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maio 28, 2013

Brincos de Princesa (Fúcsia)

Fúcsia (Fúchsia)

Nome comum: Brincos de Princesa

Família: Semi-resistente, arbustiva perene

Descrição:
Assim batizada em homenagem ao botânico alemão Leonhard Fuchs, esta planta possui flores de cores vibrantes e variadas, que contrastam com as folhas de cor verde escuro. Dão-se bem tanto ao ar livre em jardins, como no interior em vasos ou em cestos de pendurar, em varandas e pátios protegidos. Se proporcionados os cuidados devidos aos caules delicados, folhas e flores da fúcsia, o resultado é duradouro e espetacular.
Local: A planta é nativa da Nova Zelândia e da América do Sul e Central, mas fácil de cultivar em Portugal.
Cultura: Existem vários tipos de Brincos de Princesa e inúmeras variedades híbridas já desenvolvidas em laboratório. As mais resistentes são as standard, embora não sejam as mais vistosas.
Luz: Os Brincos de Princesa podem ser cultivados num local que receba diariamente bastante luz solar, sobretudo pela manhã e do lado nascente, ao invés do calor quente da tarde. Se o local tiver sol pela manhã e sombra pela tarde, será a melhor receita para qualquer fúcsia, seja de que tipo for.
Humidade:  As fúcsias não apreciam água a mais, por isso é de evitar regar em abundância mesmo no verão, sendo preferível utilizar pequenas quantidades mas com maior frequência. A rega deve ser feita de manhã cedo de preferência, em maior quantidade no verão do que nas estações mais frescas. Uma regra de ouro para cuidar convenientemente de uma fúcsia é manter sempre o solo húmido ao toque, regando o número de vezes necessário mas nunca em excesso como já foi referido.
Resistência: Não é difícil cultivar esta planta uma vez que exige muito poucos cuidados. Fertilizar semanalmente no verão e no outono com produto próprio para tomateiros (NPK: 20-20-20) e no inverno em menor quantidade, utilizando um fertilizante mais fraco. 
Propagação: propaga-se por enxertia, por sementes ou por estacas retiradas de uma planta saudável. Esta é mesmo a solução mais fácil e que resulta melhor. Corta-se um caule que esteja verde e flexível, com 7 a 10 cm deixando do lado que vai para a terra um centímetro de caule livre abaixo do primeiro nódulo. No nódulo seguinte, onde deve haver duas folhas, cortam-se as pontas das folhas deixando apenas o pecíolo ou pé da folha ligado ao caule. No topo deve ficar o chamado ápice, com duas ou três folhas, que se mantêm sem cortar. Convém desinfetar os instrumentos de corte que forem utilizados, com álcool puro ou outro produto desinfetante. Pulveriza-se o pé do ramo cortado com um pouco de fertilizante para enraizar e coloca-se em solo preparado e húmido, pressionando com os dedos cuidadosamente junto ao caule para o prender. Enterra-se apenas um pedaço até um pouco abaixo do segundo nó, para que fique bem fixo e não apodreça.
Utilização: Quando o vaso estiver dentro de casa ou numa estufa, continua-se a regar para manter o solo húmido, mesmo no inverno. Quando a temperatura começar a permitir, no início da primavera quando não haja perigo de geadas ou golpes de frio, pode colocar-se os vasos no exterior, e começar por repicar (ou pinchar) as pontas cortando com os dedos as folhas do ápice e eliminando as folhas amarelas ou secas. Também as flores devem ser retiradas logo que murchem, para permitir nova floração e fornecer um aspeto mais limpo a toda a planta.
Características:
Estas plantas exigem muito pouco cuidado, exceto no inverno, época em que por regra as fúcsias apresentam um aspeto algo abandonado e parecem por vezes mesmo mortas. Geralmente não é esse o caso, estão apenas adormecidas e podem até ser estimuladas a acordar antes do tempo normal.
No caso das plantas mantidas em estufa ou num local protegido durante o inverno, é normal que após o outono e dependendo das regiões serem mais ou menos frias, os Brincos de Princesa deixem cair a folhagem toda ou quase toda, que começa por ficar amarela, a que se sucede um emaranhado de caules escuros acastanhados e com aparência de secos.
Ainda que continuem a nascer algumas folhas, sobretudo quando se encontram num local protegido, estas desenvolver-se-ão muito lentamente, contrariamente ao que acontece durante o tempo quente quando os Brincos de Princesa crescem com grande vitalidade.
Na verdade as plantas aproveitam a época do ano mais fria para descansar e recuperar do processo de floração, certamente exigente e esgotante, que nos Brincos de Princesa se desenvolve ao máximo nos meses de primavera e verão. Portanto, se a sua fúcsia parecer relutante em acordar, gerar folhagem e despertar antes de março ou maio de cada ano, não entre em pânico, o mais certo é estar a recuperar da floração da época anterior e isso é bom para a planta.
Por maioria de razão se no início do outono anterior se procedeu à poda - conforme indicado para a espécie em causa na seção adequada deste site – pode acontecer que ela tarde mais a recuperar. Apenas nos locais onde a temperatura é mais moderada podem começar a aparecer antes da primavera pequenas folhas junto ao caule principal e mesmo assim, tardarão a desenvolver-se plenamente.
