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fevereiro 09, 2006

Ciclame (Cyclamen)

Família: Primulaceae
Nome comum: Cíclame
Variedades: C. coum; o C. hederifolium; o C. repandum; o C. graecum; o C. cilicium; o C. mirabile; o C. intaminatum; o C. libanoticum; o C. pseudibericum; o C. purpurascens e C. persicum.


Descrição:
O grupo das Primaveras é constituído por 15 variedades de plantas perenes, de folha caduca, provenientes de um tubérculo parecido com um bolbo. De entre elas, os Cíclames atingem 20 a 30 cm/s e possuem belas folhas de tom verde escuro em forma de coração, com traços finos de fios verde claro ou prateados. As flores, parecidas com uma borboleta pousada de asas juntas, podem ser simples ou duplas e sobressaem acima da folhagem em tons que vão do branco, ao vermelho, lilás, rosa, salmão ou que podem possuir mais do que uma cor. A primeira vaga de flores surge em geral de Setembro a Novembro, podendo repetir-se a floração ao longo do ano até ao fim do Verão.


Origem:
Os Cíclames nascem espontaneamente nas regiões ocupadas pela Grécia e pela Síria, de onde são originários.

Cultura: Muitas pessoas pensam que é muito difícil cultivar Ciclames, mas quando se compreende o seu ciclo de desenvolvimento esse processo é simples. Se seguir estas regras verá como se torna fácil desfrutar desta bela planta durante anos a fio.
- pode dar flor todo o ano, mas o ideal é conseguir que as plantas fiquem “dormentes” durante os meses de Verão para que dêem flores no Inverno e na Primavera seguintes.
- gosta de ambientes frescos, idealmente de temperaturas que vão dos 15 aos 18º.C durante o dia e dos 12 aos 15º.C durante a noite, sobretudo se estiver dentro de casa, mas tolera climas onde a temperatura do ar pode chegar aos 5º.C ou mesmo menos.
- enquanto tiver flores a planta deve ser colocada num local luminoso embora com luz indirecta.
- necessita de rega regular mas não em demasia enquanto estiver a crescer activamente e a florescer. Coloque o vaso num prato cheio de gravilha húmida para proporcionar à planta a humidade extra de que necessita. Durante o período de floração, mantenha o solo sempre húmido, não permitindo nunca que seque.
- quando regar, utilize sempre água tépida e nunca regue em excesso, permitindo apenas que a gravilha fique húmida e que a água evapore lentamente.
- remova sempre as flores secas ou murchas, desde o ponto de origem da flor e durante todo o período da floração.
- à medida que as flores desaparecem, corte as pontas à planta e fertilize com frequência de
preferência com uma solução líquida, até que surjam folhas novas e flores.
- quando as folhas começarem a secar, pare de fertilizar e reduza a quantidade de água gradualmente, permitindo que o tubérculo permaneça não activo durante algum tempo para poder descansar e reforçar-se - atenção, este aspecto é importante!
- quando o solo estiver completamente seco e todas as folhas tiverem desaparecido, coloque o vaso num local fresco e protegido do sol, durante 6 a 12 semanas pelo menos.


- retire o tubérculo do vaso e replante substituindo com terra nova, deixando o tubérculo semi enterrado em 1/3 ou mesmo pela metade.
- quando deste tubérculo começarem a surgir novas folhas, recomece a rega e fertilize mensalmente até que as flores apareçam na forma de botão. A partir daqui recomeça-se o ciclo anual de desenvolvimento do Ciclame.

Luz: Gosta de luz indirecta, de sombra ou de sol parcial. Resulta bem quando colocado à sombra sob arbustos e à volta de árvores com copa frondosa.

Humidade: o Cíclame necessita de uma atmosfera fresca e húmida para se desenvolver de forma saudável, mas é essencial que o solo drene bem e que seja organicamente rico. Se a terra em que está plantado for muito pesada e pouco porosa, acrescente areia ou gravilha fina e junte material orgânico (folhas em decomposição) para ajudar a torná-lo mais adequado. Nos canteiros, junte uma misture de pedrisco ao solo para permitir o escoamento mais eficiente das águas de rega.

