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julho 29, 2014

MANDEVILLA



Mandevilla
Nome Comum:
Dipladénia, mandevilla, allamanda rosa
Família: Apocynaceae (Família dogbane)

 
 

Descrição:
A Mandevilla é uma planta trepadeira, cujo caule fica lenhoso quando a planta é adulta, muito apreciada pelas suas belas formas e cores nas regiões de clima quente e moderado onde se dá muito bem. Quando na sua melhor forma, produz uma quantidade enorme de flores muito vistosas que nascem em conjuntos a partir de um pequeno pé, contrastando com o fundo verde escuro das folhas e com a forma de um trompete, com um “pescoço” branco e amarelo, podendo atingir um diâmetro de 10 cm .
 
A Mandevilla, que também é conhecida por Dipladénia, produz constantemente flores abundantes a partir do momento em que a temperatura começa a subir, podendo nas regiões com invernos moderados e quando abrigada, florescer em menor quantidade durante todo o ano.

A partir de um ou mais troncos principais – dependendo de como terá sido podada na estação anterior – nascem raminhos que se vão desenvolvendo e que se agarram uns aos outros ou mesmo a qualquer suporte que exista por perto, podendo atingir uma altura de 2 ou 3 metros.

As suas bonitas folhas de cor verde escura brilhante, podem chegar a ter 20 cm de comprimento e 8 a 10 cm de largura, contrastam com o colorido abundante das flores, proporcionando uma bela trepadeira para colocar contra uma parede, num alpendre ou num pátio soalheiro.

A designação “Dipladenia splendens”, nome pelo qual esta planta era conhecida antes e que ainda hoje por vezes continua associado à Mandevilla, é hoje considerada um sinónimo o que não é totalmente correto.
 
As flores da Mandevilla podem ser cor de rosa, vermelhas, brancas ou amarelas, variando de tamanho consoante o hibrido em questão.

Origem:
É nativa do sudeste do Brasil, mas hoje em dia é cultivada em qualquer região do mundo desde que o clima seja quente ou moderado. Em Portugal existe à venda em quase todos os viveiros conhecidos, apresentando-se em vasos de tamanho variado, uma vez que mesmo muito jovem esta planta pode dar flor o que a torna muito atraente comercialmente.

Cultura:
Resiste à brisa salgada do mar, podendo por essa razão ser plantada perto da praia desde que exista uma linha de dunas ou qualquer outro elemento a protegê-la. Se ao longo do verão beneficiar de uma aplicação regular de fertilizante líquido rico em fósforo, proporcionará constantes e abundantes vagas de novas flores. Convém ir retirando as folhas amarelas e as flores que vão envelhecendo, para suscitar folhas novas e floração. Também se pode cortar o topo dos raminhos se se pretender um arbusto mais encorpado ao invés de uma trepadeira alta. Cuidado com o látex porque pode ser irritante para certas peles.

Luz: Gosta de ficar ao sol durante a maior parte do dia, embora por vezes este queime a cor da flor que se apresenta desbotada, sobretudo se for vermelha. Suporta alguma sombra se o calor for excessivo a meio do dia.

Humidade: Necessita de humidade constante mas não gosta de um solo muito enxarcado. Por esta razão a mistura onde é plantada deve permitir drenar bem a água da rega, que pode ser frequente desde que não em muita quantidade de cada vez. Pode-se deixar secar a superfície um pouco pois tolera alguma secura, mas prefere ser regada com regularidade se o sol que apanha é direto e por mais de 5 horas diárias. 

Resistência: Resiste bem nas regiões quentes (zonas 9-11) e pode morrer quando exposta a muito frio e geada, mas eventualmente ressurge na primavera no mesmo local. 
 
