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junho 24, 2014

DAMA DA NOITE

Cestrum nocturnum

FAMÍLIA: Solanaceae

NOME COMUM: Dama da Noite ou Jasmim noturno;
 

Descrição:
Este arbusto perene possui folhas brilhantes alternadas, cor verde-escuro, macias e de formato simples com 10 a 20 cm de comprimento. Quando adulto, o arbusto pode atingir quase 4 m de altura, embora o seu tamanho habitual não ultrapasse o 1,2 m. Em climas quentes, está constantemente a dar flores que nascem a partir do topo de cada caule, junto às folhas, em pequenos cachos com flores alongadas branco-esverdeadas em forma de tubo, as quais se transformam num pequeno fruto branco e redondo, não comestível.

Origem:
O Cestrum nocturnum é nativo das regiões tropicais das Américas, nomeadamente das Caraíbas.
Cultura:
Para além de não tolerar o ar marítimo e a geada, a Dama da Noite desenvolve-se com grande facilidade desde que exista calor e sol e é muito fácil de manter, bastando para isso que o solo seja permeável e receba luz e calor.
Luz:
Tolera alguma sombra ou sol filtrado, mas para melhores resultados deve ser colocada em local com muito sol e luminosidade, se possível virada a este.
Humidade:
O solo não deve ficar nunca ensopado, mas é necessária alguma humidade. Se as folhas ficarem amarelas é sinal de excesso de água, por outro lado podem suportar alguma secura desde que não superior a 50%. Se murchar um pouco não é grave, mas antes de regar de novo, deixe secar a superfície do solo de modo a que visualmente este lhe pareça seco, e só depois regue novamente com moderação.

Resistência:
Não resiste à geada e em geral morre no inverno em climas muito frios, mas nas regiões com temperaturas amenas, pode voltar a rebentar no início da primavera seguinte.

Propagação:

É muito fácil de propagar por estaca, retirada de um caule jovem em crescimento. Corte 15 a 20 cm e polvilhe a parte inferior com fertilizante próprio para ajudar a criar raízes. Coloque num pequeno vaso com três partes iguais de terra, misturada com areia ou esferovite e substrato, e aguarde alguns dias. Quando a planta estiver com dez a doze centímetros, pode ser colocada no local definitivo.

 

Fertilização:

Necessita de níveis de fertilizante moderados ou fortes, dependendo do solo e do local onde se encontram. Caso a luminosidade seja elevada, providencie fertilizante mais forte. Em condições normais, bastará um fertilizante equilibrado do tipo 15-15-15 ou mesmo um fertilizante próprio para plantas com flor (7-9-5 ou até um fertilizante para tomateiros).

 

Insetos e doenças:
O Cestrum é suscetível aos ácaros, à mosca branca e aos pulgões. O melhor método é sempre manter as plantas num regime de alimentação, rega e luminosidade equilibrado, limpando as folhas com frequência através de um jato de mangueira ou mesmo à mão com uma esponja húmida.
 

Aplicações:
Nos climas quentes é muito popular em jardins públicos, mas pode ser utilizada num canto do canteiro, como fundo para plantas mais pequenas. Reage bem a uma pequena poda e também ao regular corte com os dedos das extremidades dos ramos, o que estimula o arbusto a crescer mais arredondado e frondoso. A poda deve ser efetuada após o fim da floração, tendo o cuidado de não podar em excesso para evitar interferência no processo de floração.
 
Características:

É um arbusto bastante incaracterístico durante o dia, mas logo que o sol se põe é impossível não dar conta da existência desta planta onde quer que ela esteja e a alguns metros de distância, uma vez que exala um perfume extraordinário e cativante. Um arbusto em idade adulta enche-se de flores minúsculas na mudança da hora de verão, flores que se fecham durante o dia e voltam a abrir ao fim da tarde, exalando um perfume característico.

 

 
Junto a uma janela aberta nos fins de tarde de verão, pode criar um ambiente muito próprio e inesquecível, mas atenção pois algumas pessoas consideram-no demasiado forte e não toleram sem desconforto. Tenha portanto atenção aos vizinhos e ao incómodo que pode causar se for o caso.
 