Se esse processo não começar no tempo próprio, pode acontecer que a planta necessite de mais tempo ou também que parte ou a totalidade da planta esteja morta. Embora quando a envolvente lhes é favorável, os Brincos de Princesa durem anos e anos sem problemas, pode acontecer que parte ou a totalidade de uma planta seja atingida por frio demasiado ou por pestes que a destroem. Em todos os jardins há quebras na passagem de uma estação para outra.
Cuidados:
Para saber se a planta está viva, deve proceder-se de forma cautelosa, escolhendo um ramo e raspando cuidadosamente com a unha até encontrar a parte interior onde a planta deverá ser verde. Apenas acontece que ainda não terá as condições climatéricas de que gosta e por isso, manter-se-á em repouso até que isso aconteça.
Caso o caule no ponto onde raspou não esteja verde mas sim castanho, então será necessário investigar melhor, porque mesmo que essa parte tenha secado, a planta pode ainda estar viva. Não esqueça que a luminosidade é muito importante para uma planta começar a dar sinais de que está pronta para acordar do sono de inverno e dar rebentos.
Se assim for, no mesmo caule mas um pouco mais abaixo do lado da terra, vá raspando o caule com a unha para ver se encontra verde no interior. Caso não encontre é sinal de que esse caule morreu devido ou ao frio ou por outra razão e pode cortá-lo rente ao caule principal. Mas dando-se o caso de existir seiva, então corta-se apenas daí para cima, deixando a parte verde na planta, a qual se desenvolverá mais tarde quando condições mais favoráveis o permitirem.
Deve pois repetir esta operação em vários ramos para detetar o que está morto e o que está apenas adormecido, cortando apenas a parte que morreu e esperando que o resto se desenvolva. Se não tiver certezas, pelo sim pelo não deixe ficar como está e espere pelo tempo quente.
Por outro lado, acontece que tendo a planta morrido é provável que da base venham a crescer novas folhas e então terá uma nova planta. Ou se as raízes da planta que parece morta estiverem brancas a planta poderá sobreviver, mas se estiverem castanhas é porque morreu. Deite fora e plante uma nova estaca, de preferência uma que terá preparado a partir de uma outra planta durante o Outono, opção esta muito fácil para reproduzir e repor eventuais quebras.
Se, apesar de ter o caule verde, mesmo assim em janeiro que coincide com o meio do inverno, as folhas ainda não tiverem nascido, o crescimento pode ser estimulado a partir de alguns truques específicos. Algumas destas plantas gostam de ficar um pouco mais tempo em descanso, outras acordam mais rapidamente, dependendo da espécie ser ou não mais exigente com a quantidade de luz e calor que recebe.
Não havendo forma de saber qual o método mais correto, é bom saber-se que as fúcsias mais comuns (standard) são em geral mais difíceis de acordar, não se sabe porquê. Porém, há quem faça uma aspersão diária de água morna nos caules e assim “engane” a planta que julga já ser primavera, através do amolecimento do caule que passa a absorver a humidade disponibilizada e a estimular o crescimento de folhas novas. Mas cuidado porque embora a fúcsia goste de humidade, quando é a mais corre o risco de apodrecer, sobretudo no inverno ao ar livre.
Um pouco de fertilizante fraco também pode estimular o crescimento de folhas, mas cuidado para não sujeitar a planta a um esforço para o qual não existirão as condições ideais, que fará com que enfraqueça ou morra.
Aliás a melhor forma de matar uma fúcsia no inverno é dar-lhe água a mais, porque ao não conseguir absorver a humidade a um ritmo que evite o apodrecimento das raízes, fatal nesta espécie de planta, ela provocar-lhe-á a morte. Também nos locais muito frios a água pode gelar provocando o congelamento das raízes, portanto aqui vai de novo um aviso sério com a quantidade de rega nessa época do ano.
As espécies mais comuns, em particular, são mais difíceis de retomar o crescimento no fim do inverno. Existe uma forma de melhorar essa situação. Como em geral os caules são mais longos do que nas outras espécies, uma forma de estimular o crescimento das fúcsias standards é deitá-las na horizontal durante algum tempo, o que permitirá que a seiva corra mais facilmente de uma ponta à outra, ao invés de subir da raiz até acima. Para a planta é mais fácil e rápido que a seiva corra ao longo do caule e não de baixo para cima, o que não custa nada tentar e costuma dar resultado! Logo que comece a dar sinais de vida pode-se então endireitar o vaso, para a posição normal vertical e mantê-la assim durante a época quente. Esta técnica também se pode utilizar noutro tipo de plantas, mas as fúcsias reagem particularmente bem a este truque. Eliminando constantemente as pontinhas ainda verdes ajuda-se a planta a preparar um lindo arbusto verde redondo, que se enche de flores pendentes e muito bonitas.

