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dezembro 02, 2014

CUIDAR DE PLANTAS NO INVERNO

Tropicais, dentro de casa…

Muitas das casas portuguesas têm sol e luz ao longo de todo o inverno. Isso é o suficiente para manter a maior parte das plantas felizes em vasos, dentro de cachepots cerâmicos adequados. Mas há também plantas tropicais que não desdenham passar uma temporada entre paredes, quando na rua chove e faz frio e o sol quase não se vê, para voltar à varanda ou à floreira da janela, logo que chegue a primavera. Como?
Não necessita de uma estufa nem de qualquer local especial. O essencial é mesmo dispor de um pequeno espaço (marquise ou quarto de arrumos) juntando aí num mesmo local todos os vasos com as plantas que quer preservar durante o inverno. São plantas de exterior, mas você pode  dar-lhes o ambiente de que necessitam para as manter vivas e saudáveis até Abril ou Maio próximos. Isto aplica-se a plantas como os Hibiscos, Buganvílias, Estrelícias, Antúrios, algumas espécies de Orquídeas e quaisquer outras tropicais e até não tropicais.
Junte os vasos no chão uns ao lado dos outros por cima de pedaço de passadeira plástica e com os respectivos pratos. Também pode usar um pequeno estrado de madeira que facilitará a limpeza do espaço, sempre aconselhável. Numa área de 75 cm por 1,5 m vai necessitar de duas lâmpadas fluorescentes (ou uma dupla) de 1,20 m e de uma ficha com temporizador. O investimento inicial pode significar qualquer coisa como 25 euros, mas se você comprou estas plantas, como regra geral é o caso - ou apenas se gosta delas - valerá a pena preservá-las porque também custaram dinheiro.
Pendure a lâmpada numa armação própria por cima das plantas a cerca de 50 cm e mantenha o sistema ligado, através do temporizador, durante 10 a 16 horas por dia, dependendo das plantas que tem e da luz natural do local. O consumo pode ser baixo se o sistema estiver bem montado e as lâmpadas forem as adequadas. Há muita escolha no mercado.
Coloque no centro os vasos mais altos e os que necessitam de mais luz e nas bordas aqueles que se satisfazem com menos. Se mantiver os cuidados habituais de rega e pouca fertilização aconselhável no inverno, que é tempo de repouso apesar de tudo, terá plantas verdes e bonitas na próxima Primavera. Atenção, não aplique esta receita às plantas de interior, a menos que a sua casa seja extremamente sombria no inverno. Funciona excepcionalmente bem com plantas tropicais que são em regra as mais caras de todas.
Quando chegar a altura, faça um regime de transição para o exterior, suave e sem mudanças bruscas. Comece por reduzir a luminosidade a apenas uma das lâmpadas e posteriormente, por retirar completamente a luz artificial. Ao fim de duas a três semanas coloque as plantas no seu local primitivo, mas evitando a luz directa do sol que poderá queimar as mais sensíveis.
Fertilize e regue regularmente apenas a partir da segunda semana no exterior. Se a planta for grande, raspe uns 5 cms da parte superior do solo do vaso e substitua com terra nova. Depois  acrescente um fertilizante de libertação lenta, como por exemplo Osmocote.

Só excecionalmente será necessário substituir toda a terra do vaso e se o fizer será um pouco antes do fim do Inverno, reduzindo a luminosidade para forçar a planta a entrar em descanso e não ser tão “incomodada” quando mudar de habitat. Nesta mesma altura pode também regar com uma solução de fertilizante diluído do tipo 20-20-20 e aplicar fertilizante líquido (bastante diluído) nas folhas com um pano.

Boa sorte com as suas plantas e viva a primavera! 

outubro 10, 2014

VIOLA X WITTROCKIANA


Viola x Wittrockiana
Nome Comum: Amor-perfeito
Família:
Violaceae
Descrição:
A Viola x wittrockiana é uma planta perene que a maior parte dos jardineiros trata como anual. Cresce bem em climas frescos e tornou-se já uma planta popular em climas moderados, encontrando-se à venda no início do inverno em muitos viveiros e floristas. Nos locais mais frios do país, é preferível plantar o amor perfeito só no início da primavera embora possam resistir a golpes pouco intensos de frio e geada.

