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setembro 16, 2015

OSTEOSPERMUM "Buttermilk"


Nome Comum: Margarida Africana
FAMÍLIA: Asteraceae
 
Descrição:
Arbusto perene com 50 cm de altura, folhas ovaladas e flores semelhantes às do malmequer que chegam a atingir 7 cm de diâmetro, possuem um centro escuro com pétalas de cor amarelo claro que vão escurecendo até ficarem com uma coroa mais escura nos extremos.
 
Origem: São plantas nativas da África do Sul.
 
Cultura: Solo moderamente fértil e bem drenado. Fertilizar regularmente com NPK 10-10-10 ou adubo líquido, numa das regas semanais.
 
Luz: aprecia a luz do sol e o calor e é muito resistente ao vento.
 
Humidade: Embora suporte alguma falta de humidade reage muito bem a regas frequentes e de pouca intensidade. Floresce a partir da primavera até ao início do outono.
 

Resistência: Podem ser atacados por afídios e sofrer de ataques de míldio que se combatem com preparados à base de enxofre. Existem no mercado diversos produtos que atacam os afídios e o míldio quando em estado inicial e que são fáceis de aplicar. Não suporta a geada pelo que deve ser colocado em local interior nos invernos mais agrestes ou tapado com uma tela para evitar danos causados pelo frio intenso.

Propagação:
Propaga-se por estacas jovens no final da primavera ou por estacas mais maduras no fim do verão. Utilize um fertilizante próprio para enraizar e plante em solo adequado para plantas sensíveis, cubrindo o vaso com um plástico transparente. Coloque em local soalheiro mas não demasiado quente nem com excesso de luz solar. Pode cortar a pontinha da estaca para incentivar o enraizamento e o nascimento de mais folhas.
 
Aplicações:
Utiliza-se em bordaduras de canteiros, a demarcar zonas floridas com arbustos de média dimensão por detrás em contraste, em cestos pendurados ou em vasos junto a escadarias, floreiras de janelas e varandas. Este arbusto não necessita de ser podado, mantendo-se harmonioso ao longo do ano quando bem cuidado apenas beneficiando da retirada das flores à medida que vão secando, dando lugar a novas flores. Se se pretender dar um formato específico pode ser cortado o que dará origem a novo e robusto crescimento.
 

Características:
É um arbusto pequeno mas muito alegre e fácil de cuidar. Chega a ter tantas flores que mal se vêem as pequenas folhas de cor verde escuro. Existem outras variedades de Osteospermum muito semelhantes no tipo de cultura, cujas cores vão do branco azulado ao roxo. Um "must" em qualquer jardim quer seja de cidade ou no campo!
 

 
 
 

maio 26, 2015

GARDÉNIA

Gardenia augusta
Nome comum: Gardénia, Jasmim do Cabo
Familia: Rubiaceae
Descrição:
É um arbusto muito vistoso de cor verde escura, altura média (1,8 a 2,4 m) e folhas macias e tenras, brilhantes e colocadas de forma oposta ao longo do caule. Uma gardénia adulta tem um formato arredondado e uma massa mediana. A primeira floração surge em meados da primavera e dura até ao início do verão, mantendo-se em vagas sucessivas durante um longo período. As flores são brancas, passando a um amarelo creme à medida que envelhecem e caem. Ao toque parecem ser de cera. O perfume, a sua característica mais importante, é muito forte e adocicado ao ponto de encher toda uma sala. No verão com a brisa quente o aroma espalha-se pelo jardim, para delícia de quem se encontra por perto.
 
Existem cultivares muito distintos da planta original mais comum, especialmente uma versão prostrada com folhas muito escuras que fazem as vezes de uma magnífica cobertura de solo, desde que protegida sob sombra parcial e fresca. Este cultivar da gardénia “Prostata” cresce apenas de 60 a 90 cm em altura e espalha-se horizontalmente, dando flores mais pequenas do que as da espécie original, mas igualmente muito perfumadas. 
Localização:
É nativa da China, de Taiwan, do Japão e de outras regiões asiáticas de clima sub tropical e o nome comum de Jasmim do Cabo deve-se à errada assunção de que seria proveniente do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Em climas frios é utilizada dentro de casa.
 