Pestes e doenças: Quando as condições de cultura não são as ideais – má composição do solo, pouca água ou insuficiente alimento – podem apanhar pulgão ou cochonilha. Uma boa mangueirada seguida de aspersão de todas as folhas e caules com água saponosa (sabão neutro) ajudará a ver-se livre destes visitantes indesejados. Caso não resulte adquira um produto adequado e siga as instruções na embalagem. Mas esta será sempre uma solução química e pouco amiga do ambiente, pelo que caso pretenda ser mais favorável a um ambiente são, evite em primeiro lugar que estas pragas se iniciem retirando com um pequeno algodão os pequenos pulgões e a cochonilha.

Propagação: Pode ser multiplicada por estacas com uns 20 cm, cortadas dos troncos mais lenhosos durante o verão  e aplicando pó de hormonas enraizadoras na extremidade cortada. Mais uma vez se aconselha cuidado com o líquido que deita quando cortada, pois em algumas pessoas provoca irritação na pele.

Aplicações:
A Mandevilla pode ser utilizada com muito sucesso em alpendres ou pátios, pois para além de poder ser plantada diretamente no jardim, também suporta ser plantada em vasos grandes com boa mistura de terra vulgar, areia e um material orgânico rico (estrume de galinha ou de cavalo, bem curado).

É uma ótima escolha para um local que necessite de uma trepadeira que cresça depressa, embora não se deva esperar uma cortina espessa que proteja totalmente a visão do exterior, porque o seu crescimento, embora rápido, não é muito denso, apenas forma um écrã com cerca de 2 a 3 metros de altura, muito agradável de se ver quando florido.
 
Como não suporta o frio intenso, pode ser trazida para dentro de casa e com boa luminosidade ou colocada numa varanda abrigada, onde crescerá menos intensamente durante o inverno, perdendo também algumas folhas, Não dará flor no tempo frio, mas logo que o tempo melhore pode voltar a ser colocada ao sol e voltará a florir como no verão anterior. Basta aparar alguns tronquinhos que possam ter secado ou pareçam mortos e cuidar de melhorar o solo com um bom fertilizante e água.

Características:
A beleza desta planta que envolve as belas flores coloridas e também as suas folhas brilhantes verde escuro, justificam por si só o interesse de muitos jardineiros na sua cultura. Como cresce muito depressa ajuda a disfarçar algum aspeto menos atraente que se queira esconder no jardim ou na varanda.
 
 
 
 
 

julho 03, 2014

ESCALÓNIA


 

Escalónia (Escallonia) 

Família: Grossulariaceae
Nome comum: Escalónia
Outras variedades: E. montevidensis, E. exoniensis, E. microphylla, E. punctata, E. virgata
 
Descrição: 
 

Pequeno arbusto na maior parte dos casos de folha perene, a Escalónia encontra-se com frequência em jardins municipais ou em vivendas urbanas e é normalmente utilizado em sebes ou como pequena árvore. Na utilização comum é muitas vezes designada por buxo, embora erradamente. De cada tronco principal desenvolvem-se ramos menos lenhosos, com pequenas folhas de um verde escuro brilhante, miúdas, dispostas ao longo dos caules, que se desenvolvem para todos os lados da planta com grande entusiasmo e por vezes numa aparente desordem. Quando deixada crescer sem controlo, forma grandes maciços que se cobrem de pequenas flores quase todo o ano. Quando aparada com frequência e sujeita a um modelo em forma de árvore, pode atingir 6 metros de altura. Habitualmente faz-se uma poda sistemática logo após a época da floração. É muito fácil de manter e aconselhável para quem pretenda constituir rapidamente (2 anos) uma sebe densa, de cor permanentemente verde escura e salpicada de pequenas flores vermelhas ou brancas na estação própria, em geral o Verão e o Outono. As folhas de algumas espécies quando esmagadas, libertam um ligeiro aroma próprio.
 
Origem: Nativa das regiões temperadas da América do Sul, é muito comum em quase todo o sul da Europa, nomeadamente no nosso País.
 