Estas pequenas plantas com 10-15 cm de altura formam pequenos conjuntos de folhas pequenas de cor verde escura. Muitos dos variados cultivares existentes no mercado dão flores com tamanhos que podem ter entre 2,5 a 10 cm de diâmetro e existem numa gama de cores muito diversificada.
Origem:
São nativas da Europa e Ásia Menor, mas hoje em dia as que se encontram à venda são já produto de uma generalizada hibridização e seleção. Em Portugal encontramos em estado selvagem em bosques e zonas húmidas mas frescas, geralmente de tamanho pequeno e levemente aromáticas. Embora da família da Violeta, as Violas comerciais por regra não têm cheiro devido à hibridização por que passaram.

Cultura:
Os Amores-perfeitos dão-se bem em qualquer tipo de solo, mas preferem solos ricos em materiais orgânicos, misturado com areia limpa que ajudará a reter a humidade e a prevenir para que não sofram com a incidência de sol direto.
Devem ser fertilizadas quando plantadas e na época das flores de duas em duas semanas, com fertilizante universal (NPK) 10-10-10, a fim de sustentar a manutenção continuada de floração. No fim da época desaparecem mas podem voltar a surgir no ano seguinte, se o solo for cuidado, regado e fertilizado na época própria. Porém, como se refere antes, em geral planta-se novas mudas todos os anos porque com o tempo as espécies vão enfraquecendo e não resultam fortes e com tantas flores como a planta original.

Luz:
Plantar em local bem ensolarado ou com sombra apenas parcial, durante algumas horas do dia. Poderá crescer em local sem sol, mas não produz tantas flores.


Humidade:
Precisa de um solo sempre húmido, portanto, regue sempre que se verificar que não tem humidade suficiente se não a planta morre.

Resistência:
Nas regiões do sul do país, Algarve e Alentejo litoral, o amor-perfeito é uma planta que pode ser utilizada desde o início do inverno em varandas, floreiras de janela e até em jardins, desde que esteja exposta a algumas horas de sol. Como referido atrás não suporta sol forte direto no verão, mas resiste bem à luminosidade direta em climas um pouco mais frios, desde que o solo esteja húmido.

Propagação:
Pode propagar-se por sementes ou por estacas cortadas de plantas fortes no fim do verão. Existem à venda sementes de várias marcas, verifique a origem e data de validade, semeando apenas em tabuleiros com solo próprio para sementes e em local quente e húmido. Depois de nascer a plantinha deve ser transplantada no início da primavera para um vaso, floreira de janela ou para o jardim.

Aplicações:
Podem ser plantadas nos meses mais frescos na borda dos canteiros ou em jardins pequenos, na frente de plantas mais altas. Também ficam muito bem junto ao parapeito de uma janela, várias ao lado umas das outras, em caixas retangulares, de preferência da mesma cor ou tonalidade. Pequenos vasos de várias plantas de amores-perfeitos de cores variadas dão um tom de alegria e vivacidade junto a entradas, escadas, ou pátios e alamedas no jardim.

Características:
Na estação menos alegre do ano estas pequenas plantas surgem com um toque de cor permanente, quando ainda é difícil fazer florir quaisquer outras espécies que não resistem ao frio e à chuva. Sendo duradouras e praticamente livres de doenças, ajudam a alindar locais onde possam beneficiar de um pouco da luz ou do sol de inverno. O seu preço é baixo e são muito fáceis de manter, o que permite adquirir um conjunto de vários pés da mesma ou de cor diferente, ao gosto de cada um, para se começar bem cedo a pensar na primavera que está para vir.

setembro 23, 2014

VIOLETA AFRICANA (Saintpaulia)



Violeta Africana (Saintpaulia)
Nome Comum: violeta do Japão, Violeta
Familia: Gesneriaceae
 
Descrição:
Pequena planta de folhas aveludadas com formato de coração, agrupadas em torno de um centro do qual nascem caules curtos, verticais e tenros, de onde nascem as flores. De cores variadas (azul, rosa, branca, púrpura ou vermelha), as flores da Violeta Africana podem durar todo o ano, desde que a planta esteja numa localização que tenha as condições ideais abaixo indicadas. As flores têm 5 pétalas podendo ser dobradas, multicoloridas, frisadas ou com mais de uma cor na mesma planta, ou ainda com pétalas sobrepostas.

Origem:
A Violeta Africana – da qual existem entre 6 a 20 espécies – é nativa de um pequena região montanhosa da Tânzania, ao longo dos vales húmidos tropicais daquele país da costa oriental da África situado a norte de Moçambique, junto a terrenos rochosos ou sob árvores.
 