ATENÇÃO: É tóxico, razão pela qual nenhuma das suas partes deve ser utilizada na alimentação.
 

junho 10, 2014

AS VARANDAS DE LISBOA

Ciclos de Vida no Jardim

Lamprantus em flor, também conhecidas por chorinas
 
Lisboa tem mais luz e mais sol do que qualquer outra cidade do hemisfério norte que se conheça. Mais luz, mais sol e também aquela chuvinha chata no Inverno, que não nos deixa andar pelas ruas sem chegar aos empregos completamente encharcados e prestes a “curtir “ uma quinzena de infalível gripe.
 
E - surpresa das surpresas! - tem também mais de 3.000 horas de sol em média por ano, apenas um pouco menos do que o Algarve ou o Sul de Espanha e mais do que qualquer outra daquelas maravilhosas cidades cheias de luzes, lojas e perfumes do norte da Europa.

Portanto, já temos o sol e a chuva, só faltam os cuidados com a alimentação e com o solo para podermos viver num jardim florido à beira mar plantado, embora a propaganda política à época apregoasse que tal já acontecia…

Mas é claro que isso é uma mentira completa, facilmente comprovada por quem já viajou para outros países menos dotados de sol (Canadá ou Holanda por exemplo) e que sabe que jardim plantado é que nós não somos, com certeza.
 
Basta prestar um pouco de atenção às janelas e varandas desta Lisboa. O que se vê em geral? Janelas com floreiras vazias ou com plantas esquecidas do ano anterior, entregues aos “cuidados” da poluição e do deus-dará, quando não com ervas daninhas perversamente debruçadas pelas paredes abaixo, mirando o transeunte nos passeios com ar pérfido e ameaçador.

E podíamos ter verdadeiros jardins suspensos, mais belos que os da Babilónia, os tais que chegaram a ser uma das sete maravilhas do mundo!!! Como? Com um pouco de cuidado. Nem sequer é necessário grande dispêndio, basta um pouco de atenção e alguma dedicação. Mesmo que o esforço inicial possa ser maior, o resultado ao longo dos anos compensa, acreditem.

Kalanchoe, junto aos fetos na varanda
Comecemos então pelo princípio: o “aquecimento” mental!

Se você acha que a sua casa é o seu LAR, se adora a sua cidade, se quer fazer da sua janela um jardim a espreitar para dentro, então prepare-se para o seguinte: aprenda a viver com o relógio da Natureza. O que quer isto dizer? Que como toda a gente sabe o ano tem doze meses e quatro estações e cada uma delas existe com uma função específica para as pessoas, assim como para as plantas e os animais.
 
Expliquemos isto melhor: em regra no Outono e no Inverno, as plantas descansam e preparam-se para um novo ciclo; na Primavera e no Verão, acordam e dão aquele ar de festa que nos faz andar mais alegres e mandar o patrão mais mal disposto às urtigas.

Ora isto equivale também a dois ciclos na vida do verdadeiro Jardineiro, mesmo o amador:

1) um que tem início no fim do Verão e que consiste em limpar os  canteiros de flores e folhas secas, arrancar raízes velhas e retirar pedras, detritos, etc;

2) outro que serve para preparar a sementeira e plantar novas plantas que tenham sido compradas para esse fim e que em geral tem início por volta de Março ou Abril de cada ano.

Se escolher espécies que durem de um ano para o outro (perenes ou semi-anuais), então este último ciclo simplifica-se e fica mais barato, porque com os cuidados devidos, as suas plantas durarão por mais de uma época. Basta manter o terreno limpo e fértil.

No caso de ter uma varanda, ou floreiras, ou janelas que permitam pendurar vasos, tenha em conta que para ter plantas deve estudar a exposição ao sol dos pontos onde estas vão permanecer. Em geral os extremos funcionam mal com a maioria das plantas, ou seja, muito sol ou muita sombra prejudicam o desenvolvimento harmonioso dos vegetais, quando não matam por completo algumas espécies.

Se só tiver janelas viradas a norte ou a sul, deve escolher plantas muito resistentes, daquelas que necessitam de pouca luz e que suportam algum vento. Se pelo contrário os locais onde as plantas ficam expostas forem orientados para oeste (onde o sol se põe) ou para  este (onde o sol bate só pela manhã), então escolha plantas que suportem bem a luz.