maio 23, 2013

Estrelícias

Strelitzia reginae
Nome comum: Pássaro do Paraíso, Estrelícia
Família: Strelitziaceae


Descrição:

A flor da estrelícia tem uma forma única e semelhante à cabeça de um pássaro, daí ser também conhecida por Pássaro-do-Paraíso. As cores mais vistosas são o azul-cobalto e o laranja, em tons brilhantes e fortes que acentuam a forma extravagante.
As folhas desta planta são de um verde profundo, com um formato oval, cerca de 20 cm de comprimento e 16 cm de largura. Cada pé forma um maciço que pode chegar a ter 90 cm a 1 metro de largura. Quando em flor o aspecto é extraordinariamente exótico e característico de um cenário tropical, extremamente interessante como foco de organização num jardim.
Localização:
A estrelícia é originária da África do Sul e foi trazida para a Europa em 1773 pelos jardineiros de Sua majestade e destinada ao Royal Botanical Garden do Rei Jorge III, juntamente com outros espécimes vegetais da então colónia. Na realidade, o próprio nome com que foi baptizada resulta do nome da mulher do Rei Jorge, a Rainha Charlotte de Mecklenburg - Strelitz, daí a designação de Strelitzia reginae.
Cultura:
Requer solos ácidos e muito ricos. Quando o solo não é só por si suficientemente fértil, é necessário juntar ao solo esterco de animal, bem amadurecido, ou um fertilizante de libertação lenta no local onde irá ser enraizada, de preferência antes da planta ser colocada. Mensalmente é aconselhável fertilizá-la com adubo líquido.
Luz: para obter flores mais brilhantes e coloridas, a estrelícia deve ser colocada onde exista sol aberto. Se por outro lado se pretender obter folhas verdes e grandes, deve ser plantada à sombra, embora neste caso o número de flores diminua. O melhor compromisso será um local onde o sol e a sombra se alternem em igual medida.
Humidade: requer muita água, excepto no Inverno e em plantas de interior.
Resistência: suporta algum frio embora não resista à geada. No entanto, em locais onde ocorram temperaturas muito baixas, o solo em redor dos caules pode ser protegido com palha, telas, cartões ou outros protectores, de molde a que as raízes não congelem e nesse caso, permitindo que a planta volte a nascer na época própria por volta do fim do inverno/início da primavera.
Propagação: a melhor forma de propagar esta planta é por divisão de cada conjunto de pés em vários pés distintos que se plantam a espaços uns dos outros, de forma a deixar crescer o novo conjunto. Também se pode fazer crescer a planta através de semente, mas o desenvolvimento de uma planta adulta com produção da flor torna-se um processo muito mais lento com este procedimento.
Utilização: a forma como se desenvolve a planta, em formato de moita, permite utilizar a estrelícia no jardim como um pequeno arbusto muito decorativo. Ficam bem isoladas no meio de um jardim, com ou sem outra vegetação mais baixa em volta, ou mesmo no meio de um relvado, devendo a base ter um pequena clareira para que possa desenvolver-se. Pode ser utilizada como sebe ou ainda em interiores, quer em ambiente doméstico quer em espaços públicos. Também providencia um vistoso arbusto com um belo aspecto, perto de piscinas ou de lagos, com a vantagem de não produzir polén ou lixo que seja nocivo, por alterar a qualidade das águas.
Características: quer esteja em flor, quer se encontre no estágio de produção de folhas, esta planta é muito atrativa. Tanto plantada em jardins como através de flores cortadas em jarra, o efeito da estrelícia é sempre muito apreciado e por isso a flor é encontrada à venda nas lojas da especialidade.
Em Portugal o preço da estrelícia não é muito acessível, embora como vimos não seja difícil de reproduzir. A verdade é que na Ilha da Madeira existem produções de estrelícia com grande abundância e mesmo no centro e no sul do país, é fácil encontrá-la em jardins públicos ou privados. Por esta razão, qualquer pessoa que tenha possibilidade de plantar esta espécie não terá grande dificuldade em cuidar dela, vê-la crescer e beneficiar do seu aspecto magnífico e das suas flores extravagantes, durante um período de floração que chega a durar dois meses.
Resta acrescentar que por vezes as flores surgem com um granulado escuro que mais não é do que um fungo, fácil de combater com qualquer fungícida à venda no mercado, ou melhor ainda, com um bom jacto de água dado com a mangueira, quando ainda se encontram fechadas.

abril 11, 2013

Lanternas Chinesas (Clerodendrum Thomsoniae's)

Nome comum: Lanterna chinesa

Outras variedades: C. Thomsoniae's, C. delectum, C. splendens, C. umbellatum (C. scandens), C. speciosissimum, C. fragrans, C. infortunatum, C. myrmecophilum, C. trichotomum, C. Bungei

Família: Verbenaceae


Descrição: 
Clerodendrum Thomsoniae´s
Esta planta pertence a um grupo alargado de árvores e arbustos de folha caduca, das quais sobressaem algumas trepadeiras de caule lenhoso. É uma planta de clima tropical ou sub tropical, mas suporta climas mais frios desde que não seja sujeita a temperaturas inferiores a 16ºC. O nome científico provem do Grego kleros que significa “sorte” e de dendron que significa “árvore”. O clerodendrum é também conhecido pelo nome mais comum de Lanterninha Chinesa ou em inglês, Glory Bowers e Bleeding Hearts, devido à forma das suas pequenas flores brancas, um coração com estames vermelhos compridos e da sua belíssima folhagem brilhante e verde escura.

Origem:
Existe na natureza no estado nativo em quatro continentes, com excepção da Europa, onde foi introduzida e se desenvolve desde que protegida dos frios.
Cultura:
A Lanterna Chinesa fica bem dentro e fora de casa, desenvolvendo-se em forma de arbusto ou de trepadeira.
Luz: Com luz do sol indirecta e abundante, o clerodendrum cresce voluptuosamente, lançando longas hastes cobertas de folhas de um verde escuro muito decorativo.



Humidade: Floresce abundantemente em locais húmidos e protegidos do sol directo, desde o Verão até ao Outono, podendo atingir 2,5 a 3 metros de altura. Em alguns locais onde a temperatura é moderada, pode cultivar-se junto ao tronco de árvores maiores, por onde trepará com grande desenvoltura.
Resistência: Não resiste à geada nem ao frio intenso. Necessita do solo constantemente húmido, as folhas dão de imediato sinal de secura pois murcham e caem, voltando a parecer saudáveis logo que se encharca o solo que circunda a planta. É prudente reduzir a quantidade de água durante o Inverno. A planta continuará com folhagem mas sem flores, pois está no seu período de descanso.
Propagação:
O clerodendrum propaga-se com a maior facilidade. Basta cortar uma haste das muitas que uma planta saudável desenvolve normalmente, colocá-la na água em local bem iluminado, esperar que crie raiz (3 ou 4 dias) e transplantá-la para um pequeno vaso. Logo que a planta pareça forte, pode ser colocada em local definitivo, junto de um suporte por onde possa trepar.
Esta planta beneficia de uma poda regular de tempos a tempos, assim como da aspersão das folhas com água durante o Verão.

abril 10, 2013

Narciso (Narcisus spp.)