Cultura:
As Violetas Africanas são certamente das plantas domesticamente mais utilizadas em todo o mundo, sobretudo devido à beleza das flores e ao contraste com o verde escuro das folhas. Porém, por mais atraentes que sejam têm também truques para se obter um melhor resultado.

Luz:
É um dos segredos que leva a maximizar o tempo de floração desta planta: para se conseguir flores durante praticamente todo o ano, a Violeta Africana sendo originária de uma zona perto do Equador onde praticamente não há estações e os dias dividem-se em 12 horas com sol e 12 horas sem sol, precisa de um mínimo diário de 12 horas de luz solar indireta, nunca debaixo de raios fortes. Se tiver 14 horas melhor ainda. Portanto, coloque-a junto a uma janela virada a sudeste ou a sudoeste, afastada do vidro e sem exposição aos raios solares e a sua planta está pronta para florir de forma praticamente contínua.
No verão convém afastá-la um pouco da janela durante o período mais quente da tarde e no inverno deve ser posta num local com muito sol todo o dia. Se não for possível no inverno proporcionar-lhe as horas de sol necessárias, pode colocar-se o vaso sob uma lâmpada com 5000 lux de modo a completar as 12 horas mínimas que a planta requer para florir.
Se as folhas começarem a aparecer finas e escuras, então é sinal de que a luz que recebe é insuficiente. Os caules das folhas ficam também mais compridos e finos, um sinal de que a planta procura mais luz.

Humidade:
Regue com frequência o solo de maneira uniforme mas não em abundância, porque com água a mais a planta morre. O vaso deve ter saídas para o excesso de água que tem de ser escorrida meia hora após cada rega para não acumular. Também não convém deixar secar o solo, daí ser aconselhável regar pouco todos os dias se possível. O truque é tocar na superfície do solo com o dedo e se estiver seca deve regar. 
Rega-se a partir de cima e em quantidade razoável, para que os sais minerais acumulados desçam e a prazo sejam arrastados do solo. Mas nunca em cima das folhas, sobretudo porque se a água não estiver a uma temperatura correta, a folhas ressentir-se-ão. Por isso é mais seguro regar apenas o solo de cima para baixo e sem excessos. Também há quem coloque uma espécie de pavio em tecido sintético tipo microfibra, uma tira fina e longa que se introduz pela base num dos buracos do vaso até quase à superfície do substrato. A ponta que fica dentro de água leva a humidade para cima, sem afogar as raízes, mas mantendo-as sempre com a necessária humidade para alimentar a planta. O vaso nunca fica dentro de água para que as raízes não apodreçam.
Outro segredo é a temperatura da água, que tem de ser igual à temperatura ambiente do local onde o vaso se encontra pois a água fria fará a planta sofrer. A qualidade da água também é importante, convém que seja macia, de preferência água da chuva ou água desmineralizada, nunca calcária ou dura. Regue apenas o solo e não em cima das flores ou das folhas.
Como a Violeta Africana gosta de muita humidade também é uma boa solução colocar o vaso sobre um prato ou tabuleiro com seixos, deitando um pouco de água abaixo do nível dos seixos para que evapore lentamente mantendo o ar à volta da planta constantemente húmido. É por esta razão que casas de banho e cozinhas são locais onde as plantas se dão particularmente bem devido à maior humidade do ar, isto desde que o número de horas de luz também seja suficiente. Uma casa de banho ou uma cozinha frias e escuras não servirão. Lembre-se, a base do vaso não pode ficar nunca em contato com a água!

Fertilização:
A Violeta Africana é fertilizada todas as vezes que for regada, se tiver muita luz pode ser ao longo de todo o ano, utilizando-se preferencialmente um fertilizante líquido com elevado teor de potássio (K) e fosfato (P). Na série NPK significa que o primeiro algarismo (azoto) deve ser mais pequeno que os dois seguintes. Um fertilizante rico em azoto apenas fará com que as folhas cresçam mais, mais verdes e em maior número, em detrimento das flores que dependem mais dos níveis de fósforo ou potássio. A melhor dose de fertilizante contudo deve ser baixa, recomendando-se a redução da dose recomendada na embalagem para menos de metade, porque é suficiente para este tipo de planta. 