Cultura:
O solo deve ser ácido, de preferência húmido e rico em matéria orgânica, mas bem drenado. Existem poucos arbustos que sejam tão perfeitos, bonitos e perfumados como a gardénia, que possui um conjunto de características agradáveis e atraentes, mas existe um senão: são muito susceptíveis ao ataque de pestes, especialmente de insectos que lhes sugam a seiva. Nestes casos, nuvens de moscas brancas ou de insectos voadores invadem o arbusto, deixando os seus ovos, que se transformam mais tarde em larvas que sugam o caule matando a planta. Os resíduos destas larvas proporcionam matéria favorável ao desenvolvimento de um fungo fuliginoso, dando à folhagem um aspecto feio, baço, com manchas negras. Para além da mosca branca há outros insectos que atacam o arbusto da gardénia, mas felizmente qualquer destas pestes são facilmente controladas pela aplicação de uma dose de sabão neutro e sprays de óleo vegetal ou mineral. Os arbustos devem ser protegidos com tela em caso de geada forte.
 
Luz: Sol ou sombra parcial.
Humidade: Solo medianamente húmido.
Resistência: Zonas 8 a 10 (do sistema Americano).
 
Propagação: Por estacas que facilmente criam raiz em solo húmido, especialmente nos meses quentes de verão. A aplicação de um fertilizante próprio para este efeito facilita o arranque das raízes.
 





Utilização:
Fazem belas sebes em locais onde a floração e o seu aroma possam ser apreciados, sendo desejável que exista boa circulação de ar, que evitará o aparecimento das pestes já citadas. As suas flores muito aromáticas e a folhagem verde escura fazem da gardénia um dos arbustos mais apreciados nos jardins públicos e privados desde tempos coloniais.

março 31, 2015

ROSA de JARDIM

Familia: Rosaceae
 
Descrição:
 
Os verdadeiros conhecedores são estudiosos profundos desta espécie botânica considerada por muitos como a rainha das flores. Aqui trataremos apenas dos aspetos principais da cultura de uma roseira, independentemente da espécie, do tipo, se é antiga ou moderna, brava, arbustiva, de trepar, de canteiro, híbrida ou de caules eretos. Ficaremos a conhecer os principais traços que nos permitirão cultivar uma roseira, sem preocupações de maior. Para essa finalidade, basta conhecer algumas práticas essenciais. Mas se se pretender mais do que ter uma roseira, por puro gosto e prazer, então será necessário estudar cada espécie de per si, pois na realidade cada planta tem exigências próprias. Existe aliás muita informação tanto on line como publicada em livros sobre esta matéria.
 
Origem:
Do cruzamento das chamadas rosas antigas europeias com rosas provenientes da China no século XVIII, resultaram muitas das espécies que hoje existem na floricultura moderna. No mercado encontram-se para venda plantas com ou sem torrão junto das raízes. No primeiro caso basta abrir um buraco no local definitivo onde se pretende colocar a roseira, regar primeiro para que as raízes encontrem humidade durante os primeiros dias da plantação, colocar o torrão ao centro alinhando a superfície para que o torrão fique todo enterrado e tapar com solo de preferência já preparado para jardim.
 
No caso de não existir torrão junto da raíz a roseira chama-se de raíz nua e requer um pouco mais de atenção, porque corre o risco de secar senão for devidamente tratada. Neste caso, convém colocar a raíz dentro de um balde com água duas horas antes de ser plantada, preparar o buraco colocando turfa e terra de jardim no fundo, segurando o caule e puxando um pouco para cima antes de encher o buraco com mais terra que se calca com cuidado para que não subsistam bolhas de ar. Rega-se abundantemente.
 