Resistência: Quando adquirir um Ciclame verifique se existem junto ao solo botões de flores, sinal de que a planta está em pleno processo de desenvolvimento. Os Ciclames adquiridos em viveiros e nas floristas são da família C. persicum. O C. coum é uma das espécies mais resistentes e produz flores brancas, cor de rosa ou vermelhas. O C. hederifolium é outra das espécies resistentes de Ciclame que no Verão ou no Outono produz flores brancas ou cor de rosa com um centro escuro.

Propagação:
O Ciclame propaga-se por sementes a partir do fim do Verão, num meio húmido e muito orgânico, contendo folhas em decomposição, areia e húmus misturados. Um viveiro protegido ou um tabuleiro próprio para propagar permitirá obter melhores resultados. Como as sementes não germinam todas ao mesmo tempo, torna-se necessário repicá-las e replantá-las logo que as plantinhas tenham a estrutura suficientemente forte para poderem ser pegadas com os dedos com cuidado e mudadas de sítio. As plantas obtidas por meio de semente florescem no prazo de 15 meses (ou seja, mais de um ano depois, não desanime entretanto…) e devem manter-se num local fresco e com luz filtrada. Por volta do 14º. mês, ou seja um mês antes da floração, transplante para um vaso que coloca num local um pouco mais quente para ajudar o processo de floração.

Aplicações: Adaptam-se muito bem em canteiros, bordejando caminhos ou ainda em vasos dentro de casa. Apesar de ser vendida principalmente como planta de interior, o Ciclame de florista pode também ser plantado no exterior onde chega a dar flor todo o ano, desde que a temperatura não desça abaixo dos - 6 graus centígrados.

Características: Pertencem ao grupo dos Cíclames perenes o C. coum; o C. hederifolium; o C. repandum; o C. graecum; o C. cilicium; o C. mirabile; o C. intaminatum; o C. libanoticum; o C. pseudibericum; o C. purpurascens. O C. persicum é anual.

16-02-2006

janeiro 18, 2006

Buganvília (Bougainvillea species)


Família: Nyctaginaceae
Nome comum: Buganvília; Flor de Papel
Outras variedades: B. glabra “Harrisii” e “Sandevana variegata”, B. spectablilis e B. buttiana

Descrição: A Buganvília é uma trepadeira comum em Portugal, cujas flores no Verão atraem a atenção de quem passa onde quer que se encontre. A mais comum é a de cor roxa, mas nos anos mais recentes podem facilmente encontrar-se outras cores em qualquer viveiro. O seu nome provém de Louis Antoine de Bougainville, capitão de navio, advogado, matemático e explorador, que se juntou à armada francesa por volta de 1767 no Canadá, onde viria a conhecer e a fazer amizade com Philibert Commerson, viajante e botânico francês que em 1760 viajava ao serviço de Sua Majestade e veio a descobrir esta planta no Brasil, de onde é originária. Daí o nome de Bouganvillea.
Dos troncos, protegidos por fortes espinhos, ramificam todos os anos novos rebentos que crescem vigorosamente e para os lados de forma desordenada. Estas plantas podem também ser “domesticadas” em forma de arbusto, desde que se proceda ao corte das pontas nos rebentos novos à medida que eles crescem. As folhas têm o feitio de um coração e possuem uma cor verde escura. A variedade B. glabra atinge uma altura de 3 metros ou mais, tem folhas macias, mais pequenas e com menos espinhos enquanto que as folhas da B. spectablilis têm uma penugem no lado inferior.
As flores verdadeira são os pequenos tubos amarelos e brancos que se encontram envolvidos em três brácteas fundidas ou folhas modificadas, parecidas com papel, e que são as verdadeiras responsáveis pelo seu aspecto colorido. A B. glabra é uma trepadeira com troncos menos espinhosos e floresce intermitentemente durante toda a estação quente. A B. spectabilis
cresce com grande vigor podendo atingir facilmente cerca de 6 a 9 metros de altura.


Origem: Originária do Brasil, tornou-se uma espécie popular e ornamental em quase todo o mundo, especialmente nos climas quentes da América do Norte e do Sul, na Europa e no sudoeste asiático. Em Portugal encontra-se um pouco por todo o lado, com maior frequência no Algarve e no Alentejo, onde se desenvolve sem grandes exigências ou cuidados. Em alguns casos, pelo seu porte e vigor, algumas podas regulares fariam dos espécimes existentes e quase selvagens magníficos exemplares de decoração paisagística.