Entre estes dois extremos ficam os locais mais adequados, onde o sol bate durante umas horas, de preferência da parte da manhã quando ainda não está muito forte ou ao fim da tarde quando já há alguma frescura.
Também nas varandas de Guimarães há Prímulas

 
Prepare então bem o solo onde vai proceder à plantação: um pouco de terra do tipo universal, um pouco de adubo orgânico (compra-se em pacote) e areia de construção (sem sal). A mistura destes três ingredientes, em proporções variáveis segundo o que se vai plantar, pode ser substituída por substrato próprio para floreiras de janela ou terra para vasos. É uma solução mais simples.

Mas escolha bem, pois deste aspeto pode depender o sucesso das suas plantas na próxima estação e o consequente desperdício ou não do respectivo investimento. Se fizer tudo bem no primeiro ano, verá que nos seguintes quase basta limpar as folhas secas e juntar um pouco de adubo no momento próprio.

Os vasos ou os canteiros têm obrigatoriamente de ter uma saída para a água em excesso. No fundo e antes de deitar a terra, para permitir que a água escoe bem e que as raízes não fiquem mergulhadas em humidade por muito tempo, ponha pedrisco ou tijolo partido pequeno.

Flores-de-cera numa vedação em Lisboa
Escolha de preferência plantas da mesma família para organizar um canteiro ou colocar em vasos que estejam lado a lado. O efeito é multiplicador, melhor do que se alternar plantas com diferentes feitios e cores, sobretudo se tiver apenas um exemplar de cada e cada um tiver altura diferente da do outro. Perde-se a noção de conjunto harmonioso que se ganha quando se vê uma mancha de cor e formato regular.

Depois, plante espécies jovens, com folhas que tenham brotado recentemente, ou  semeie no Outono ou na Primavera, não se esquecendo de regar sempre que a terra pareça seca a 2 cm da superfície. Ao ar livre a terra seca mais depressa e necessita de um pouco mais de água do que a das plantas de interior, a menos que estas se encontrem em ambientes aquecidos artificialmente o que por vezes é fatal!

Fertilize de quinze em quinze dias e regue uma vez por semana sempre no mesmo dia. Mantenha as plantas da varanda debaixo de olho, vigie-as e começará a aprender qual o ritmo com que se desenvolvem e quais as necessidades que apresentam. Este aspecto é muito importante (mas não precisa de falar com elas, basta olhar e ver como estão).

Quando isso acontecer com regularidade, quase como quando respira sem dar por isso, verá que fácil é manter um canteiro ou uma janela, emoldurada com cachos de cores que duram de março a outubro. Que outra capital europeia se pode gabar de tal feito?

maio 29, 2014

FETO (SAMAMBAIA)


Nephrolepis exaltata
Nome comum:
FETO, SAMAMBAIA, FETO DE  BOSTON
Família:
Nephrolepidaceae 

Descrição:
O feto tem folhas frondosas e alongadas com 90 cm de comprimento e cerca de 15 cm de largura, que se apresentam a partir do solo em tufos chamados rizomas. As folhinhas individuais que se distribuem simetricamente de cada lado, ao longo de um veio central, podem chegar a ter 7,5 cm de comprimento e são levemente dentadas nos bordos. Na parte de baixo destas folhinhas existem duas filas paralelas de pintinhas junto aos bordos, onde se alojam os orgãos que contêm os esporos os quais mais tarde darão origem a novas plantas.


Existem muitas variedades de cultivares desta espécie. No Feto de Boston ou simplesmente feto como é conhecido em Portugal, as folhas caem graciosamente para os lados e é também o tipo que melhor suporta todas condições de cultivo incluindo dentro de casa, onde se for bem tratado, vive todo o ano durante muitos anos.

Algumas espécies são nativas do Brasil, onde o feto é muito utilizado em jardins e na decoração de pátios e mesmo de salas, e são conhecidos por Samambaia, tendo em geral um porte maior e mais frondoso.

Origem:
Originário da América do Sul, o feto é muito comum nos climas tropicais húmidos, podendo desenvolver-se livremente na natureza, em florestas húmidas e pantanosas, graças ao efeito do vento que favorece a dispersão dos minúsculos esporos. Nestes ambientes quentes e húmidos, os fetos facilmente se desenvolvem nos troncos de algumas palmeiras. Em Portugal, nomeadamente na mata do Buçaco, existem variedades maravilhosas desta planta desenvolvendo-se em plena natureza.