Nome comum: Narciso, Junquilho

Família: Amaryllidaceae (amarílis)


Descrição:
Os narcisos são semelhantes aos lírios perenes, com numerosas folhas estreitas e compridas e um único caule, do qual brotam as flores que emergem do bolbo subterrâneo.
As folhas crescem verticais, com um comprimento máximo de 15 a 76 cm inclinando-se para baixo. Os caules podem atingir 10 cm de altura nas variedades miniaturais, até 61 cm nas variedades padrão mais comuns. Por cada caule podem coexistir uma ou mais flores, chegando a atingir uma dúzia.
As cores mais comuns são o branco e o amarelo, mas algumas variedades podem ter flores cor de laranja, rosa ou vermelho. Há cerca de 50 espécies de narcisos e muitos milhares de cultivares e híbridos resultantes de jardins naturais.
Existem várias espécies de narcisos, sendo nome junquilho largamente adoptado para um tipo específico de narcisos (divisão 7 entre 13 outras reconhecidas pelos especialistas). Os junquilhos são caracterizados por folhas quase cilíndricas, muito finas, com 1 a 5 flores perfumadas por caule. Raramente chegam a ter 8 flores. A maior parte dos outros narcisos têm folhas lisas, quase todos têm algum perfume, caracterizando-se os junquilhos e as tazettas por terem um perfume mais forte do que o dos narcisos.

A maior parte dos narcisos floresce entre a 4ª e a 6ª semana após surgirem os primeiros sinais de vegetação, no início da primavera. Dependendo do local e do cultivar, a duração da estação das flores pode durar até 8 semanas nos locais mais a norte ou quase 6 meses, no sul.

Localização:
Os narcisos são originais da Península Ibérica (nativos em Portugal e Espanha), da costa sul de França e da costa norte de Marrocos. Actualmente os narcisos são cultivados comercialmente em Cornwall, na Inglaterra, na Holanda e na Califórnia, Orégão e Washington, nos Estados Unidos. Antes de 1940 eram também cultivados em larga escala na Florida, Carolina do Norte e Sul e na Virgínia.

Cultura:
Os narcisos desenvolvem-se melhor em solos ricos, neutros ou quase neutros, arenosos e bem drenados. Não tente obter um solo adaptado a narcisos, juntando adubo orgânico a um terreno arenoso, pois os narcisos preferem solos muito leves, com a possibilidade de juntar perlite para melhorar o arejamento. O terreno deve ser limpo de troncos de árvores ou raízes de outras plantas. Os narcisos, tal como outras plantas perenes, não gostam de competir com raízes de outras plantas e árvores. Um solo bem preparado proporciona um retorno extraordinário, com flores de maior dimensão e bolbos maiores.

Contrariamente ao que acontece com outros bolbos, as folhas do narciso não devem ser cortadas ou trançadas, porque isso reduziria a capacidade da planta de produzir e armazenar energia, necessárias ao crescimento e floração do ano seguinte.

Logo que termine a floração deixe as folhas ficarem amarelas enquanto o bolbo se nutre e prepara para a época seguinte. Como o aspeto das folhas não é agradável à vista, há quem lhes dê um "nó" até que murchem completamente, altura em que podem ser cortadas um pouco acima do solo.

Luz:
Todos os narcisos apreciam o sol da manhã, seguido de um período de sombra parcial ou encoberta no resto do dia. As espécies mais precoces também se dão bem com sol durante todo o dia e os narcisos miniatura, originários de Portugal, assim como os vermelhos, laranja ou brancos requerem pelo menos 8 a 12 horas de sombra. Se o calor for intenso no final da estação das flores, é possível que as flores comecem a murchar mais cedo.

Humidade: 

Junquilho com 8 flores
Para um maior número de flores, mantenha na primavera o solo húmido, pelo menos uma vez por semana e de forma profunda, por um período que vai desde o aparecimento das primeiras folhas verdes, até que as últimas flores da estação tenham lugar.
A partir desse momento os bolbos podem ser ignorados até ao ano seguinte, no início da primavera. Porém, se o solo estiver demasiado húmido e for mal drenado, os bolbos apodrecem facilmente.
Se o seu solo for excessivamente húmido, faça uma cama elevada com boa terra e acrescente areia ou perlite para tornar mais leves os solos pesados. Pode também melhorar a permeabilização do solo juntando 2 cms de gravilha no buraco onde vai plantar o bolbo.

Resistência:
O Narciso encontra as condições ideais para se propagar nas zonas 4 a 9 (conforme tabela de condições climáticas dos EUA). Alguns cultivares são porém resistentes apenas na zona 6 e muitas tazettas só existem na zona 8.

Propagação:
Muitas espécies de narcisos podem ser reproduzidos por semente. Como porém o processo de maturação é longo (leva 5 a 7 anos a dar flor), a maior parte dos reprodutores propagam os narcisos a partir dos bolbos que se multiplicam naturalmente a partir da base do bolbo inicial. O número de novos bolbos formados por divisão varia grandemente de caso para caso e depende de tão variados factores que não é possível aqui especificá-los a todos. Porém, após dois anos de terem sido plantados, os novos bolbos começam a ser gerados e podem ser divididos para dar origem a novas plantas.
Aplicação:
O efeito estético dos narcisos resulta melhor se forem da mesma cor, de cores harmoniosas entre si, e plantados em grupo e não em linhas estreitas ou dispersos. O espaço entre cada conjunto pode ser usado para plantar outras plantas com raiz profunda ou plantas perenes de formato maciço, que se desenvolverão de forma a ocupar o lugar dos narcisos quando o solo fica nu por as folhas dos narcisos secarem durante o período mais quente.
 