Cultura:
A melhor época para plantar uma roseira é no início da primavera, entre março e abril, ou então entre outubro e novembro, principalmente se for uma roseira de raíz nua. A planta não necessita de adubo nesta fase, apenas quando começarem a surgir os primeiros rebentos verdes avermelhados com novas folhinhas, ou seja, quando as raízes se fortalecerem e começarem a desenvolver.
 
Depois de plantada, é provável que a planta esteja um ano sem florir. Se porém der flor no mesmo ano, convém providenciar algum fertilizante orgânico, que deve ser colocado em volta do caule principal, sem tocar no mesmo.
 
Como as roseiras precisam em geral de pouca humidade nas raízes, basta regar quando estiver muito calor e sempre junto ao solo – nunca nas folhas e flores – de preferência de manhã ou à tarde. Água a mais e humidade nas folhas pode contribuir para o surgimento de pestes e doenças, por isso evite deixar uma planta na sombra e com água ao fim do dia, pois é um convite para a proliferação de maleitas diversas.
 
Caso utilize adubo químico, certifique-se que o solo foi previamente regado e proceda ainda a uma rega após a fertilização, evitando queimaduras devido a eventuais excessos do produto junto ao caule e também para que os nutrientes atuem mais depressa. A partir do verão – de julho a setembro – não se aplica qualquer adubo.

Luz: As roseiras são grandes amantes de sol e calor, embora devam ser protegidas do calor em excesso que pode queimar as folhas e mesmo as flores, sobretudo se estas estiverem molhadas durante as regas.

Humidade: Como já foi referido, em geral as roseiras não apreciam humidade a mais, indo buscar a água de que necessitam através das raízes de profundidade e não à superfície.

Apenas as roseiras recém plantadas pedem um cuidado especial nos primeiros tempos, enquanto se desenvolvem, podendo ser regadas nessa altura com mais frequência. Ao longo do ano eliminam-se as ervas daninhas que se vão encostando ao caule principal. Pode-se fazê-lo com um pequeno sacho ou enxada, tendo o cuidado de não ferir o caule. Cava-se ligeiramente de tempos a tempos para arejar a camada superior do solo. Se começarem a nascer rebentos laterais junto ao caule principal, retiram-se o mais abaixo do solo possível, pois são “ladrões” que roubarão à planta o vigor essencial.

Resistência:
Dependendo das espécies, as roseiras não carecem de grandes cuidados, exceto aqueles já referidos quanto ao sol e à humidade nas folhas. Por vezes são susceptíveis aos ácaros e a cochonilhas, podendo tentar-se inicialmente afastá-los com uma mangueirada forte numa manhã de sol e se não resultar, trata-se com produtos adequados para esse fim à venda nos centros de jardinagem.
 

De realçar que estas maleitas só surgem se a planta não tiver os cuidados essenciais de tratamento, ou seja, se não tiver solo adequado, rega em quantidade certa, adubagem na época própia e sol na medida exata. As pragas e doenças resultam sempre de desequilíbrios na envolvente da planta, pelo que se possível deve evitar-se chegar ao ponto de ter que aplicar químicos, tratando a planta de forma adequada ao longo de todo o ano.

Propagação:
A roseira é uma daquelas plantas que beneficia grandemente se for podada todos os anos. Quando? A poda principal deve ser feita na primavera, por volta de março ou abril. Para isso existe um sinal inequívoco: quando os botões começam a brotar na parte inferior da planta, está na altura de podar! A poda faz-se de fora para dentro, retirando todos os caules secos e mortos no ponto mais perto do solo possível, ou se forem laterais, quando partem do caule principal. Comece pelos caules exteriores, procure localizar o primeiro nódulo (argola) entumescido do caule contando do chão, corte em oblíquo um centímetro acima de modo a que a parte mais baixa fique para o lado de fora da planta permitindo que a água que cair nesse corte escorra para o chão, eliminando a acumulação de humidade que pode dar lugar a doenças.  

