovais com uma ponta arredondada e as superiores têm a forma de uma seta com várias pontas.
As flores têm entre 5 a 7,5 cms de diâmetro e sustentam-se no topo de hastes firmes e erectas. Podem ser simples ou dobradas e possuem uma grande variedade de cores desde o bege claro até ao amarelo forte ou laranja. Algumas possuem um centro escuro de cor castanha. Todas as Calendulas alegram festivamente um canteiro desde o início do mês de Dezembro, nunca parando de florir até bastante tarde.


Origem:
A Calendula officinalis ou Margarida, é nativa do sul da Europa e da Baía do Mediterrâneo.

Cultura:
Fácil de cultivar, a Calendula officinalis requer solo sem grandes exigências e não é atacada por grandes maleitas ou problemas de desenvolvimento, desde que não esteja em local excessivamente húmido. Por essa razão, o solo deve ser bastante permeável. Quando chega o tempo mais quente devem cortar-se as hastes todas da planta que, embora anual, voltará a crescer de novo no início do Outono, florindo no Inverno.
Luz: Requer sol pleno ou sombra moderada. Nos climas mais quentes, durante a tarde deve ter sombra para prolongar a estação das flores, que de outra forma se queimam.
Humidade: Média.
Resistência: Suporta o frio que aliás prefere ao calor da Primavera e do Verão. Não resiste às temperaturas extremas.
Propagação:
Depois de passada a época de geadas e do frio, semeia-se a Calendula no local onde se pretende que cresça, pois são plantas muito rápidas a crescer e fáceis de cultivar.


Aplicações:A Calendula fica bem em praticamente todo o tipo de locais: num canteiro de jardim, à frente de outras anuais ou perenes mais altas, em bordaduras e pátios, ou em vasos e floreiras. Na horta é muito útil e pode ser plantada sem constrangimentos, pois entre as suas propriedades de repelente conta-se a de deter pragas e organismos indesejáveis.
As flores exteriores da Calendula podem ser utilizadas na cozinha, como aromatizantes ou para dar cor a sopas, aos estufados, a queijos e à manteiga. Experimente decorar um prato de carne assada com algumas pétalas desta flor e verá o efeito. São totalmente comestíveis.
Na medicina, há séculos que a Calendula é utilizada em cremes e unguentos que suavizam a pele e os músculos contraídos. As pétalas exteriores e os extractos da Calendula podem ser incorporados em chás, loções e outras fórmulas, como elemento antiseptico, nas dores de dentes e como repelente de insectos. Portanto, para além de alegre e bonita, é também uma planta muito útil.


Características:
Referimos já o seu crescimento rápido e profícuo, renovando-se todos os anos no mesmo local durante algum tempo. É excelente para quem pretenda iniciar-se na jardinagem amadora, mesmo quando se trata de crianças que estejam a aprender, porque recompensa muito rapidamente qualquer esforço.
O nome da Calendula vem do latim (calendae) que significa “o primeiro dia do mês” ou do calendário e pode ter-lhe sido dado por ser das primeiras plantas a florir e continuar praticamente todos os meses do ano.


28-01-2007

outubro 10, 2006

Que tipo de solo tem (2)?


Vejamos então como é possível melhorar e gerir adequadamente cada um destes três tipos de solo.

No solo arenoso, as partículas constituintes são grandes e irregulares (areias)com uma maior percentagem de rocha. Os espaços de ar entre as partículas são grandes deixando a água escoar-se a maior velocidade, arrastando consigo os nutrientes antes das raízes da planta terem tido a oportunidade de os absorver convenientemente. Por esta razão, em geral os solos arenosos são muito pobres em substâncias nutrientes.

Como existe muito ar entre as partículas, os microorganismos consomem mais rapidamente as substâncias orgânicas que possam existir, deixando o solo com muito pouco barro ou matéria orgânica, ou seja, sem grande capacidade para formar uma estrutura consistente. Neste tipo de solos as partículas não se agregam umas às outras, nem mesmo quando são molhadas.