Como regra em geral os bolbos de narciso são plantados a uma profundidade de 15 a 20 cm. Os bolbos mais pequenos devem ser colocados a uma profundidade duas a três vezes maior do que o seu diâmetro. Se ficarem a uma profundidade um pouco maior do que o indicado, a maior parte dos bolbos conseguirá desenvolver-se, desde que o solo não seja excessivamente pesado. Na primeira vez que plantar bolbos, nunca ponha fertilizante dentro do buraco. Em alternativa, pode espalhar um pouco de super fosfato por cima do local onde os bolbos foram plantados e no final do Inverno, antes das folhas verdes emergirem do solo, pode cobrir-se o solo com um pouco de fertilizante 10-10-10. Em épocas posteriores deve fertilizar-se no fim do Inverno e de novo imediatamente após a floração. Utilizar um fertilizante N-P-K (5-10-5 ou 6-24-24). Se tiver uma lareira e queimar lenha, cubra uma vez ao ano a cama de bolbos com uma camada de 1,3 cm de cinza fria. Se puder, espalhe sobre a zona dos bolbos uma camada de 7,5 a 10 cm de folhas secas ou de agulhas de pinheiro, para evitar o nascimento de ervas daninhas.

julho 21, 2007

Hortênsia (Hydrangea macrophilla)

Família: Hydrangeaceae (família Hydrangea)
Nomes Comuns: Hydrangea Francesa, Hydrangea de Folha Larga
Nome comum: Hortênsia

Descrição: A Hortênsia ou Hydrangea é um arbusto arredondado com folhas caducas e serrilhadas de tons verde escuro ou claro, que se dispõem ao longo do ramo em posições alternadas. Em regra medem 0,9-1,8 m de altura e têm uma largura equivalente, mas as espécies mais antigas podem ultrapassar os 2,4 m. As flores das variedades mais comuns dispõem-se em cachos em forma de bolas. Há muitas variedades e também muitos híbridos.


Cores: Na maior parte das espécies de Hydrangeas as flores são sensíveis ao PH, sendo as flores de cor roxa escura ou azul cobalto prevalecentes em solos mais ácidos, enquanto a cor branca ou verde clara indica que o solo é neutro e a cor de rosa resulta de terrenos alcalinos. Por esta razão, se preferir que a planta tenha flores de cor azul basta acidificar o solo com um preparado à base de ferro (por exemplo, há quem espete um prego ferrugento perto das raízes da Hortênsia, não garanto que resulte mas não custa tentar...). Existem à venda preparados destinados a influenciar a cor das hortênsias, que nos meses quentes possuem uma vegetação verde escura muito bonita. A floração torna-se mais fácil nas regiões com Invernos menos rigorosos, dado que as flores nascem nos ramos que cresceram no ano anterior, mais tenros e sensíveis ao frio e à geada. Esta informação é muito importante para orientar a forma de podar. A Hydrangea Francesa pode ser perene nas regiões com Invernos muito suaves.

Origem: Embora vulgarmente seja conhecida por Hydrangea Francesa, a Hortênsia ou Hydrangea macrophylla é originária do Japão e da Coreia. Naturaliza-se em zonas de clima compatível como é o caso dos Açores.

Cultura: Gosta de solo rico, solto, húmido mas bem drenado. Nas regiões mais a norte prefere o sol directo. Nos Verões quentes, floresce bem em locais ao sol ou parcialmente à sombra. Com sol directo as folhas ficam com um aspecto murcho, mesmo que tenha sido regada há pouco tempo, por essa razão nestes locais o aspecto da planta é sempre melhor ao fim do dia. Pode retirar as flores logo que comecem a secar, uma vez que começam a dar sementes imediatamente após iniciarem a floração ou pode deixar secar e podar no fim da estação. Tentei esta última opção recentemente e o resultado foi que, como não foram podadas na altura da formação dos gomos de flores, no ano seguinte deram muito mais flores e maiores. Em conclusão, aconselho a deixar o mais tempo possível as flores secas embora o aspeto geral seja bastante feio e cortar só quando já não se suporta mais ver a planta quase toda seca.
Luz: Sombra parcial ou sol.
Humidade: Húmido, bem drenado. Regas constantes, quando a planta estivar com flores permite uma duração mais longa das mesmas.
Resistência: Zonas 6-10.
Propagação: Por estacas, muito fáceis de propagar.

Aplicações: Nos climas onde a Hortênsia dá flor, coloque-a no meio de uma sebe com espécies diversas ou por trás de uma zona de flores. A sua folhagem rica e o tamanho médio tornam-na um excelente cenário de fundo para flores brancas ou de cor suave, ou mesmo para plantas perenes altas e anuais. Nos climas quentes a Hydrangea Francesa é perfeita para dar um toque de Primavera nas áreas mais sombreadas ou nos jardins com árvores. Isolada pode ter um aspecto fantástico e quanto maior for melhor. Aconselham-se podas muito ligeiras, para evitar diminuir a quantidade de floração no ano seguinte. É fácil obter flores secas da Hortênsia, que duram muito tempo e podem ser coloridas com um spray de outra cor ou ficar na cor natural, apenas cobertas com um pouco de laca de cabelo para endurecer e preservá-las por mais tempo.

Características: Estas plantas, que são de fácil cultura e muito vulgares no nosso país, encontram-se praticamente de norte a sul e são, sem margem para dúvidas, um excelente contributo para qualquer jardim.
21-07-2007

Hera Americana (Parthenocissus quinquefolia)

Família: Vitaceae (família das vinhas)
Nomes comuns: Trepadeira da Virgínia, Hera Americana
Outras Variedades: Parthenocissus henryana e Parthenocissus tricuspidata


Descrição: A Hera Americana é uma espécie vegetal de crescimento rápido que se agarra às superfícies através de pequenas gavinhas em forma de disco. As folhas caem no fim da época e são tipicamente constituídas por cinco pontas que irradiam para o exterior de um petíolo (talo da folha) como raios de uma roda. Cada ponta tem cerca de 7,6-17,8 cm de comprimento e 2,5-5,1 cm de largura. As folhas tingem-se de tons de vermelho no Outono, formando uma cobertura muito vistosa. Possui pequenas flores dissimuladas dispostas em cachos presos a um pé longo, no fim do qual se encontra cada flor (o pedúnculo da flor); a estas inflorescências chama-se um "cyme". O conjunto de uma inflorescência pode ter cerca de 10,2-15,2 cm. A Trepadeira da Virgínia dá bagas de cor negro-azulado, com menos de 1,3 cm de tamanho que são muito apreciadas como alimento para pássaros diversos e outros animais.