Resistência:
Não resiste em locais com temperaturas abaixo dos 16ºC. A temperatura ideal é entre 17º-18ºC de noite e 22º-24ºC de dia, sempre com muita humidade como referido. Normalmente dão-se bem onde os  seres humanos também se sentem confortáveis, ou seja, numa habitação com temperaturas moderadas. Evidenciam sinais de stress quando sujeitas a súbitas mudanças de temperatura ambiente e sofrem quando colocadas junto a uma janela fria. São portanto plantas sensíveis à temperatura, seja ela do ambiente ou da água. Se as folhas enrolarem pode ser sinal de frio excessivo. Se ficarem moles e com poucas flores, a temperatura estará porventura demasiado alta e/ou a humidade baixa. Para manter os aspeto equilibrado das rosetas podem tirar-se as folhas inferiores e mais escuras a toda à volta, procurando arrancá-las cuidadosamente com os dedos puxando lateralmente e deixando uma roseta central apenas com folhas novas. As folhas retiradas podem servir para propagar novas plantas, se forem saudáveis, conforme abaixo se refere.

Substrato:
Preferem um substrato bem poroso que pode ser uma mistura de substrato para catos à qual se junta em partes iguais areia de construção (sem sal, portanto) e perlite para manter alguma humidade sem sufocar as raízes. Tudo bem misturado e colocado no vaso sem calcar, por forma ficar bem soltinho.

Propagação:
Muito fácil, a partir de uma folha sã, corta-se o pecíolo junto ao caule principal com os dedos, um pouco abaixo do início da folha e mergulha-se este pézinho em pó para criar raízes (à venda nas floristas) ou se não se tiver este facilitador, planta-se apenas a folha num vaso com uma mistura  conforme descrito acima, cobre-se com um plástico transparente que colosa-se num local onde a temperatura esteja entre os 24º e os 26ºC. Pode cortar-se um pouco da folha plantada para ajudar a criar novas raízes e a ficar equilibrada no novo vaso que deve ser pequeno. As novas folhinhas aparecerão no espaço de duas ou três semanas, nessa altura corta-se a folha mais velha e planta-se os filhotes num vaso não muito grande, em geral 3 a 5 novas mudas reproduzir-se-ão em cada folha plantada. Também é possível reproduzir a partir de uma folha cujo pé se coloca dentro de um recipiente com água, a qual se vai acrescentando com água nova à medida que evapora mas este processo leva mais tempo a germinar raízes novas e nem empre resulta.

Aplicações:
Em Portugal a Violeta Africana é uma planta de interior em virtude do clima não ser tropical. Preferem ter as raízes mais juntas por isso os vasos não devem ser grandes e dão-se melhor nos vasos de plástico do que nos de barro. Mudam-se de dois em dois anos para novos vasos com terra/substrato novo, mantendo a dimensão pequena do vaso proporcional ao tamanho da planta. 

maio 29, 2014

FETO (SAMAMBAIA)


Nephrolepis exaltata
Nome comum:
FETO, SAMAMBAIA, FETO DE  BOSTON
Família:
Nephrolepidaceae 

Descrição:
O feto tem folhas frondosas e alongadas com 90 cm de comprimento e cerca de 15 cm de largura, que se apresentam a partir do solo em tufos chamados rizomas. As folhinhas individuais que se distribuem simetricamente de cada lado, ao longo de um veio central, podem chegar a ter 7,5 cm de comprimento e são levemente dentadas nos bordos. Na parte de baixo destas folhinhas existem duas filas paralelas de pintinhas junto aos bordos, onde se alojam os orgãos que contêm os esporos os quais mais tarde darão origem a novas plantas.


Existem muitas variedades de cultivares desta espécie. No Feto de Boston ou simplesmente feto como é conhecido em Portugal, as folhas caem graciosamente para os lados e é também o tipo que melhor suporta todas condições de cultivo incluindo dentro de casa, onde se for bem tratado, vive todo o ano durante muitos anos.

Algumas espécies são nativas do Brasil, onde o feto é muito utilizado em jardins e na decoração de pátios e mesmo de salas, e são conhecidos por Samambaia, tendo em geral um porte maior e mais frondoso.

Origem:
Originário da América do Sul, o feto é muito comum nos climas tropicais húmidos, podendo desenvolver-se livremente na natureza, em florestas húmidas e pantanosas, graças ao efeito do vento que favorece a dispersão dos minúsculos esporos. Nestes ambientes quentes e húmidos, os fetos facilmente se desenvolvem nos troncos de algumas palmeiras. Em Portugal, nomeadamente na mata do Buçaco, existem variedades maravilhosas desta planta desenvolvendo-se em plena natureza.


Cultura:

Luz: Requer sombra parcial, sem luz direta quando em exteriores e luz clara, filtrada, quando dentro de casa.