Eis o que há a fazer para melhorar um solo arenoso:
- Introduza na superfície uma camada de 7,5 a 10 cm de esterco animal bem curado ou de adubo vegetal bem decomposto;
- Cubra o solo em volta do pé das plantas com folhas secas, pedaços de madeira, cortiça, palha ou feno. Esta cobertura retém a humidade e refresca o solo.
- Anualmente acrescente pelo menos 5 cm de matéria orgânica;
- Onde for possível, semeie plantas próprias para depois serem incorporadas no solo enriquecendo-o (tremoceira, etc…)

No solo argiloso, as partículas são pequenas e espalmadas. Têm tendência para se colarem umas às outras de tal modo que não deixam quase nenhum espaço poroso entre elas. Quando molhados, estes solos ficam lamacentos e impossíveis de trabalhar. Drenam a água com muita dificuldade e acumulam humidade até ao princípio da Primavera. Quando finalmente secam, tornam-se em geral tão rijos que racham com o calor.
Porque têm pouco espaço poroso no solo argiloso não se desenvolve suficiente substância orgânica nem os microorganismos. As próprias raízes têm dificuldade em romper a barreira dura que encontram, muitas vezes agravada pelo tráfico de pessoas ou de máquinas que também ajudam a compactar este tipo de solo. Em contrapartida, o solo argiloso é com frequência rico em minerais que, quando se consegue melhorar a estrutura, passam a desempenhar um papel muito benéfico para o desenvolvimento das plantas.

Eis o que há a fazer para melhorar um solo argiloso:- Introduza na superfície uma camada de 5 a 7,5 cm de esterco animal bem curado ou de adubo vegetal bem decomposto; continue a adicionar 1 cm de matéria orgânica todos os anos;
- Faça este tratamento se possível no Outono;
- Para melhorar a drenagem, faça canteiros elevados e evite pisar o terreno onde pensa ter as plantas;
- Reduza ao mínimo a utilização de pás e ancinhos.

No solo lodoso, existem pequenas partículas irregulares de rocha partida, em geral muito densas e com relativamente pouco espaço poroso proporcionando má drenagem. Tendem porém a ser mais férteis do que os solos arenosos ou os argilosos.

Eis o que há a fazer para melhorar um solo lodoso:- Introduza todos os anos pelo menos uma camada de 2,5 cm de esterco animal bem curado ou de adubo vegetal bem decomposto na superfície;
- Concentre a sua atenção nos primeiros 30 cm do solo, evitando que crie crosta;
- Não circule nem calque o solo a não ser que seja absolutamente necessário;
- Considere a possibilidade de construir canteiros elevados, para melhorar a drenagem.


10-11-2004

julho 20, 2006

Que tipo de solo tem (1)?

Nem sempre o terreno que encontra na natureza é o melhor para reproduzir as plantas do seu jardim. Se estiver a preparar um jardim e quiser saber que tipo de terreno é o seu, terá que conhecer as diversas opções possíveis.

Em geral, um solo pode ser de três tipos: arenoso, barrento e argiloso. O solo "perfeito" necessita muitas vezes de uma intervenção no sentido de corrigir os excessos possíveis e prepará-lo para cada tipo de planta.

Dependendo da história da sua formação e da utilização a que foi sujeito, um solo pode ter uma textura constituída por uma gama de partículas mais finas e pequenas ou pelo contrário, ter menos partículas, mais irregulares e maiores.

Um solo pode ser descrito consoante o tipo predominante de partículas presentes – areia, lodo ou barro. Com um teste simples você pode determinar com facilidade qual o tipo de solo. Se verificar existirem diferenças de um local para outro, poderá repetir este teste com várias amostras de solo.

Para isso basta colocar uma pequena quantidade de terra do seu jardim na palma da mão esquerda, humedeça-la ligeiramente, apertar entre dois dedos e ver o que sente: se o solo for arenoso sentirá rugosidade; se for lodoso, terá uma sensação de pó de talco molhado, suave; mas se ficar peganhento, escorregadio e duro quando seco, então o seu solo é do tipo argiloso.
 