Cultura: Fácil de cultivar e de reproduzir, a Escalónia requer solo pouco rico mas bem drenado, suportando temperaturas extremas sem dificuldade. Não sofre praticamente ataque de nenhuma praga ou inseto, tornando-se ideal para sebes e contornos de altura média. Deve ser podada quando destinada a sebe logo após a floração, ou nos locais mais frios, no início da Primavera.
 
Luz: Gosta de sol pleno e pouca sombra, mas é bastante resistente em quase todos os locais onde a temperatura é temperada.
 
Humidade: Não deve ser cultivada em terrenos húmidos, pelo que se aconselha uma mistura de terra com areia para ajudar a drenar o solo onde for plantada. Não requer rega sistemática, mas aprecia um pouco de água no tempo mais quente, junto ao tronco principal.
 
Resistência: Forte e resistente à geada e ao sol, é um excelente arbusto para qualquer jardim.
 
Propagação: Por corte de caules tenros e novos, na Primavera, ou de ramos mais maduros retirados no Outono. Mergulhe a ponta cortada em hormona fertilizante, plante em recipiente pequeno com mistura de terra e areia e coloque-o em local protegido até nascerem as primeiras folhas. Pode cortar com as unhas  o topo da muda para forçar um desenvolvimento mais vigoroso de brotos laterais em vez do crescimento vertical. Transplante depois para o local definitivo, de preferência na estação menos fria e ventosa, deixando um espaço de cerca de 60 cm entre cada pé. Corte frequentemente os lados e os ramos que cresçam mais em altura, alinhando e corrigindo, para incentivar a formação de um arbusto encorpado e harmonioso. Se necessário, utilize uma corda esticada entre dois paus para ajudar a manter a tesoura de poda sempre ao mesmo nível. Atendendo ao seu rápido desenvolvimento, a arquitetura da sebe beneficiará destas podas frequentes.
Aplicações: Ótimo em sebes, pequenas árvores floridas no meio de um jardim relvado ou ainda num canteiro como fundo para um contraste verde escuro para flores anuais coloridas.
 
Características: A Escalónia é a rainha das sebes: é muito barata, fácil e rápida de propagar, resistente, quando saudável enche-se de pequenas flores brancas ou vermelhas, cujas folhas brilhantes, aromáticas e verde escuras são óptimas para complementar um ramo florido numa jarra. Dois anos passam depressa no que à natureza diz respeito, e de estação para estação a Escalónia desenvolve-se tão bem que proporciona grande satisfação a quem plantou este belo arbusto, que ainda por cima se caracteriza por não ter praticamente nenhum inconveniente, nem mesmo ao nível das pragas.

junho 30, 2014

PAPOILA DOBRADA


Papaver somniferum

Nome comum: Papoila dobrada, Papoila do Pão

Família: Papaveraceae (Família das papoilas)

 

Descrição:  
A Papoila dobrada é uma planta anual que atinge 90 cm a 1,2 m de altura, com folhas verde azuladas pontiagudas e extremamente recortadas, que chegam a atingir 15 cm de comprimento.
 
O caule, quando cortado, emite uma substância leitosa da qual se extrai o ópio*. De início as folhas emergem do solo quase em forma de alface, com folhas baixas que envolvem o núcleo inicial como uma roseta, após o que, já na primavera, surge um caule ereto que se enche de folhas e termina num botão que se vai desenvolvendo lentamente em direção ao céu, até abrir numa flor magnífica que chega a atingir os 10 cm de diâmetro. As cores podem ser vermelha, branca, rosa, lilás e malva, tendo em geral pétalas dobradas. As flores duram pouco tempo mas quando caem as pétalas, as cápsulas revelam-se grandes e verdes, continuando a desenvolver sementes, à medida que a planta vai secando. Por esta razão e embora visualmente nesta fase a planta não seja muito atrativa, se se quiser guardar as sementes, não se deve arrancar do solo enquanto a cápsula não tiver maturado, o que se vê pela cor castanha e sobretudo pelo barulho quase de chocalho que faz quando é abanada. Caso não se corte a cápsula e se guarde no local para ser semeada na época seguinte, ela abrir-se-á espalhando as sementes em volta, que nascerão arbitrariamente na primavera seguinte no sítio onde tiverem caído.
 