Humidade: O Feto de Boston gosta do solo húmido (mas não em excesso) e rico em matéria orgânica. Este é tolerante à seca, comportando-se melhor do que qualquer dos cultivares mais conhecidos desta espécie, e embora resista bem, apenas terá condições para se desenvolver de forma plena e viçosa, em condições de suficiente humidade do solo e do ar.

Quando cultivado em recipiente e não no solo, convém colocar pedrisco entre o vaso e o prato onde o mesmo assenta, por forma a manter sempre alguma humidade, evitando porém que o vaso entre em contato com a água para que as raízes não apodreçam. Sempre que a humidade do ar for inferior a 80% (o que em Portugal acontece com frequência), pulverize as folhas do feto mais do que uma vez ao dia e verá que a planta desenvolver-se-á com grande vigor e beleza.

Resistência: Zonas 9 a 11. O Feto de Boston desaparece quando sujeito a muito frio e geada, mas reaparece na primavera a partir das raízes anteriores. Contudo, não suporta falta de água e pode secar completamente se não chover ou se a rega for esquecida. Se notar que as folhas começam a cair é sinal de que a planta precisa de mais água, toque o solo com a ponta dos dedos e sempre que este estiver seco, regue. Caso os veios centrais das folhas fiquem nus e secos, corte-os entre duas unhas, para que o aspeto geral fique mais apresentável e também para dar mais corpo a toda a planta, que sem isso ficará com um aspecto um tanto ou quanto "desgrenhado" 

Propagação: Propaga-se por divisão das raízes, ou ainda, embora mais dificilmente, por meio dos esporos, e neste caso, nas variedades cultivares o resultado não dará plantas iguais à planta mãe. 

Aplicações:

Em exteriores os fetos podem ser utilizados como cobertura ou revestimento de canteiros, por baixo de árvores frondosas ou de arbustos que providenciem sombra, em geral em locais onde a pouca luminosidade não favorece as plantas mais baixas.

Em condições favoráveis, desenvolvem-se através de raízes que se espalham subterraneamente e despontam aqui e ali, sem exigir grandes cuidados. Dentro de casa, tanto a espécie como os inúmeros cultivares que existem podem ser plantados em recipientes adequados para ser pendurados ou colocados em cima de um pedestal, pois as folhas que caiem à volta do vaso proporcionam um efeito decorativo fresco e muito atrativo.

Por essa razão, dão-se também muito bem em casas de banho ou nas cozinhas desde haja humidade no ambiente. Em última análise, um borrifador à mão pode, como referimos antes, fazer milagres.  

Características:
O Feto de Boston é sem dúvida uma planta muito resistente e própria para jardineiros principiantes que queiram desenvolver as suas aptidões sem que no entanto possuam grandes conhecimentos. Tem a vantagem de poderem ser plantados dentro ou fora de  casa, já que a vida urbana não nos permite muitas vezes ter uma varanda, para já não falar de um jardim.
 
Proporcionam um efeito espetacular no parapeito de uma janela onde haja luminosidade, e isto tanto para o exterior como para o interior da sala onde estiverem colocados. Também se adaptam bem no topo de uma escadaria, ou num balcão, são plantas muito vistosas quando se desenvolvem bem. No meio de um arranjo com outras plantas (prímulas, calêndulas, cíclames ou jacintos) ficam muito atrativas.
 

Em todas as casas onde vivi, isto em diferentes cidades, houve sempre um feto ou uma samambaia para alegrar o ambiente, mesmo quando isso aconteceu à beira de um deserto (como nesta foto de Telavive). Lá está, mas sempre com um borrifador à mão para aspergir as folhas praticamente todos os dias...

 

maio 07, 2014

PLANTA DAS FITAS

(Carex oshimensis 'Evergold')

Nome comum: Planta Aranha, Planta das Fitas, Oshima “espargânio”
Família: Cyperaceae


Planta das Fitas
Descrição:
Esta planta perene possui folhas compridas, espalmadas e finas, semelhantes a ervas alongadas e tem listas amarelas a todo o comprimento. Cresce a partir de um centro muito denso em forma de repuxo e pode ocupar 25 a 51 cm de largura, ramificando-se lentamente através de rizomas subterrâneos.