Origem: A Parthenocissus quinquefolia é nativa da costa este da América do Norte e existe desde o Quebeque no Canadá até à Florida e na parte oeste do continente, no estado do Texas.
Cultura:
Fácil de cultivar, a Trepadeira da Virgínia pode tornar-se incontrolável se não for domesticada. Projecta guias para todos os lados e liberta sementes que germinam sozinhas; em adultas estas trepadeiras podem suavizar o aspecto de alguns arbustos e árvores, ou construções. Dão-se bem em qualquer solo, ao sol ou sob sombra parcial, com ou sem uma estrutura alta por perto por onde possa trepar.

Luz: Sombra ligeira (filtrada); sol parcial ou mesmo muito sol.
Humidade: Resistente à seca e ao frio; quando atingida pela geada, desaparece e volta a nascer quase sempre na Primavera.
Resistência: Zonas 3-9.
Fertilização: Não requer atenções especiais.
Propagação: Através de cortes que tenham raízes, ou através de sementes. Em algumas espécies aconselha-se guardar as sementes no frigorífico durante 60 dias antes de as semear em Março ou Abril.

Aplicações: A Hera Americana é apreciada pelas suas folhas brilhantes e coloridas no Outono e também por
poder constituir uma excelente cobertura para o solo, basicamente livre de cuidados de manutenção. Quando trepa por árvores ou por outras estruturas altas, desenvolve ramos alongados e muito vistosos. Quando não encontra nada a que se agarrar, prende-se ao chão com raízes falsas constituindo uma excelente cobertura para áreas com desníveis ou locais onde não seja possível ou desejável ter relva.

Características: O nome do género, Parthenocissus, é a latinização da tradução do grego do nome comum Trepadeira da Virgínia. Em grego Partheno significa “virgem”, cissus significa “vinha” e quinquefolia em latim é “cinco folhas”. Existem cerca de 9 ou 10 espécies de Parthenocissus no Japão e na China. A Hera Japonesa (P. tricuspidata) é outra espécie caduca, muitas vezes utilizada para cobrir paredes e conhecida habitualmente por Hera de Boston.

Cuidado! Não permita nunca que em estado adulto esta trepadeira se torne tão vigorosa de modo a sufocar em excesso algum arbusto ou árvore mais pequena.

julho 15, 2007

Nenúfar (Nymphaea odorata)


Família: Nymphaeaceae
Nome comum: Nenúfar


Descrição: Este é o mais pequeno de todos os Nenúfares. As flores têm pétalas muito brancas com um centro amarelo e aveludado. A flor é aromática, atinge 10-23 cm de diâmetro e dura todo o Verão em praticamente todas as regiões de Portugal. As folhas, redondas e largas, têm cerca de 10 a 13 cm de largura e cada planta, quando desenvolvida, ocupa normalmente uma superfície de 1,2 a 1,8 m. Aliás, quando as folhas se desenvolvem e ocupam muita da superfície da água, o que acontece com frequência, as flores que normalmente flutuariam à superfície crescerão um pouco mais à procura de espaço e de luz e elevam-se uns centímetros acima da água, com grande elegância. As pétalas abrem de manhã e fecham-se ao fim do dia. Cada flor dura cerca de três a quatro dias, mas quando retirada do seu habitat natural para ser colocada numa jarra por exemplo, dura muito menos. O Nenúfar é uma planta perene, que hiberna no Inverno até chegarem os primeiros dias quentes da Primavera. Existem várias selecções de cores e tipos diferentes, que podem encontrar-se em Portugal nos viveiros de maior dimensão.

Origem: A Nymphaea odorata, é nativa da costa leste dos Estados Unidos mas está perfeitamente naturalizada na Europa.
Cultura:

Luz: Gosta da luz solar directa.
Humidade: É uma planta aquática que vive submersa em profundidades que vão desde os 7,6 cm a 1,8 metros. Não exige nenhum tipo de solo especial, mas dá-se melhor numa mistura que contenha barro e pedrisco fino.
Resistência: Dá-se bem nas zonas classificadas de 3 a 11. Adapta-se facilmente a climas temperados e/ou tropicais.

Propagação: Por cuidadosa divisão dos rizomas, pelo menos de 3 em 3 anos, no fim do Inverno quando começam a despontar as primeiras folhas. Coloque cada raiz no meio do vaso, mais para cima e paralela ao fundo. O vaso deve ser em rede de plástico perfurado, de preferência forrado com uma tela grossa sintética resistente à água mas que permita o encharcamento das raízes, impedindo que a terra caia para os lados e saia do vaso. Depois de completar com uma mistura de mais terra e pedrisco até à superfície, cubra esta com pedrisco compacto para não deixar que o solo se escape do vaso. Comprima um pouco e coloque na água à profundidade desejada, em cima de tijolos dispostos no fundo para facilitar o manuseamento futuro. Não se esqueça de deixar uma pega, fio de nylon ou outro dispositivo que ajude a erguer o vaso quando for necessário fazer uma limpeza às raízes ou mesmo dividi-las, sem ter que esvaziar o local onde se encontram. Se conviverem com peixes, este aspecto é mesmo essencial.

Aplicações: Podem ser plantadas em locais muito pequenos ou em alternativa em lagos profundos. Também se dão bem em potes grandes, banheiras velhas enterradas no jardim, etc. Desenvolvem-se extraordinariamente em lagos (naturais ou artificiais), charcos ou outros locais onde a corrente seja fraca, uma vez que não apreciam o movimento excessivo da água. Desde que as raízes (rizomas ou tuberosas) estejam cobertas no mínimo por 7 a 10 cm de água, os Nenúfares dão-se bem em praticamente todo o lado, desenvolvendo-se com grande facilidade de ano para ano. Não exigem quase nenhum cuidado especial, mas gostam que se vão cortando as folhas mais velhas que aliás se tornam rapidamente amarelas e feias.
Características: Conhecido nos EUA como alligator bonnet – à letra seria “boné de crocodilo”, provavelmente porque em alguns lagos daquele continente coexistem Nenúfares e crocodilos que, quando assomam à superfície por debaixo das folhas, parecem ter bonés nas cabeças… – esta planta é compacta, produz um efeito espectacular e as flores são muito aromáticas. Torna-se perfeita para jardineiros que possuam um pequeno tanque ou lago artificial e queiram iniciar-se na cultura de plantas aquáticas. O nome do gene vem de Nympha, uma deusa da natureza na mitologia grega e romana.