Origem:
Por serem úteis na produção de fármacos, hoje em dia estas papoilas são cultivadas em praticamente todo o mundo, embora sejam originárias do sudeste da Europa e da Ásia ocidental. Delas se retiram substâncias que servem para produzir analgésicos, tais como a codeína e a morfina e ainda outros narcóticos ilegais. Porém podem ser cultivadas apenas pela beleza das suas flores, que tornam a papoila do ópio popular em muitos jardins em todo o mundo, sendo uma planta ornamental fácil de cultivar e bastante vistosa. 

Cultura:
Há mais de 6.000 anos que a papoila do ópio é cultivada para fins terapêuticos e medicinais, crescendo rapidamente e em qualquer lado, desde que o solo seja moderadamente poroso.

Luz: Deve ser cultivada em pleno sol embora nas regiões mais quentes beneficie de alguma sombra durante a tarde.

Humidade: Necessita de ser regada regularmente enquanto cresce. 

Resistência: Dá-se bem nas regiões quentes (zonas 7 a 10) podendo porém vingar se sujeita na fase inicial da semente a um abaixamento da temperatura ambiente ou a geada. Quando começa a ter uma altura razoável deve ser apoiada num tutor, pois tende a vergar e a cair para o lado. Quando se pretende ter mais do que uma rodada de flor na mesma planta, basta cortar as cápsulas das flores fanadas e deixar que surjam novos botões, em geral nas “axilas” de folhas mais baixas. Cortar com cuidado as flores velhas porque por vezes já se notam novas flores a nascer no mesmo caule que podem vir a ser prejudicadas pelo corte da flor antiga se não se tiver cuidado. Com este método, que inviabiliza naturalmente o aproveitamento das cápsulas para reprodução futura, convém reservar dois ou três pés para amadurecimento das cápsulas grandes, a fim de manter uma sementeira anual, pois as flores de segunda geração provenientes da mesma planta, dão em geral cápsulas menores e portanto, plantas de menor porte e inferior qualidade.  
Propagação: propagam-se muito facilmente pelas sementes que se espalham no terreno no final do inverno ou início da primavera. Como referido podem também deixar-se na planta para que caiam e voltem a brotar expontâneamente na estação seguinte. Contudo, neste último método, provavelmente será necessário retirar e deitar fora alguns pés que nasçam mais juntos e que por essa razão e porque a planta não gosta de ser mexida mesmo quando ainda é muito jovem, não permitirão que as plantas se desenvolvam de modo airoso e saudável. 

Em geral, é mais fácil deixar as sementes cair na terra e depois retirar os pés que nasçam demasiado juntos, mas pode também retirar-se as cápsulas maduras com as sementes dentro antes delas se abrirem, deixando que amadureçam suficientemente para que tenham boa qualidade, e na altura certa semear em linha, distanciadas umas das outras, no local onde se pretende que as plantas se desenvolvam normalmente.  

Mais uma vez atenção porque a papoila não suporta bem ser mudada de sítio, em virtude do sistema de raízes ser demasiado frágil e as mais das vezes quando sujeita a esse "trauma" acaba por não vingar. Se tiver mesmo de transplantar alguns pés, faça-o com o maior cuidado levando a maior parte da terra junto com as raízes e regue regularmente enquanto a planta estiver a adaptar-se ao novo lugar. 

Aplicações:
As papoilas tornam um canteiro extremamente alegre e agradável de se ver, especialmente se estiverem em contraste com outras plantas de folhagem verde escura. Também se podem cortar as flores para pôr em jarras, mas para isso convém cortar um pé com o botão quando este apenas começa a abrir, deixá-lo de cabeça para baixo num local escuro e fresco durante 24 horas e só depois pôr na água e trazer para a luz. 