As folhas da carex oshimensis são estreitas (0,6 cm) e podem atingir 25 a 38 cm de comprimento, curvando-se elegantemente desde o meio para os lados, formando um pitoresco ninho. Esta espécie “evergold” tem as folhas raiadas de amarelo no centro com uma margem verde escura, lançando flores na primavera, a partir do extremo de um caule amarelo fino ou haste, que se bifurca em vários outros caules triangulares, onde nascem folhas e flores brancas muito decorativas dispostas em jarra.
Junto ao relvado
Localização:
A origem desta planta é o Japão, daí ser também conhecida por Oshima japonesa sendo nativa da ilha de Honshu, onde surge em florestas e encostas pouco húmidas. As espécies ornamentais entretanto desenvolvidas – ou cultivares – foram selecionadas por jardineiros japoneses e encontram-se em muitos jardins do mundo inteiro e naturalmente, em Portugal também em grande quantidade.


Cultura:
Luz: a Oshima gosta de um local com meio sol ou sombra leve, o que permite que os seus tons de verde e amarelo contrastem melhor. Em climas quentes podem crescer mais altas e delgadas do que o habitual.

Humidade: dão-se melhor em solos húmidos desde que com boa drenagem, de forma a não permitir a acumulação de água e o apodrecimento das raízes.

No forno do pão, vasos com Oxima
Resistência: Zonas 5 – 9. Em locais muito quentes a planta “queima-se” nas pontas das folhas com facilidade.

Propagação: a partir dos rizomas da base, separam-se em várias mudas no fim do inverno ou princípio da primavera, distanciando-as no terreno umas das outras, pois em breve ocuparão três vezes mais espaço do que o inicial. Aconselha-se a espaçá-las umas das outras uns 40 a 50 cm. Os rizomas (raízes com aspeto de cabelos finos e delicados) têm no meio uma espécie de bolha comprida e transparente, que faz parte do sistema de propagação.

Podem também ser multiplicadas a partir de novos tufos de folhas que se criam no fim de cada haste, tendo o cuidado de deixar um pouco das raízes juntamente com a nova planta e de regá-la cuidadosamente nos primeiros tempos para se agarrarem melhor ao solo. Aliás quando não se cortam estas hastes e se deixam as plantinhas na ponta tocar o solo, estas podem enraizar facilmente no local onde se encontram o que aconselha um constante acompanhamento deste processo, pois obrigarão o jardineiro que não pretenda ter estas plantas por todo o jardim, a eliminar de quando em quando alguns destes filhotes da planta primitiva.

Planta das Fitas ou Planta Aranha
Utilização:
O aspeto elegante desta planta, que se desenvolve rapidamente para os lados em forma de chuveiro, torna-a muito adaptada a sebes baixas ou em bordas de canteiros informais, junto a relvados por exemplo. Também se podem utilizar no meio de sebes verdes com outras plantas altas por detrás, para contraste de cor pela variedade das folhas verdes e amarelas. Num canteiro onde não se queira plantar flores mas se pretenda ter o solo limpo e ocupado, pode ser usada como cobertura de solo. Pode também ser pendurada num recipiente, com a folhagem dourada a cair para todos os lados, onde ocupará rapidamente o espaço à sua volta causando um efeito muito interessante.
 
Estas plantas quando cuidadas devidamente, garantem um aspeto sempre novo ao seu jardim. Porém, se deixadas crescer sem manutenção adequada, tanto em vasos como no solo, facilmente terão um aspeto descuidado e pouco atrativo.

março 03, 2014

PLANTAS EM CASA

Na Loja Lindas e em Casa Tristes?

Hoje escrevo para aqueles que têm um pequeno apartamento de cidade e apesar disso não podem viver sem flores em casa. A vida já é tão difícil, porque não arranjar mais um pouco de trabalho?

Primeiro cuidado a ter, quando comprar prefira plantas com pequenas folhas a despontar em vez dos vasos carregados de flores que murcharão no curto prazo e deixarão de ter o “appeal ” que mostravam na loja: verá que se cuidar bem da sua nova aquisição, ela lhe fará companhia por muito mais tempo.

Não é tão imediatamente compensador mas no médio prazo sentimos estas plantas que se formam a partir dos nossos cuidados como nossas filhas, muito mais do que como “bibelots” caros e mal agradecidos.

Se seguiu este conselho e comprou uma plantinha sã (espreite por baixo das folhas e junto ao caule e escrutine bichinhos ou poeiras suspeitas), a primeira coisa a fazer é estudar o meio onde vem plantada, que pode ser tudo menos o meio adequado ao seu desenvolvimento. Acreditem, há pessoas capazes de tudo para vender.