Nesse mesmo caule corte todos os ramos laterais finos e secos. Corte também os ramos que estejam a crescer para o lado de dentro da roseira, pois formarão um emaranhado desajeitado e contra produtivo, não permitindo o arejamento interior necessário. Repita este procedimento em cada um dos caules que a planta tenha, ficando no final com um “esqueleto” curto e baixo, embora com troncos verdes e tenros, dos quais brotarão em breve novos rebentos, naquilo que constitui um despertar induzido pela poda realizada. Com o tempo e experiência aprenderá a realizar melhor a poda, que aliás difere de planta para planta, mas que é indispensável para obter uma planta equilibrada, sem hastes longas e desagradáveis, providenciando ainda uma melhor e mais abundante floração. Os rebentos devem crescer para fora, portanto elimine tudo o que seja crescimento para dentro da planta ou cruzamentos de ramos interiores.
 
Aplicações:
Existem roseiras trepadeiras, ótimas para dar sombra em pátios, junto a uma parede, muro ou alpendre, roseiras isoladas em canteiro ou vaso, com grandes flores, perfumadas ou não, rosinhas pequenas, bravas e híbridas. A escolha do tipo depende do local onde se pretende ter a roseira, se existe luz suficiente, calor e sol, e por essa razão convirá estudar as opções de plantas existentes no mercado antes de se decidir por uma das espécies disponíveis. Na verdade, alguma espécies são mais resistentes do que outras e consequentemente mantê-las saudáveis dará menos trabalho. Leia a embalagem, verifique se a origem é credível e certifique-se de que o produto que adquire corresponde ao que pretende para o local pretendido.


Características:
As roseiras beneficiam da eliminação dos botões secos, depois da floração, pois este procedimento evita a formação de novas sementes e estimula a produção de mais flores durante a mesma estação, como se o "instinto" de procriação de sementes da planta a levasse a produzir mais flores e por via delas, mais sementes. Apenas nas roseiras de grandes frutos se evita retirar os botões secos, porque crescendo, eles são tão vistosos que se deixam na roseira por uma questão estética ou se retiram apenas para completar bouquês destinados a flores de corte.
 

março 09, 2015

ABÓBORA

Família: Cucurbitaceae
Nome comum: Abóbora
Outras variedades: Curgetes, abóbora menina, abóbora de inverno, abóbora de verão



Descrição:
A abóbora, a curgete e outros tipos de vegetais desta família como o pepino, pertencem ao grupo das cucurbitáceas que se caracterizam por produzir frutos com polpa abundante e se cultivam por regra no exterior. Também podem ser cultivadas em varandas ou em "mesas" próprias, mas deve ter-se em conta o facto de que a planta se "estende" por uma área considerável e portanto necessita de espaço, tanto em profundidade como em comprimento. As folhas são largas e por vezes desenvolvem gavinhas como as trepadeiras, avançando no terreno à sua volta. São plantas anuais que se desenvolvem em todo o espaço disponível, podendo ganhar raízes novas se os caules tocarem no solo, desenvolvendo-se um novo pé. Em todo o seu comprimento podem atingir de 3 a 9 metros.
Existem abóboras de inverno e de verão, consoante a época de colheita pretendida. Em geral, as abóboras de verão têm casca mole - são as curgetes, os pepinos, as abóboras mais pequenas - e as de casca dura que se colhem no outono e podem ser armazenadas durante vários meses sem se estragar. São um verdadeiro milagre na cozinha, quando já quase nada mais cresce na horta devido ao tempo chuvoso e frio e elas se mantêm com a polpa fresca e sumarenta no armário.

Origem:
Há cerca de 27 espécies de cucurbita, todas elas com origem no continente americano. Destas quatro são hoje em dia as mais utilizadas na produção de abóboras (e outras variedades) em todo o mundo. 