Características:
Existem mais de 70 espécies de papoilas, a maior parte originária das regiões de clima temperado na Ásia e na Europa. A Papoila da Califórnia (Eschscholzia californica) embora seja da mesma família é de diferente gene. Como, embora a partir de procedimentos específicos e deliberados, a papoila pode ser utilizada para fabricar narcóticos ilegais, nem sempre as sementes ou mesmo as plantas são encontradas à venda em viveiros.

Por esta razão é frequente a troca de sementes entre os jardineiros felizardos que conseguem produzi-las nos seus jardins. 

* AVISO: embora as sementes ao natural sejam comestíveis por humanos e até se possam juntar à massa do pão, elas contêm substâncias alcalinas que são detetadas como positivas em testes para opiácios e portanto, sejam proibidas por exemplo aos desportistas. De resto, todas as outras partes desta planta são tóxicas e não podem de modo nenhum ser ingeridas. A produção do estupefaciente só pode ser feita de modo industrial, logo o uso doméstico em jardim não está proibido.

maio 08, 2014

LANTANA

(Lantana camara)

Família: Verbenaceae (família da verbena)
Nome Comum: Lantana, Verbena
Outras Variedades: Lantana Montevidenses

Descrição:
Arbusto resistente dos trópicos, a Lantana é perene e pode crescer até 1,5 m de altura e por vezes ter 1,20 m de diâmetro; as hastes e as folhas estão cobertas com pelos e é ligeiramente áspera ao toque. Cheira a urina de gato e é conhecida por isso mesmo. Facilmente se naturaliza e como tal pode ser invasora, sendo necessário controlá-la. O aspecto mais positivo é que, para além de atrair borboletas, dá flor em regra desde a Primavera até ao Outono.

Origem:
Nativa das Caraíbas, está naturalizada em praticamente todo o mundo.

Cultura:
Em solos muito ricos dá menos flores e mais folhagem, sobretudo nas plantas mais jovens, por esta razão não deve ser fertilizada com muita frequência. Quando plantada em jardins, pode enterrar-se o vaso onde a Lantana cresceu inicialmente para controlar melhor a qualidade do solo, evitar a excessiva implantação e não prejudicar as outras espécies de plantas próximas que podem exigir um solo mais rico do que o que a Lantana necessita.

Luz: Muito sol ou sombra parcial.
 
Humidade: Requer solos bem drenados e é resistente à seca. Demasiada água e demasiado fertilizante reduzem a quantidade de flores, aumentando a folhagem.
Resistência: Zonas 8-11. Dá-se bem com temperaturas elevadas, em climas secos mas também  floresce nos climas húmidos. Pode desaparecer no Inverno com temperaturas mais baixas ou com geada, mas quase sempre volta a renascer na Primavera.

Propagação: Por sementes (mais difícil) ou por estacas obtidas durante o tempo quente. Escolhe-se uma ponta sã, tenra e verdejante que se corta, limpam-se as folhas dos primeiros dois terços da estaca a contar do fim, mergulha-se o pé bem limpo em hormonas fertilizantes, sopra-se para retirar o excesso e planta-se em solo bem drenado. Existem diversos híbridos e variedades de Lantana, sendo a mais vulgar a Lantana Festival, que produz maior quantidade de flores e tem menor tendência para se naturalizar em zonas sub-tropicais.

Fertilização: Não requer mais do que fertilização uma vez de mês a mês e pode ser aplicado o fertilizante universal 10-10-10 (N-P-K).

Aplicações:
Em sebes e tapetes coloridos misturados. Também se usa para ajudar a colorir zonas com arbustos vários, e em regiões mais frias como uma planta anual. Tolera salpicos de água salgada e por essa razão pode ser utilizada em jardins junto ao mar, onde por vezes é difícil manter vegetação devido às brisas salgadas. Fica bem em vasos, floreiras ou canteiros.