Assim sendo, aprenderá a reconhecer que cada planta tem necessidades específicas que começam pelo solo de onde retiram o alimento quotidiano. Em geral um bom conselho é ter um vaso com a mesma altura da planta, embora algumas plantas gostem de ter as raízes apertadas e em pouco espaço. E o substrato deve em geral ter três componentes: terra normal para plantas, algum meio arenoso ou semelhante que permita drenar bem e alguma matéria orgânica para enriquecer o conjunto. Verifique qual a composição na etiqueta da embalagem.

Esta é uma regra perfeitamente válida: terra normal, areia e matéria orgãnica. Mas atenção, cada caso é um caso e por exemplo os cactos necessitam de uma mistura com pouca matéria orgânica e mais areia que impede o solo de ficar excessivamente húmido e assim apodrecer as raízes e um frangipani tropical exigirá muito um solo constantemente fertilizado e muita, muita água e principalmente sol.

Sol. Este é o segundo elemento fundamental depois de termos cuidado do tipo de solo. A luz natural é o instrumento que permite ou não o desenvolvimento adequado do seu novo “animal de estimação”, ou seja, terá que determinar qual das suas janelas está virada a norte e aí muito poucas plantas resistirão, sobretudo durante o inverno;  e também qual a que está mais exposta ao sol porque nela certamente só consegue fazer vingar cactos e pouco mais.

Alguém disse que no meio termo é que está a virtude? Pois bem, isto também se aplica às plantas. Coloque-as num local arejado, sem correntes de ar e que seja luminoso, sem ser à chapa do sol onde cozinhariam em fogo lento. Mais luz que sol, é o segredo. Com luz a mais ficam muito verdes, com luz a menos ficam um pouco mais pálidas.

Depois do solo e do sol o mais importante é o alimento. Como regra, fertilize com moderação, todos os quinze dias por exemplo, excepto no inverno quando não fertiliza nada ou fertiliza uma vez por mês no máximo.  Com o tempo vai habituar-se a olhar para as suas plantas e a reconhecer quando é que estão precisadas da sua atenção.


Que tipo de fertilizante perguntará você? Em geral encontra já tudo bem explicado nas embalagens, mas pode ficar com esta ideia geral: todos os fertilizantes tem no mínimo três componentes. Um é o azoto que alimenta as partes verdes; o fósforo que alimenta as raízes e finalmente o potássio que permite ter mais flores e frutos. Simples, não é? Bom, está simplificado, mas fiquemos por aqui. É claro que a maior parte dos produtos que encontramos à venda tem tudo isto e muito mais, mas isto é o fundamental para se saber nesta fase.

Finalmente, mas não menos importante: as regas. Que fazer quando a planta murcha? Regar muito, pouco ou nada? Primeira coisa a fazer: nunca regar por forma a que água saia pela base do vaso e fique no prato por mais de três quartos de hora. Como em tudo há excepções, mas em termos gerais, mais vale água a menos do que água a mais.

Segunda regra: a planta precisa de água quando a superfície do solo está seca. Se a terra está a despegar-se dos lados do vaso, a planta deve estar sequiosa. Nunca, mas nunca a deixe chegar a esse ponto. As plantas não merecem tanto desleixo e para além disso, mais vale deitar o seu dinheiro directamente no caixote do lixo que o resultado é o mesmo.
Tenha um pouco de atenção de quando em quando, se possível à mesma hora do mesmo dia da semana. Domingo de manhã é uma boa altura, mas se tiver mais tempo à noite também está bem.  De princípio regue só um pouquinho, aprenderá com o tempo  a avaliar qual a quantidade adequada, sobretudo se ao tocar com o dedo no solo verificar que este não está completamente seco desde que o regou na última semana.

Em jeito de post scriptum: nunca misture plantas compradas num viveiro que não seja da sua extrema confiança, com outras que tenha já em casa e que estejam de boa saúde. Coloque as recém- chegadas num local à parte durante uns dias, para evitar eventuais contágios...

julho 07, 2007

Tulipa

Família: Liliaceae
Nome comum: Tulipa
Outras variedades: Existem muitas variedades.

Descrição: Existem inúmeras espécies de Tulipas, de cores e feitios para todos os gostos. Muitas delas são variedades cultivadas em laboratório a partir de exemplares simples. As Tulipas são bolbos que duram vários anos quando tratados adequadamente e cada bolbo produz em regra uma única flor no início da Primavera. As flores têm a forma de um sino invertido e possuem regra geral sete pétalas, mas podem existir Tulipas com pétalas dobradas, em forma de estrela ou com riscas de mais de uma cor. Existe um acordo internacional que classifica e caracteriza todas as Túlipas conhecidas e registadas no “Registo Internacional e Lista Classificada dos nomes de Tulipas”, publicado na Holanda pelo Real Associação dos Produtores de Bolbos.