 
Cultura:
Nas abóboras as flores dividem-se em flores masculinas e femininas na mesma planta. As flores masculinas podem ser utilizadas na cozinha, estufadas, recheadas com queijo ou mesmo cruas em saladas, mas nunca se devem retirar todas as folhas masculinas da planta para que a fertilização das flores femininas, através dos insetos que as visitam, possa ter lugar. Há quem pincele suavemente os estames das flores femininas com pólen das flores masculinas para ajudar neste processo de produção do fruto. Este nasce da flor feminina que se diferencia da masculina justamente por ter no seu caule um pequeno fruto que é facilmente identificável quase desde o início da floração.
Em geral uma planta produz primeiro as flores masculinas e só um pouco mais tarde surgem aquelas que virão a dar fruto. Não retire nenhuma antes de se certificar que a planta produziu suficientes flores femininas ou não nascerá nenhuma abóbora da planta em questão.
Em Portugal é fácil produzir abóboras durante o verão, semeando ou adquirindo mudas pré-cultivadas nos meses de maio e junho. Depois de plantadas no local definitivo as abóboras dão fruto 40 a 60 dias depois, podendo ser colhidas se se pretender utilizá-las ainda antes da casca endurecer. Como produzem com abundância, não há dificuldade em obter grande quantidade de fruto e aliás quanto mais se colhe enquanto ainda é pequena, mais frutos se desenvolvem na mesma planta.
Se se pretender guardar a abóbora para utilizar mais tarde deve deixar-se ganhar volume e casca dura e colher 80 a 140 dias após ter sido plantada, armazenando em local escuro, fresco e seco. Pode congelar-se também, já descascada e utilizar em sopas ou compotas mais tarde.

Luz: As abóboras gostam de muito sol, mesmo muito. Mas também suportam um pouco de sombra se necessário. Trepam pelas árvores que se encontrem por perto, havendo até uma tese de que se dão bem se plantadas em conjunto com feijão e milho.

Humidade: No início da plantação as abóboras devem ser regadas com frequência, mas sem molhar as folhas. Quando já tiverem frutos, coloque-os protegidos do solo em cima de uma telha ou de qualquer outro objeto que evite que a abóbora fique molhada durante a rega para que não apodreça ou ganhe fungos. A boa circulação do ar e a luminosidade ajudam a planta e os frutos a manterem-se saudáveis.
Resistência: Só podem ser plantadas no exterior a partir do momento em que não haja risco de geada, pois não suportam o frio excessivo. Por outro lado suportam muito calor, sendo uma das produções mais fáceis de obter durante o nosso verão em praticamente todo o país. 

Propagação: Propagam-se por sementes plantadas a 5 cm de profundidade em solo fértil e bem solto. O espaçamento entre as sementes é de 1 a 2 m em filas de 2,5 a 3 metros umas das outras. À medida que se vão desenvolvendo, procure encaminhá-las por forma a não se emaranharem umas nas outras dificultando a entrada de luz.
 
 
Aplicações: Dependendo do momento da colheita, as abóboras confecionam-se cruas (abóboras colhidas ainda pequenas e moles, durante o verão) ou cozinhadas em compotas, sopas ou recheadas as flores masculinas, fritas em manteiga ou mesmo juntando-as apenas a uma salada verde. Muitas pessoas utilizam-nas também em decorações rústicas, porque duram muito e algumas espécies são realmente vistosas.

janeiro 06, 2015

ORQUÍDEA PHALAENOPSIS


Nome Comum: Orquídea da Traça
Familia: Orchidacea

Descrição:
A Phalaenopsis é a orquídea melhor conhecida em Portugal, por ser barata e fácil de encontrar em floristas, viveiros e cada vez mais em supermercados. Conhecida como a orquídea da traça pelo formato da flor quando está aberta, a Phalaenopsis é talvez a melhor espécie de orquídea para se ter em casa, por ser muito fácil de cuidar e por florir com abundância, por vezes por mais de uma vez num ano, podendo cada floração durar até 3 meses. Para além disso, as flores são extremamente atraentes, têm cores variadas e possuem um aspeto delicado, sendo por isso muito decorativas.
 