Características:
Planta de baixa manutenção, a Lantana não requer praticamente cuidado algum. Pode ser podada em arbusto redondo ou em forma de uma pequena árvore, se lhe forem retirados os ramos inferiores laterais, à medida que cresce. Se se pretender mais folhagem e menos flor, enquanto adquire a forma definitiva, rega-se e aduba-se com maior frequência do que a necessária habitualmente. Atrai borboletas.

Atenção: A Lantana não deve ser ingerida por animais ou crianças, embora os frutos que produz sejam semelhantes a pequenas bagas ligeiramente adocicadas e por essa razão se possam revelar atraentes.

fevereiro 21, 2014

BOLBOS (Tulipas, Jacintos, Amarílis, Scilas, etc...)


É Fácil Cultivar BOLBOS!
Desde que se respeitem algumas regras básicas, é fácil cultivar bolbos! Para além do colorido e da variedade das espécies disponíveis que dão grande vivacidade a um jardim, alguns bolbos podem inclusive ser plantados em vasos ou em contentores e, obedecendo a algumas regras essenciais, chegam a florir dentro de casa.

Lírio
Para além de água, um bolbo não necessita de mais cuidados! Quando é de boa qualidade o bolbo contem dentro de si um mecanismo altamente desenvolvido de armazenagem de alimentos que, quando plantado no solo, o torna praticamente independente de tudo excepto de água.
Mesmo após um período longo de dormência, sujeito à seca, à geada ou ao calor intenso, na Primavera um bolbo volta à vida e frequentemente repete o seu ciclo vegetal, ano após ano. Os bolbos podem ainda ser utilizados ao longo de todo o ano, dependendo do tipo de bolbo, o que permite manter um jardim constantemente florido.
Tipos de Bolbos e Época para a Plantação
Existem três tipos de bolbos, consoante a época em que dão flor: Bolbos de Primavera, de Verão e de Outono. Alguns são bem conhecidos de toda a gente, mas conhecer melhor o respectivo ciclo de vida permite-nos planear e organizar com maior eficiência  o seu cultivo e duração. 
Em Portugal, os bolbos de Primavera mais populares são as Túlipas, os Narcisos, os Jacintos, os Crocus e os Alliums. Também os Amarílis e os Íris. Em comum, todos têm o facto de necessitarem de um período de frio debaixo do solo para que o relógio biológico inicie a contagem decrescente. Por esta razão plantam-se no fim do Outono ou no início do Inverno, após terem permanecido uns dias guardados no frigorífico e passam todo o Inverno sem dar sinal de vida. Quanto mais frio for o Inverno melhor para este tipo de bolbos. Em zonas de geada deve tapar-se o solo acima do bolbo com alguma proteção do tipo caruma, folhas secas, casca de pinheiro, etc.
Amarílis
Os bolbos de Verão em Portugal são as Dálias, as Begónias, os Lírios, os Gladíolos e os Jarros. Plantam-se no fim da Primavera e dão flor alguns meses depois. Dão-se bem em geral em todo o tipo de climas, mas como são pouco resistentes às geadas e aos Invernos frios, nas regiões onde as temperaturas são mais baixas, tiram-se do jardim e guardam-se. Depois da floração, espera-se até a folhagem ficar toda amarela, altura em que o bolbo armazena o alimento e só depois se cortam as folhas rentes ao solo. Tira-se o bolbo do chão e guarda-se num local fresco e seco, entre palha ou caruma, para voltar a ser enterrado na próxima estação.
O bolbo de Outono mais conhecido é o Crocus e planta-se no Verão. Quando todas as plantas de flor iniciam o seu repouso, este bolbo enche-se de cor dando vida ao jardim.
Como Comprar?
Para além de ser indispensável respeitar o período indicado acima para plantar os bolbos, há ainda que conhecer a época em que devem ser comprados, para que não percam qualidades. Assim, os bolbos de Primavera devem ser comprados em Setembro, os de Verão compram-se no fim de Março e os de Outono compram-se no início do Verão. As grandes superfícies de do-it-yourself em Portugal começam a vender em regra por volta de setembro/outubro, mas atenção ao que vai comprar. leia sempre no verso da embalagem qual a melhor altura para plantar, não guarde o bolbo em casa mais do que um ou dois meses e cumpra com as instruções indicadas.
Que Fazer Depois da Floração?
A maior parte dos bolbos naturalizam-se e tornam-se plantas perenes, voltando a florir durante anos seguidos no mesmo local. Para que isso aconteça, as folhas devem cumprir o processo completo de fotossíntese e outros, que se destinam a armazenar o alimento necessário para que o bolbo se regenere. Durante este processo nascerão novos pequenos bolbos embrionários junto do original. É um processo que ocorre durante as semanas que se seguem  ao desaparecimento da flor.
Esta a razão porque as folhas não devem ser cortadas cedo demais e mesmo depois de terem desaparecido os bolbos que ficam no chão continuam o seu processo de recuperação para o próximo ciclo e não devem ser perturbados. Antes de os cobrir com terra, ponha uma rede de galinheiro que evitará danos involuntários ou os ataques de pequenos animais. Se necessário marque com uma etiqueta o local do bolbo, porque não vai ter sinal dele durante uma temporada longa.
Narciso
Existe um relógio biológico que permite aos bolbos despertar todos os anos para um novo ciclo, criando raízes, rebentos e folhas, dando flor e morrendo para entrar em dormência novamente. No caso do bolbo de Primavera, logo que é plantado no Outono inicia o processo de desenvolvimento embrionário das folhas e das flores, desenvolvendo rapidamente raízes e um caule, que cresce até ficar abaixo da superfície do solo, altura em que pára de crescer por um tempo à medida que a temperatura exterior desce. Quando a temperatura volta a subir, retoma o processo de desenvolvimento, rompe a superfície do solo, dá flor por um período de tempo relativamente curto e volta a morrer e a entrar em dormência.
Alguns bolbos conseguem armazenar nutrientes suficientes para alimentar não só a planta mas também a flor e as folhas durante todo o ciclo e por esta razão, alguns bolbos desenvolvem-se fora do solo, mesmo quando não foram convenientemente plantados na época própria. São quase auto suficientes.
Como Forçar um Bolbo para que dê Flor
Do mesmo modo, se plantar por exemplo bolbos de Narcisos numa taça com água e alguns seixos, desenvolver-se-ão e darão flor, mas dado que o meio não lhes permite reconstituir o stock de nutrientes, não darão flor na época seguinte. Podem até nem voltar a florir.
 