Cultura:

Luz: Requer sombra parcial, sem luz direta quando em exteriores e luz clara, filtrada, quando dentro de casa.

Humidade: O Feto de Boston gosta do solo húmido (mas não em excesso) e rico em matéria orgânica. Este é tolerante à seca, comportando-se melhor do que qualquer dos cultivares mais conhecidos desta espécie, e embora resista bem, apenas terá condições para se desenvolver de forma plena e viçosa, em condições de suficiente humidade do solo e do ar.

Quando cultivado em recipiente e não no solo, convém colocar pedrisco entre o vaso e o prato onde o mesmo assenta, por forma a manter sempre alguma humidade, evitando porém que o vaso entre em contato com a água para que as raízes não apodreçam. Sempre que a humidade do ar for inferior a 80% (o que em Portugal acontece com frequência), pulverize as folhas do feto mais do que uma vez ao dia e verá que a planta desenvolver-se-á com grande vigor e beleza.

Resistência: Zonas 9 a 11. O Feto de Boston desaparece quando sujeito a muito frio e geada, mas reaparece na primavera a partir das raízes anteriores. Contudo, não suporta falta de água e pode secar completamente se não chover ou se a rega for esquecida. Se notar que as folhas começam a cair é sinal de que a planta precisa de mais água, toque o solo com a ponta dos dedos e sempre que este estiver seco, regue. Caso os veios centrais das folhas fiquem nus e secos, corte-os entre duas unhas, para que o aspeto geral fique mais apresentável e também para dar mais corpo a toda a planta, que sem isso ficará com um aspecto um tanto ou quanto "desgrenhado" 

Propagação: Propaga-se por divisão das raízes, ou ainda, embora mais dificilmente, por meio dos esporos, e neste caso, nas variedades cultivares o resultado não dará plantas iguais à planta mãe. 

Aplicações:

Em exteriores os fetos podem ser utilizados como cobertura ou revestimento de canteiros, por baixo de árvores frondosas ou de arbustos que providenciem sombra, em geral em locais onde a pouca luminosidade não favorece as plantas mais baixas.

Em condições favoráveis, desenvolvem-se através de raízes que se espalham subterraneamente e despontam aqui e ali, sem exigir grandes cuidados. Dentro de casa, tanto a espécie como os inúmeros cultivares que existem podem ser plantados em recipientes adequados para ser pendurados ou colocados em cima de um pedestal, pois as folhas que caiem à volta do vaso proporcionam um efeito decorativo fresco e muito atrativo.

Por essa razão, dão-se também muito bem em casas de banho ou nas cozinhas desde haja humidade no ambiente. Em última análise, um borrifador à mão pode, como referimos antes, fazer milagres.  

Características:
O Feto de Boston é sem dúvida uma planta muito resistente e própria para jardineiros principiantes que queiram desenvolver as suas aptidões sem que no entanto possuam grandes conhecimentos. Tem a vantagem de poderem ser plantados dentro ou fora de  casa, já que a vida urbana não nos permite muitas vezes ter uma varanda, para já não falar de um jardim.
 
Proporcionam um efeito espetacular no parapeito de uma janela onde haja luminosidade, e isto tanto para o exterior como para o interior da sala onde estiverem colocados. Também se adaptam bem no topo de uma escadaria, ou num balcão, são plantas muito vistosas quando se desenvolvem bem. No meio de um arranjo com outras plantas (prímulas, calêndulas, cíclames ou jacintos) ficam muito atrativas.
 

Em todas as casas onde vivi, isto em diferentes cidades, houve sempre um feto ou uma samambaia para alegrar o ambiente, mesmo quando isso aconteceu à beira de um deserto (como nesta foto de Telavive). Lá está, mas sempre com um borrifador à mão para aspergir as folhas praticamente todos os dias...