15-07-2007

julho 07, 2007

Tulipa

Família: Liliaceae
Nome comum: Tulipa
Outras variedades: Existem muitas variedades.

Descrição: Existem inúmeras espécies de Tulipas, de cores e feitios para todos os gostos. Muitas delas são variedades cultivadas em laboratório a partir de exemplares simples. As Tulipas são bolbos que duram vários anos quando tratados adequadamente e cada bolbo produz em regra uma única flor no início da Primavera. As flores têm a forma de um sino invertido e possuem regra geral sete pétalas, mas podem existir Tulipas com pétalas dobradas, em forma de estrela ou com riscas de mais de uma cor. Existe um acordo internacional que classifica e caracteriza todas as Túlipas conhecidas e registadas no “Registo Internacional e Lista Classificada dos nomes de Tulipas”, publicado na Holanda pelo Real Associação dos Produtores de Bolbos.

Origem: As espécies originais são provenientes da Europa e da Ásia, sobretudo das regiões de clima temperado. Dão-se bem em zonas com Invernos frios e Verões secos, e desenvolvem-se bem em solos pouco ricos.

Cultura:
O cultivo das Tulipas é um pouco mais difícil do que os outros bolbos de Primavera. Não suportam a concorrência de outras plantas no mesmo canteiro. Se o solo for excessivamente acido, deve ser neutralizado com cal. Não deve plantar-se Tulipas no mesmo local por mais de 2 ou 3 anos seguidos, para não esgotar o solo.



Luz: Apreciam o sol intenso e desenvolvem-se melhor quando orientadas para sul. Contudo, nas zonas 7 a 10, devem proteger-se com alguma sombra ou pelo menos com sombra a meio do dia, quando o sol está mais forte.
Humidade: O solo deve ser bem drenado mas com capacidade para reter alguma humidade nos períodos mais secos de crescimento na Primavera. Se for necessário regar não molhe as folhas. Mantenha os bolbos secos durante os meses de Verão e Inverno.
Resistência: Gosta de frio e dá-se bem nas zonas 4 - 10.
Propagação: É necessário plantar os bolbos de Tulipas no fim do Outono, para que possam florir na Primavera seguinte. Não devem ser colocados no solo muito cedo porque o calor incita-os ao desenvolvimento precoce e os bolbos necessitam de um período de frio para desabrocharem convenientemente. Se pelo contrário forem plantados muito tarde não terão tempo para desenvolver adequadamente o sistema de raízes. O fim do Outono é o período ideal.
Os bolbos à venda nas lojas da especialidade devem ser comprados no fim do Verão e por precaução confirme se estão velhos ou rijos e bem constituídos. Devem ser sujeitos a um período prévio de refrigeração dentro do frigorífico durante 6 a 8 semanas e só depois plantados a uma profundidade de 15-20 cm, ou no máximo 30.5 cm se se pretender deixá-los posteriormente no solo de um ano para o outro. Espace os bolbos entre si a uma distância de 20 cm. Após a floração, assim que as folhas começarem a amarelecer mas antes de se tornarem castanhas, levante os bolbos das Tulipas com cuidado para não os ferir e guarde-os em papel de jornal, durante todo o Verão, em local seco e fresco onde se manterão em condições de ser utilizados no jardim ao longo de várias épocas. Os bolbos maduros produzem por vezes “filhos” que podem ser separados do bolbo principal e plantados na época própria embora não devam florir logo na estação seguinte.
Fertilização: Espalhe um fertilizante à base de potássio e fósforo logo após enterrar os bolbos, e reforce a dose no fim do Inverno, mas com baixo nível de nitrogénio para conter a produção de folhagem verde e evitar as doenças por fungos. É recomendada a utilização de farinha de ossos e de superfosfato.

Aplicações:
Plante em vasos rectangulares, em canteiros e floreiras ou no jardim no meio da relva. As Tulipas sobressaem se forem plantadas em grandes quantidades da mesma cor ou de cores complementares no mesmo conjunto, nunca isoladas pois não se distinguem. Plante grupos de 20 ou 30 bolbos da mesma cor e verá o efeito surpreendente que farão quando florirem na Primavera. São das primeiras plantas a florir no ano e por essa razão constituem o primeiro sinal da Primavera. Duram até fins de Maio.
É possível forçar a floração de uma Tulipa: no Outono e no início do Inverno plante 5 ou 6 bolbos num vaso com 15 cm e cubra ligeiramente com terra fina. Guarde 6 a 10 semanas num local frio e arejado para que os bolbos ganhem raízes e nessa altura mude o vaso para um local mais quente, a fim de que a planta se desenvolva. Logo que se inicie o processo de floração, o vaso pode ser trazido para o local definitivo, a sala ou outra divisão onde permanecerá até desabrochar totalmente. Estes bolbos forçados em regra não voltam a florir.

Características: A comercialização de Tulipas é, como é conhecido, uma das maiores indústrias mundiais com relevância para a Holanda, que produz mais de 3 biliões de bolbos anualmente, dos quais uma parte é destinada à produção de flores cortadas, enquanto a maior parte constituí um importante produto de exportação para todo o mundo sob a forma de bolbos.

07-07-2007

Papoila da Califórnia (Eschscholzia californica chamisso ssp. mexicana Hunnemannia fumariaefolia)

Família: Papaveraceae
Nome comum: Papoila amarela gigante
Outras variedades: Esch. Caespitosa, Esch. caespitosa 'Sundew', Esch. Ciliata, Esch. Parishii, Esch. mexicane

Descrição:
Herbácea anual, nas regiões quentes pode ser perene (zona 10) e tem folhas finamente recortadas de cor cinzenta azulada que nascem alternadas a partir de um veio prateado. Floresce na Primavera até ao fim do Verão (Abril a Setembro). As flores (4 - 5 cm) em forma de cálice, solitárias e com quatro pétalas aveludadas, possuem uma cor mais profunda junto à base.