Jacinto
Os Jacintos são extraordinariamente aromáticos, podendo o perfume causar mau estar a algumas pessoas. Podem ser cultivados dentro de casa, em vasos baixos e largos, com uma mistura de terra e areia suficiente para desenvolverem raízes, produzindo um efeito muito decorativo em cima de uma mesa. Pode ainda ser aplicada uma técnica para forçar a floração do Jacinto, cujo inconveniente é impedir que a planta volte a florir tão cedo.

Scilla
Coloque o bolbo num jarro pequeno com um gargalo estreito por forma a que o bolbo fique com a terça parte inferior dentro de água. Tape-o com um cartuxo de papel pardo ou outro semelhante e deixe ficar guardado dentro de um armário num sítio escuro e protegido até Janeiro. Periodicamente tire o cartuxo e acrescente um pouco de água morna tendo cuidado para não perturbar as raízes nem molhar excessivamente o bolbo.
Verificará que as raízes romperão por volta da 4ª. ou 5ª. semana e que o caule ou “borboto” que lhe dará origem nascerá uns 15 dias depois, sensivelmente. Quando o caule atingir os 6 cm tire o cartuxo e uma semana depois traga o bolbo para a luz, onde as folhas se desenvolverão. Se tudo correr bem, em breve terá um magnífico “cacho” de lindas flores coloridas e cheias de perfume durante uns dez dias.

Este bolbo não voltará porém a florir tão cedo, dado que foi forçado desta maneira.

21-02-2014