 

maio 08, 2014

LANTANA

(Lantana camara)

Família: Verbenaceae (família da verbena)
Nome Comum: Lantana, Verbena
Outras Variedades: Lantana Montevidenses

Descrição:
Arbusto resistente dos trópicos, a Lantana é perene e pode crescer até 1,5 m de altura e por vezes ter 1,20 m de diâmetro; as hastes e as folhas estão cobertas com pelos e é ligeiramente áspera ao toque. Cheira a urina de gato e é conhecida por isso mesmo. Facilmente se naturaliza e como tal pode ser invasora, sendo necessário controlá-la. O aspecto mais positivo é que, para além de atrair borboletas, dá flor em regra desde a Primavera até ao Outono.

Origem:
Nativa das Caraíbas, está naturalizada em praticamente todo o mundo.

Cultura:
Em solos muito ricos dá menos flores e mais folhagem, sobretudo nas plantas mais jovens, por esta razão não deve ser fertilizada com muita frequência. Quando plantada em jardins, pode enterrar-se o vaso onde a Lantana cresceu inicialmente para controlar melhor a qualidade do solo, evitar a excessiva implantação e não prejudicar as outras espécies de plantas próximas que podem exigir um solo mais rico do que o que a Lantana necessita.

Luz: Muito sol ou sombra parcial.
 
Humidade: Requer solos bem drenados e é resistente à seca. Demasiada água e demasiado fertilizante reduzem a quantidade de flores, aumentando a folhagem.
Resistência: Zonas 8-11. Dá-se bem com temperaturas elevadas, em climas secos mas também  floresce nos climas húmidos. Pode desaparecer no Inverno com temperaturas mais baixas ou com geada, mas quase sempre volta a renascer na Primavera.

Propagação: Por sementes (mais difícil) ou por estacas obtidas durante o tempo quente. Escolhe-se uma ponta sã, tenra e verdejante que se corta, limpam-se as folhas dos primeiros dois terços da estaca a contar do fim, mergulha-se o pé bem limpo em hormonas fertilizantes, sopra-se para retirar o excesso e planta-se em solo bem drenado. Existem diversos híbridos e variedades de Lantana, sendo a mais vulgar a Lantana Festival, que produz maior quantidade de flores e tem menor tendência para se naturalizar em zonas sub-tropicais.

Fertilização: Não requer mais do que fertilização uma vez de mês a mês e pode ser aplicado o fertilizante universal 10-10-10 (N-P-K).

Aplicações:
Em sebes e tapetes coloridos misturados. Também se usa para ajudar a colorir zonas com arbustos vários, e em regiões mais frias como uma planta anual. Tolera salpicos de água salgada e por essa razão pode ser utilizada em jardins junto ao mar, onde por vezes é difícil manter vegetação devido às brisas salgadas. Fica bem em vasos, floreiras ou canteiros.

Características:
Planta de baixa manutenção, a Lantana não requer praticamente cuidado algum. Pode ser podada em arbusto redondo ou em forma de uma pequena árvore, se lhe forem retirados os ramos inferiores laterais, à medida que cresce. Se se pretender mais folhagem e menos flor, enquanto adquire a forma definitiva, rega-se e aduba-se com maior frequência do que a necessária habitualmente. Atrai borboletas.

Atenção: A Lantana não deve ser ingerida por animais ou crianças, embora os frutos que produz sejam semelhantes a pequenas bagas ligeiramente adocicadas e por essa razão se possam revelar atraentes.

maio 07, 2014

PLANTA DAS FITAS

(Carex oshimensis 'Evergold')

Nome comum: Planta Aranha, Planta das Fitas, Oshima “espargânio”
Família: Cyperaceae


Planta das Fitas
Descrição:
Esta planta perene possui folhas compridas, espalmadas e finas, semelhantes a ervas alongadas e tem listas amarelas a todo o comprimento. Cresce a partir de um centro muito denso em forma de repuxo e pode ocupar 25 a 51 cm de largura, ramificando-se lentamente através de rizomas subterrâneos.

As folhas da carex oshimensis são estreitas (0,6 cm) e podem atingir 25 a 38 cm de comprimento, curvando-se elegantemente desde o meio para os lados, formando um pitoresco ninho. Esta espécie “evergold” tem as folhas raiadas de amarelo no centro com uma margem verde escura, lançando flores na primavera, a partir do extremo de um caule amarelo fino ou haste, que se bifurca em vários outros caules triangulares, onde nascem folhas e flores brancas muito decorativas dispostas em jarra.
Junto ao relvado
Localização:
A origem desta planta é o Japão, daí ser também conhecida por Oshima japonesa sendo nativa da ilha de Honshu, onde surge em florestas e encostas pouco húmidas. As espécies ornamentais entretanto desenvolvidas – ou cultivares – foram selecionadas por jardineiros japoneses e encontram-se em muitos jardins do mundo inteiro e naturalmente, em Portugal também em grande quantidade.