Origem:
Zona oeste dos Estados Unidos (California, Oregon) foi baptizada segundo o botâncio inglês John Hunnemann.

Cultura:
Estas plantas atingem os 60 cm. Como acontece com todas as papoilas, são difíceis de transplantar excepto logo após as sementes germinarem, ou quando retiradas do solo com uma bola de terra junto à raiz. Por esta razão, é preferível semear no lugar definitivo em Setembro ou Outubro, deitando fora alguns pés logo que se tornem bem visíveis, para evitar a sobre ocupação. Para obter resultados mais cedo, plantar em pequenos vasos e transplantar depois cuidadosamente para vasos maiores. Se verificar dificuldade em germinar a semente, mergulhe-a durante algum tempo em água morna. As flores velhas devem ser suprimidas para favorecer a floração. No Verão, pode podar-se para fortalecer o resto da planta. As flores fecham-se durante a noite e com o céu encoberto podem não abrir. Existem cultivares com pétalas dobradas e semi-dobradas.


Luz: Prefere uma localização com muito sol.
Humidade: Suporta os períodos secos, mas não suporta excesso de água nas raízes.
Resistência: Solos bem drenados ou arenosos, adapta-se a solos pouco ricos. Tolera o sal.
Propagação: Propaga-se por semente, no Outono ou na Primavera (Abril). Florescem logo no primeiro ano. As sementes estão localizadas numa longa capsula (7- 8 cm) ovalada, verde cinza, que contem minúsculos grãos. Recolhem-se as sementes em Setembro.

Aplicações: Em canteiros e junto a sebes onde ocupam a zona inferior, fazendo contraste com fundos verdes, abrigada do vento para protecção das pétalas que são delicadas.

Características: A folhagem pálida verde acinzentada, é rendilhada. Todas as partes desta planta são venenosas. Atenção: torna-se invasora quando não controlada
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07-07-2007

Madressilva (Lonicera japonica)

Família: Caprifoliaceae
Nome comum: Madressilva
Outras variedades: L. chinensis, L. Superba, L. japonica, Purpurea ou var. repens,
L. periclymenum 'Belgica', L. periclymenum 'Serotina', L. 'Graham Thomas', L. x tellmanniana, L. x brownii , L. fragrantissima, L. nitida 'Baggesen's Gold'


Descrição:
A variedade mais vista em Portugal é a Lonicera japonica, cujas flores tubulares têm a pétala superior dividida em duas e são inicialmente de cor branca, mudando no segundo dia para um beije pálido ou um amarelo torrado; as flores nascem aos pares ao longo do caule, desde meados de Junho até fins de Novembro.
A Madressilva é uma trepadeira extremamente vigorosa que pode crescer até 9 metros de altura e com folhas que nos climas mais frios são caducas. As flores têm um perfume acentuado e podem ter frutos, com a forma de pequenas bolas pretas.

Origem: É originária do leste da Ásia e do Japão.

Cultura: A maior parte das variedades desta planta tolera uma grande diversidade de solos, tornando-se fácil a sua cultura. De preferência porém, o solo deve ser organicamente rico por forma a reter bem a humidade. Suporta condições de seca e calor, se bem que se desenvolva melhor quando as raízes estão à sombra e o topo da planta ao sol.
Dado que floresce nos ramos nascidos no ano anterior, deve ser podada imediatamente após a floração; uma poda severa limita não só o crescimento excessivo como ajuda a obter o formato pretendido. Se atingir um tamanho excessivo, pode ser cortada rente ao chão pois voltará a crescer de novo rapidamente. Luz: Local com muito sol ou sombra parcial. Cresce bem um local sombrio mas não dá tanta flor.
Humidade: Tolera tanto solos secos como húmidos.
Resistência: A folha é perene nos climas quentes e caduca nos frios. Regressa rapidamente logo que a temperatura do ar sobe.
Propagação: É fácil de propagar por estaca, retirada no mês de Julho quando a planta se encontra em pleno vigor. Para estimular o aparecimento das raízes, utilize um sistema de aquecimento suave do recipiente onde a estaca foi plantada até as raízes surgirem e mude-a para um local mais frio logo que o sistema de raízes esteja estabelecido.
Muitas variedades propagam-se também enterrando uma das muitas novas hastes parcialmente num vaso ou no chão, onde ganhará raízes. Bastará separar esta nova planta da planta mãe e colocá-la noutro local para que se desenvolva, logo que o sistema de raízes esteja criado.

Aplicações: A Madressilva pode ser utilizada como trepadeira, como planta perfumada em canteiros e ainda como arbusto compacto, se for encaminhada para tomar formas diferentes. É uma trepadeira quase indestrutível cujo crescimento deve ser controlado pois pode fazer desaparecer outras espécies, e constitui também um bom revestimento para solos, crescendo rapidamente e ocultando a terra ou segurando os terrenos de uma encosta, evitando a sua erosão; pode ainda ser domesticada num sistema de treliça ou vedação, emitindo uma fragância muito agradável.
Atrai abelhas e pássaros conhecidos como beija-flores e os frutos são procurados por muitos pássaros canoros. Como atrai insectos polinizadores, pode ser usada com vantagem junto de hortas ou pomares. Estas trepadeiras fazem um excelente contraste quando cultivadas perto de Clematis.

Características: Dada a tendência invasora desta planta, quando não controlada, pode atacar outras espécies cujas raízes começam a secar. Quando atacada por afídeos, a planta enfraquece, podendo secar. Pulverize com um produto adequado e mantenha as raízes da Madressilva frescas e o topo com bastante luz, para evitar o aparecimento desta peste.


07-07-2007