Cada um destes três tipos de solo tem características físicas únicas, que são determinadas pela maneira como foi formado. Se em tempos existiu um fluxo de água corrente, é provável que o solo tenha características lodosas que serão diferentes se for um local perto de uma montanha rochosa. Estas características básicas podem perfeitamente ser melhoradas ou manipuladas, no bom sentido, desde que não se abuse ou se cometam erros na gestão do solo.

Há ainda outro modo de estudar um solo:
1. Encha um recipiente transparente (frasco) com solo de superfície até 1/3 da altura e acrescente água até ao cimo.
2. Tape com a rolha e abane vigorosamente até desfazer todos os torrões existentes no solo.
3. Ponha o recipiente no parapeito de uma janela e observe à medida que as partículas maiores começam a depositar-se no fundo.
4. Num minuto ou dois, a parte do solo que corresponde à areia (mais pesada) deposita-se no fundo e nessa altura, faça uma marca lateral com uma caneta de feltro no recipiente.
5. Deixe a mistura repousar sem lhe mexer durante várias horas. Verá que as partículas mais finas de lodo se depositarão gradualmente sobre a areia, numa camada de cor diferente da anterior, conforme o tipo de partículas de que se compõem.
6. Deixe o recipiente repousar durante a noite. A camada que se deposita sobre o lodo poderá ser de barro.


Faça uma marca em cada uma das camadas que conseguir identificar. No topo da mistura deverá encontrar uma fina camada de matéria orgânica. Alguma desta matéria orgânica poderá flutuar à superfície da água ou toldar a água que entretanto se concentrou à superfície. Se não existirem estes elementos numa camada de água turva, é provável que tenha de melhorar a fertilidade e a estrutura do solo adicionando material orgânico.

Estude finalmente a proporção das diversas camadas e verificará se o seu solo é constituído por mais areia, lodo ou argila. Depois adapte-o de acordo com o tipo de plantas que pretende cultivar.


Qualquer solo, por mais pobre que seja, pode ser substancialmente melhorado e o esforço para o conseguir - muitas vezes ao longo de vários anos - é recompensado através do nascimento de plantas com raízes mais fortes, com caules mais vigorosos e em geral mais saudáveis e produtivas.Veja como pode melhorar o seu solo no post que se segue.

10-11-2004

julho 09, 2006

Sardinheira (Pelargonium ou Geranium)

Família:Geraniaceae
(família dos geraniuns)
Nome comum: Sardinheira
Outras variedades: São inúmeras, realçam-se as que possuem folha em forma de hera, as de folhas perfumadas e a híbrida mais vulgar que é mais conhecida por Regal (Martha Washington).

 
Descrição: As Sardinheiras são plantas perenes mas não resistem ao frio e à geada, pelo que em regiões de temperatura extrema devem ser recolhidas para um local protegido no Inverno. Ao contrário de muitas outras plantas, a Sardinheira não necessita de descanso anual, por isso dá flor desde que seja possível providenciar-lhe luz, água e calor adequados. Em geral dá-se melhor com Verões quentes e secos e noites frescas, mas em Portugal encontra-se uma grande variedade em quase todas as regiões.  

Origem: África do Sul, embora actualmente existam vários cultivares e híbridos em todo o mundo.

Cultura:
Após adquirir uma planta jovem envasada, deixe a terra secar um pouco e com cuidado vire o vaso segurando com uma mão na superfície da terra e com a outra o vaso, retirando a planta para verificar como estão as raízes. Se não estiverem demasiado enroladas à volta do vaso e muito compactadas, deixe ficar onde estão por mais 5 a 6 semanas. Se pretender mudar para outro sítio (o que se torna obrigatório no caso de as raízes estarem muito apertadas) escolha um vaso ligeiramente maior e um substrato próprio para plantas, misturado com um pouco de areia de rio, porque a Sardinheira não suporta humidade excessiva nas raízes e a areia ajuda a drenar.