Cultura:
Luz: a Oshima gosta de um local com meio sol ou sombra leve, o que permite que os seus tons de verde e amarelo contrastem melhor. Em climas quentes podem crescer mais altas e delgadas do que o habitual.

Humidade: dão-se melhor em solos húmidos desde que com boa drenagem, de forma a não permitir a acumulação de água e o apodrecimento das raízes.

No forno do pão, vasos com Oxima
Resistência: Zonas 5 – 9. Em locais muito quentes a planta “queima-se” nas pontas das folhas com facilidade.

Propagação: a partir dos rizomas da base, separam-se em várias mudas no fim do inverno ou princípio da primavera, distanciando-as no terreno umas das outras, pois em breve ocuparão três vezes mais espaço do que o inicial. Aconselha-se a espaçá-las umas das outras uns 40 a 50 cm. Os rizomas (raízes com aspeto de cabelos finos e delicados) têm no meio uma espécie de bolha comprida e transparente, que faz parte do sistema de propagação.

Podem também ser multiplicadas a partir de novos tufos de folhas que se criam no fim de cada haste, tendo o cuidado de deixar um pouco das raízes juntamente com a nova planta e de regá-la cuidadosamente nos primeiros tempos para se agarrarem melhor ao solo. Aliás quando não se cortam estas hastes e se deixam as plantinhas na ponta tocar o solo, estas podem enraizar facilmente no local onde se encontram o que aconselha um constante acompanhamento deste processo, pois obrigarão o jardineiro que não pretenda ter estas plantas por todo o jardim, a eliminar de quando em quando alguns destes filhotes da planta primitiva.

Planta das Fitas ou Planta Aranha
Utilização:
O aspeto elegante desta planta, que se desenvolve rapidamente para os lados em forma de chuveiro, torna-a muito adaptada a sebes baixas ou em bordas de canteiros informais, junto a relvados por exemplo. Também se podem utilizar no meio de sebes verdes com outras plantas altas por detrás, para contraste de cor pela variedade das folhas verdes e amarelas. Num canteiro onde não se queira plantar flores mas se pretenda ter o solo limpo e ocupado, pode ser usada como cobertura de solo. Pode também ser pendurada num recipiente, com a folhagem dourada a cair para todos os lados, onde ocupará rapidamente o espaço à sua volta causando um efeito muito interessante.
 
Estas plantas quando cuidadas devidamente, garantem um aspeto sempre novo ao seu jardim. Porém, se deixadas crescer sem manutenção adequada, tanto em vasos como no solo, facilmente terão um aspeto descuidado e pouco atrativo.

março 03, 2014

PLANTAS EM CASA

Na Loja Lindas e em Casa Tristes?

Hoje escrevo para aqueles que têm um pequeno apartamento de cidade e apesar disso não podem viver sem flores em casa. A vida já é tão difícil, porque não arranjar mais um pouco de trabalho?

Primeiro cuidado a ter, quando comprar prefira plantas com pequenas folhas a despontar em vez dos vasos carregados de flores que murcharão no curto prazo e deixarão de ter o “appeal ” que mostravam na loja: verá que se cuidar bem da sua nova aquisição, ela lhe fará companhia por muito mais tempo.

Não é tão imediatamente compensador mas no médio prazo sentimos estas plantas que se formam a partir dos nossos cuidados como nossas filhas, muito mais do que como “bibelots” caros e mal agradecidos.

Se seguiu este conselho e comprou uma plantinha sã (espreite por baixo das folhas e junto ao caule e escrutine bichinhos ou poeiras suspeitas), a primeira coisa a fazer é estudar o meio onde vem plantada, que pode ser tudo menos o meio adequado ao seu desenvolvimento. Acreditem, há pessoas capazes de tudo para vender.