Cultura: Gosta de solos ricos e organicamente ricos mas bem drenados, tolerando embora condições mais adversas. Deve ser fertilizada ligeiramente apenas três vezes ao ano. Tolera o ar do mar, desde que seja protegida para não receber directamente o sal. Um dos seus pontos críticos são as raízes, muito delicadas e facilmente atingidas quando se transplanta ou movimenta a planta. Quando cultivada em vaso, prefere ter as raízes apertadas.
Luz: É muito importante que esta planta tenha pelo menos 4 a 6 horas diárias de sol na estação quente para poder florir. No Inverno perde as folhas e mantém-se em descanso, preparando-se para a época de floração seguinte. Cubra as plantas se houver risco de geada, com papel de jornal, telas de plástico, redes densas ou outro meios que evitem ser queimada pelo frio. Cubra o solo em redor das raízes com material protector orgânico ou não, para evitar os choques térmicos.
Humidade: A rega é semanal e moderada. Se deixar de florir, deve parar-se a rega e permitir que o solo seque ligeiramente à superfície, ou mesmo um pouco mais, para forçar o aparecimento da flor. Tolera pequenos períodos de seca. Dentro de casa desenvolve-se em forma de arbusto à temperatura ambiente desde que sujeita a podas regulares. Mas precisa de muita luz.
Resistência: Nas zonas 9 – 11 a B. glabra é um pouco mais resistente – mas no tempo frio a geada pode fazê-la desaparecer – embora possa regressar na Primavera.
Fertilização: Quanto mais fertilizante, mais folhas e menos flores. Cuidado portanto com a dose, que deve ser a mínima necessária, assim como a rega subsequente. O fertilizante mais adequado é o universal 10-10-10 (N-P-K) líquido, para efeitos mais imediatos e no máximo duas vezes ao ano.
Propagação: Com facilidade, por estaca, durante os meses de Verão. Procede-se ao corte dos ramos mais tenros obtendo-se estacas com 7,5 a 15 cm, retiram-se as folhas até meio e insere-se o corte num fertilizante com hormonas. Coloca-se a estaca fertilizada num vaso pequeno com uma mistura de solo e terra para plantas e areia, em partes iguais. Humedece-se sem exageros. A areia pode ser substituída por perlite ou vermiculite. Cobre-se o vaso com um saco de plástico transparente para manter a humidade e mantém-se num local luminoso mas não excessivamente quente, para poder criar o efeito de estufa. Logo que comecem a surgir novas folhas, transplanta-se com cuidado para o local definitivo. Atenção às raízes, espere que a terra seque um pouco para transplantar e não mexa no torrão em volta das raízes, que são o “calcanhar de Aquiles” das Buganvílias!


Aplicações: A Buganvília pode ser utilizada em vedações e paredes ou ainda enquadrando janelas. Sobretudo nas zonas de arquitectura mediterrânea, a Buganvília enriquece o décor e faz sobressair a luminosidade do ar com as suas cores vivas. A B. glabra é a trepadeira ideal para contentores ou vasos de grande dimensão que podem ser colocados em pátios ou até entradas. Pode ser podada sob a forma de arbusto ou orientada para trepar no sentido e forma desejados. Qualquer destas duas espécies cresce bem em alpendres ou encostada a uma árvore, por exemplo. Nas regiões menos quentes é possível cultivar Buganvílias em contentores que se devem proteger e guardar no fim do Verão, permanecendo no exterior apenas até ao Inverno, altura em que precisam de protecção e descanso, reduzindo-se quer a rega quer a fertilização. Logo que a temperatura exterior do ar chegue aos 18 graus e sobretudo quando deixe de existir o risco de geada, dependendo da região do País onde se encontrem, a Buganvília pode sair para o exterior, retomando-se então gradualmente a rega e a fertilização normais.

Características: A Buganvília é famosa pelas suas cores variadas que vão desde o roxo, à cor de vinho, laranja, branco, salmão e por outros tons mais raros e cuja cultura é menos fácil. É uma planta popular, exuberante e de crescimento rápido. Tem um preço acessível, pode ser multiplicada por propagação e não requer grandes cuidados.
28-07-2004