Origem:
Originária de países da Ásia (Filipinas, Indonésia, Malásia, Sumatra, China e Taiwan), encontra o seu habitat natural nas florestas tropicais, em troncos de árvores onde se agarra através das raízes (é epífita), protegendo-se do sol forte e da luminosidade excessiva e beneficiando da humidade própria do ambiente, absolutamente necessária para o seu desenvolvimento saudável. Se pretender plantar a sua orquídea num tronco de árvore, faça-o quando não tem flores e coloque-a no lado onde apanhar menos sol ou mesmo sol nenhum, e no inverno terá de ser protegida com uma "tenda" têxtil para que não apanhe frio em excesso.

Cultura:
A temperatura ambiente e as condições existentes dentro de casa são por regra suficientes para se poder cultivar uma Phalaenopsis sem problemas, embora seja particularmente importante respeitar o tipo de vaso que deve ser utilizado, a qualidade do meio onde é plantada, a luminosidade a que está sujeita e a quantidade e frequência das regas. O vaso pode ser de barro ou preferencialmente de plástico, para deixar a luz entrar nas raízes.
Muitas pessoas deitam fora as plantas quando têm apenas folhas, logo após as flores secarem e caírem. As Phalaenopsis duram uma eternidade dentro de casa. Nas plantas mais saudáveis é possível obter novas hastes com flores após a primeira floração, cortando dois centímetros acima do terceiro nó, contado a partir do pé da haste. Na altura própria, em geral um ano depois, irá surgir uma nova haste a partir desse ponto, ou mesmo mais do que uma haste, e dela surgirão flores novas em regra iguais às anteriores. Por esta razão não devem ser rejeitadas as plantas depois de qualquer floração, pois sujeitando a planta a uma manutenção adequada ela irá florir de novo, uma e mais vezes, no prazo de um ano e por muitos anos.

Luz:
Estas orquídeas, que como se refere acima existem em florestas tropicais com luz apenas filtrada pela copas das árvores, sob temperaturas quentes e muita humidade ambiente, quando cultivadas dentro de casa apenas exigem que o sol não incida nas folhas diretamente, pois queimam-se facilmente. Desenvolver-se-ão bem no parapeito de uma janela virada a leste, do lado em que nasce o sol quando este ainda está fraco. Suporta também janelas ou locais virados a sul ou a oeste, mais uma vez desde que protegidas dos raios de sol direto.
 
Em regiões de invernos mais frios e sombrios, é aconselhável colocar junto a uma janela virada a sul ou até compensar a luminosidade insuficiente com luz artificial, através de lâmpadas fluorescentes com formato de tubo. Quatro lâmpadas montadas num suporte complementadas por lâmpadas incandescentes colocadas acima das plantas a uma distância de 15 a 30 cm, durante 12 a 16 horas por dia, consoante a duração do ciclo diário natural, ajudarão a manter a Phalaenopsis saudável e fértil. 

Regas:
A rega é particularmente importante e crítica para a sobrevivência da Phalaenopsis. Como não têm orgãos preparados para a reserva de água a não ser as folhas, não podem ser sujeitas a períodos de seca, pois não resistem à falta de humidade. O procedimento correto é mergulhar o vaso com a planta totalmente em água não muito fria e tirá-la ao fim de uma meia hora, deixando escorrer o excesso antes de colocar o vaso no local definitivo. Só se deverá voltar a regar quando a superfície do substrato estiver quase, mas não totalmente, seca. Em locais com verões muito quentes e com baixo grau de humidade, será provavelmente necessário regar dia sim, dia não. Já no inverno e em locais mais frios, bastará fazê-lo de dez em dez dias. Regue apenas de manhã, para permitir que quando chega a noite as folhas já estão secas, o que evitará manchas negras e podridão das raízes. E nunca, por nunca, deixe acumular água no pratinho por baixo do vaso!
Humidade:
Como já foi referido a humidade é muito importante para a Phalaenopsis, sendo recomendado um grau de humidade ambiente entre os 50 e os 80%. Em climas húmidos ou em estufas controladas, é absolutamente essencial que o ar seja renovado, o que pode ser feito com uma pequena ventoinha num nível fraco e girando levemente. Dentro de casa é aconselhável colocar pedrinhas por baixo dos vasos, para que algum excesso de água não entre em contato com o substrato e por sua vez com as raízes, apodrecendo-as.