Assim sendo, aprenderá a reconhecer que cada planta tem necessidades específicas que começam pelo solo de onde retiram o alimento quotidiano. Em geral um bom conselho é ter um vaso com a mesma altura da planta, embora algumas plantas gostem de ter as raízes apertadas e em pouco espaço. E o substrato deve em geral ter três componentes: terra normal para plantas, algum meio arenoso ou semelhante que permita drenar bem e alguma matéria orgânica para enriquecer o conjunto. Verifique qual a composição na etiqueta da embalagem.

Esta é uma regra perfeitamente válida: terra normal, areia e matéria orgãnica. Mas atenção, cada caso é um caso e por exemplo os cactos necessitam de uma mistura com pouca matéria orgânica e mais areia que impede o solo de ficar excessivamente húmido e assim apodrecer as raízes e um frangipani tropical exigirá muito um solo constantemente fertilizado e muita, muita água e principalmente sol.

Sol. Este é o segundo elemento fundamental depois de termos cuidado do tipo de solo. A luz natural é o instrumento que permite ou não o desenvolvimento adequado do seu novo “animal de estimação”, ou seja, terá que determinar qual das suas janelas está virada a norte e aí muito poucas plantas resistirão, sobretudo durante o inverno;  e também qual a que está mais exposta ao sol porque nela certamente só consegue fazer vingar cactos e pouco mais.

Alguém disse que no meio termo é que está a virtude? Pois bem, isto também se aplica às plantas. Coloque-as num local arejado, sem correntes de ar e que seja luminoso, sem ser à chapa do sol onde cozinhariam em fogo lento. Mais luz que sol, é o segredo. Com luz a mais ficam muito verdes, com luz a menos ficam um pouco mais pálidas.

Depois do solo e do sol o mais importante é o alimento. Como regra, fertilize com moderação, todos os quinze dias por exemplo, excepto no inverno quando não fertiliza nada ou fertiliza uma vez por mês no máximo.  Com o tempo vai habituar-se a olhar para as suas plantas e a reconhecer quando é que estão precisadas da sua atenção.


Que tipo de fertilizante perguntará você? Em geral encontra já tudo bem explicado nas embalagens, mas pode ficar com esta ideia geral: todos os fertilizantes tem no mínimo três componentes. Um é o azoto que alimenta as partes verdes; o fósforo que alimenta as raízes e finalmente o potássio que permite ter mais flores e frutos. Simples, não é? Bom, está simplificado, mas fiquemos por aqui. É claro que a maior parte dos produtos que encontramos à venda tem tudo isto e muito mais, mas isto é o fundamental para se saber nesta fase.

Finalmente, mas não menos importante: as regas. Que fazer quando a planta murcha? Regar muito, pouco ou nada? Primeira coisa a fazer: nunca regar por forma a que água saia pela base do vaso e fique no prato por mais de três quartos de hora. Como em tudo há excepções, mas em termos gerais, mais vale água a menos do que água a mais.

Segunda regra: a planta precisa de água quando a superfície do solo está seca. Se a terra está a despegar-se dos lados do vaso, a planta deve estar sequiosa. Nunca, mas nunca a deixe chegar a esse ponto. As plantas não merecem tanto desleixo e para além disso, mais vale deitar o seu dinheiro directamente no caixote do lixo que o resultado é o mesmo.
Tenha um pouco de atenção de quando em quando, se possível à mesma hora do mesmo dia da semana. Domingo de manhã é uma boa altura, mas se tiver mais tempo à noite também está bem.  De princípio regue só um pouquinho, aprenderá com o tempo  a avaliar qual a quantidade adequada, sobretudo se ao tocar com o dedo no solo verificar que este não está completamente seco desde que o regou na última semana.

Em jeito de post scriptum: nunca misture plantas compradas num viveiro que não seja da sua extrema confiança, com outras que tenha já em casa e que estejam de boa saúde. Coloque as recém- chegadas num local à parte durante uns dias, para evitar eventuais contágios...

fevereiro 25, 2014

CÍCLAMES (em canteiros)

Top of FormBottom of FormComo cuidar de um ciclaameCCComo cuidar de um Cíclame
A planta Cíclame própria do tempo frio, resiste de forma magnífica em locais sombrios onde outras plantas não conseguem sobreviver. Mas é necessário conhecer um ou dois segredos que farão com que os seus Cíclames cresçam e floresçam no jardim ou dentro de casa, de forma continuada e sem grandes preocupações. É mesmo uma planta fácil de manter, embora quase toda a gente deite o vaso fora no fim da estação, o que é no mínimo um desperdício de dinheiro, convenhamos!
Cíclame em plena floração
Variedades de Cíclames