A Sardinheira gosta de mudar de solo com frequência, mas para além deste aspecto e de se dever “pinchar” sistematicamente com uma tesoura as pontas que crescem, para manter a boa forma da planta, quase nada mais é necessário à sua sobrevivência.
Também vale a pena sacrificar as primeiras flores no início da época, para conseguir manter a boa forma do conjunto, conseguindo-se uma estrutura de ramos firme e densa, que produzirá mais vegetação e flores do que se não for aparada.
Se a planta não for nova, deve ser podada fortemente em cada ano, em geral no início da Primavera. Corte tudo o que sejam ramos finos e compridos e ainda os que pareçam secos e pouco saudáveis,
Luz: A maior parte das espécies dá-se bem com sol aberto ou com sombra parcial, pois gosta de muita luminosidade, mas nunca com o sol directo e muito quente dos meses de Julho e Agosto, que pode queimar as folhas mais tenras. Os extremos são o gerânio Martha Washington ou Regal, que necessita de alguma sombra e o Pelargónio ou gerânio perfumado, que prefere mais sol. No Inverno deve ser reduzida a quantidade de rega para uma vez por semana, pela manhã, para que à noite a terra esteja seca.
Humidade: Não tolera a humidade excessiva na raiz, por isso o solo deve ser bem arejado e poroso. Uma mistura com alguma areia de rio, em cima de algum pedrisco ou leca resulta bem. Por esta razão as raízes não devem também ser plantadas muito fundas, sendo preferível deixá-las mais perto da superfície.
Resistência: Não suporta o frio excessivo (as folhas ficam avermelhadas) e morre com a geada, embora possa regressar na Primavera, mas sempre debilitada.
Fertilização: Embora não necessite de solos muito ricos, ganhará se for fertilizada ligeiramente na Primavera com fertilizante liquido 20-20-20 ou 15-30-15 sempre nas (ou abaixo das) doses recomendadas pelo fabricante.
Propagação: Por estacas com 7,5 a 10 cm retiradas dos ramos mais altos nos meses de Abril a Setembro, plantadas após serem mergulhadas no fertilizante hormonal próprio, em solo bem drenado, misturado com areia limpa e sem sal. Retirar as folhas inferiores da estaca em dois terços. Os rebentos novos nascem em 4 a 5 semanas.

Aplicações:
Dependendo da espécie a Sardinheira pode ser utilizada em cestos pendentes, em floreiras, em vasos pendurados nas janelas e em paredes ou em canteiros no jardim. Se pretender ter vários pés no mesmo contentor, prefira um conjunto da mesma cor e espécie ou pelo menos de tons que no conjunto sejam harmoniosos. Separados entre si cerca de 50 cm, verá o belo efeito que produzem. Não se esqueça de retirar todos os Verões algumas estacas para reprodução na estação seguinte, como acima referido. É das plantas mais fáceis de reproduzir e o efeito que produzem quando em quantidade é extraordinário.

Doenças e pragas: A Sardinheira é uma planta muito resistente às doenças e pragas, mas o excesso de água e o fungo que dá origem à botritis podem dar cabo de uma planta. Pessoalmente logo que deteto num caule uma mancha escura que contamina toda a planta, procuro na haste o local mais próximo que esteja saudável, rijo e verde e mesmo com os dedos corto essa parte da haste. O que também é fácil porque basta que quando promove uma forma mais arredondada da planta no seu conjunto, pode cortar - eu faço de novo com os dedos - e volto a enterrar a ponta quebrada no solo e sem grande cerimónias. Quase todas as hastes que plantei assim pegaram. Se o prejuízo for grande o melhor é deitar toda a planta fora e começar tudo de novo. Aliás, ao fim de dois ou três anos a planta fica com um aspeto envelhecido, mesmo quando lhe são dedicados todos os cuidados acima descritos quanto a botritis e crescimento desmesurado. Se gostar muito de uma determinada cor, escolha um ou dois pedaços de caule saudável e descarte a planta velha. Terá nova planta na primavera, cheia de flores no verão.

Características:  Para melhor promover a saúde e higiene destas plantas, não se esqueça de remover durante toda a floração, as flores e as folhas que secam, o que ajudará a planta a fortalecer-se. Remover também, como indicado em cima, as pontas dos rebentos novos para promover o aparecimento de mais ramos, folhas e flores.
29-07-2004