Origem: As espécies originais são provenientes da Europa e da Ásia, sobretudo das regiões de clima temperado. Dão-se bem em zonas com Invernos frios e Verões secos, e desenvolvem-se bem em solos pouco ricos.

Cultura:
O cultivo das Tulipas é um pouco mais difícil do que os outros bolbos de Primavera. Não suportam a concorrência de outras plantas no mesmo canteiro. Se o solo for excessivamente acido, deve ser neutralizado com cal. Não deve plantar-se Tulipas no mesmo local por mais de 2 ou 3 anos seguidos, para não esgotar o solo.



Luz: Apreciam o sol intenso e desenvolvem-se melhor quando orientadas para sul. Contudo, nas zonas 7 a 10, devem proteger-se com alguma sombra ou pelo menos com sombra a meio do dia, quando o sol está mais forte.
Humidade: O solo deve ser bem drenado mas com capacidade para reter alguma humidade nos períodos mais secos de crescimento na Primavera. Se for necessário regar não molhe as folhas. Mantenha os bolbos secos durante os meses de Verão e Inverno.
Resistência: Gosta de frio e dá-se bem nas zonas 4 - 10.
Propagação: É necessário plantar os bolbos de Tulipas no fim do Outono, para que possam florir na Primavera seguinte. Não devem ser colocados no solo muito cedo porque o calor incita-os ao desenvolvimento precoce e os bolbos necessitam de um período de frio para desabrocharem convenientemente. Se pelo contrário forem plantados muito tarde não terão tempo para desenvolver adequadamente o sistema de raízes. O fim do Outono é o período ideal.
Os bolbos à venda nas lojas da especialidade devem ser comprados no fim do Verão e por precaução confirme se estão velhos ou rijos e bem constituídos. Devem ser sujeitos a um período prévio de refrigeração dentro do frigorífico durante 6 a 8 semanas e só depois plantados a uma profundidade de 15-20 cm, ou no máximo 30.5 cm se se pretender deixá-los posteriormente no solo de um ano para o outro. Espace os bolbos entre si a uma distância de 20 cm. Após a floração, assim que as folhas começarem a amarelecer mas antes de se tornarem castanhas, levante os bolbos das Tulipas com cuidado para não os ferir e guarde-os em papel de jornal, durante todo o Verão, em local seco e fresco onde se manterão em condições de ser utilizados no jardim ao longo de várias épocas. Os bolbos maduros produzem por vezes “filhos” que podem ser separados do bolbo principal e plantados na época própria embora não devam florir logo na estação seguinte.
Fertilização: Espalhe um fertilizante à base de potássio e fósforo logo após enterrar os bolbos, e reforce a dose no fim do Inverno, mas com baixo nível de nitrogénio para conter a produção de folhagem verde e evitar as doenças por fungos. É recomendada a utilização de farinha de ossos e de superfosfato.

Aplicações:
Plante em vasos rectangulares, em canteiros e floreiras ou no jardim no meio da relva. As Tulipas sobressaem se forem plantadas em grandes quantidades da mesma cor ou de cores complementares no mesmo conjunto, nunca isoladas pois não se distinguem. Plante grupos de 20 ou 30 bolbos da mesma cor e verá o efeito surpreendente que farão quando florirem na Primavera. São das primeiras plantas a florir no ano e por essa razão constituem o primeiro sinal da Primavera. Duram até fins de Maio.
É possível forçar a floração de uma Tulipa: no Outono e no início do Inverno plante 5 ou 6 bolbos num vaso com 15 cm e cubra ligeiramente com terra fina. Guarde 6 a 10 semanas num local frio e arejado para que os bolbos ganhem raízes e nessa altura mude o vaso para um local mais quente, a fim de que a planta se desenvolva. Logo que se inicie o processo de floração, o vaso pode ser trazido para o local definitivo, a sala ou outra divisão onde permanecerá até desabrochar totalmente. Estes bolbos forçados em regra não voltam a florir.

Características: A comercialização de Tulipas é, como é conhecido, uma das maiores indústrias mundiais com relevância para a Holanda, que produz mais de 3 biliões de bolbos anualmente, dos quais uma parte é destinada à produção de flores cortadas, enquanto a maior parte constituí um importante produto de exportação para todo o mundo sob a forma de bolbos.

07-07-2007