Há Cíclames que se adaptam bem em canteiros de jardins, como os neopolitanum, e outros que se dão melhor dentro de casa, sobretudo se o clima exterior for muito frio. As regras para cuidar destes dois tipos de Cíclame são porém as mesmas, que passamos a detalhar. O Cíclame do tipo neopolitanum ou Cíclame cuja folha tem a forma de um coração, floresce no outono, reproduz-se continuadamente de ano para ano e por essa razão pode ficar no solo sem que seja necessário interferir na sua reprodução, para além de alguns cuidados que adiante referiremos. Os Cíclames multiplicam-se muito rapidamente e podem ser criados dentro de casa também, em recipiente adequado e neste caso, haverá que separar as plantas no fim da estação.

Como separar Cíclames para propagar novas plantas

Como referido, é possível deixar a planta no jardim e ela multiplicar-se-á durante anos com muita facilidade alargando a sua base, bastando para isso eliminar regularmente as flores e folhas que vão murchando. Quando a planta já está suficientemente grande, com uma pá bem limpa, corta-se pelo meio o ajuntamento das folhas, de cima para baixo, até separar a base em duas plantas distintas. É necessário fazê-lo com o maior cuidado para não danificar demasiado a planta original, separe abanando ligeiramente enquanto aprofunda o corte, para que as raízes se vão separando sem danos demasiados.

Cíclame neopolitanum
Cíclames em Lisboa, na Avª. da Liberdade
Nas zonas mais temperadas é possível deixar qualquer tipo de Cíclame no jardim, durante todo o ano, se bem que durante parte substancial do tempo eles desapareçam da vista sem dar sinal de vida. Continuam porém a desenvolver-se a partir do bolbo/tubérculo[1] que se encontra enterrado, nutrindo-o e preparando-o para a próxima estação. Se preferir, pode trazer a planta para dentro de casa num vaso, sobretudo nas regiões onde há mais frio e geada, e mantê-lo com folhas todo o ano, cuidando da planta como se de uma perene se tratasse. Nesse meio tempo o bolbo dividir-se-á em bolbos mais pequenos e cada um desses bolbos prepara-se para dar folhas e mais flores no tempo próprio, ou seja no outono e início do inverno. Desde que exista uma folha a brotar de um bolbo, este continuará a crescer e a multiplicar-se. Tratados desta maneira torna-se muito fácil criar e desenvolver várias plantas de Cíclame, no jardim ou dentro de casa.

Se a planta estiver num vaso independentemente do local, há que manter o solo mais para o seco do que húmido. Uma regra muito útil é esperar que o solo seque um pouco à superfície antes de regar de novo. Retire as folhas velhas e amareladas, corte-as logo que vê que a planta está a preparar-se para um período de descanso, mas enquanto as folhas tiverem bom aspeto e estiverem verdes, com novos brotos a rebentar com facilidade, mantenha-a perto da luz, e continue a aplicar os cuidados próprios de uma planta a desenvolver-se. Nunca é de mais lembrar que o Cíclame prefere a sombra ao sol direto, mesmo que se encontre por detrás do vidro de uma janela.


Cíclames em canteiro - Lisboa, Avª. da Liberdade
Em jardins onde existam árvores podem plantar-se Ciclames junto aos troncos das mesmas, desde que penetre alguma luz por meio dos ramos. São plantas que se encontram normalmente na natureza, nas florestas mais antigas, sobretudo o Ciclame mais pequeno, e fica muito bonito ver crescer primeiro as flores em forma de borboleta, nas cores maravilhosas próprias desta espécie e mais tarde as folhinhas escuras, junto dos caminhos ou na base dos troncos de árvores. O maior cuidado com estas plantas é dar a sombra e o descanso de que necessitam durante o tempo mais quente e ir tirando as folhas que vão secando e as flores à medida que vão murchando. Pouco mais pedem...

[1] Não se trata de um verdadeiro bolbo, é mais parecido com um tubérculo que passaremos a designar por bolbo, daqui em diante, por facilidade de expressão;