Fertilização:
Fertilizar sempre no mesmo dia da semana, especialmente se o tempo estiver quente pois é a época em que estas plantas se desenvolvem mais. A Phalaenopsis gosta de rotinas na fertilização, por isso marque um dia da semana e faça-o sempre nesse dia. Quando se utiliza substrato especial para orquídeas feito com cascas de pinheiro e fibra de coco, utiliza-se um fertilizante com elevado azoto (30-10-10) duas vezes por mês. Nas outras fertilizações, um fertilizante equilibrado (10-10-10) é suficiente. Para obter novas florações é indicado o uso de fertilizante com elevado grau de fósforo (10-30-20).
Em todos estes casos porém, deve aplicar-se apenas metade da dose recomendada na embalagem do fertilizante, devendo ao fim de três sequências de fertilização intervalar com uma rega intensa com o vaso por baixo da torneira, ou dentro de um recipiente com água tépida, para que os sais que possam ter ficado incrustados no substrato possam ser descartados melhorando a qualidade global do meio. No inverno podem reduzir-se as regas para duas vezes ao mês e o fertilizante para ¼ da dose recomendada na embalagem, ou seja, com fraca intensidade.
 
Resistência:
Em geral as temperaturas ideais para a Phalaenopsis são de 16º C de noite e entre 24º e 29º C (ou mais) durante o dia. Com temperaturas mais elevadas os máximos não devem ultrapassar os 32º a 35º C, porque com tempo quente o sistema vegetativo desenvolve-se mais rapidamente, sendo necessário providenciar renovação sistemática do ar e humidade continuada. Esta opção existe geralmente em pontos de venda onde as estufas são controladas por forma a obter-se as condições ideais para uma mais rápida e abundante floração, simulando o clima tropical.
Para proporcionar a formação das hastes que darão flor é aconselhável manter a planta no outono a temperaturas perto dos 13º C durante algumas semanas. Variação de amplitudes térmicas frequentes e agudas podem traduzir-se na queda dos botões florais antes da sua abertura.

Propagação:
A Phalaenopsis propaga-se através de novos pés que vão surgindo nas hastes (keikis). Retiram-se as novas pequenas plantas quando as raízes têm cerca de 5 a 7 cm, com cuidado para não danificar a planta mãe e transferem-se, de preferência na primavera, logo após a floração, para um novo vaso. O substrato utilizado deve ser poroso por forma a permitir a aereação e a não compressão das raízes. Sendo epífita, as raízes só necessitam do solo para se agarrarem e não devem ficar sufocadas.
Habitualmente numa planta madura a mudança do substrato faz-se de dois em dois ou de três em três anos. Em geral quando as raízes se decompõem ficam castanhas ou pretas, sinal de que o substrato está esgotado e que é necessário mudar a planta para outro vaso com novo substrato. É possível deixar mais do que um pé no mesmo vaso, desde que se confirme que as raízes estão vivas e sãs. Este aspeto é reconhecido pela cor das mesmas: se estiverem cinzentas claro ou verdes, estão sãs. Se estiverem pretas, secas e castanhas, estão mortas.
Para substituir o substrato, vira-se o vaso de cabeça para baixo segurando a planta numa mão por cima de uma superfície limpa onde se vai trabalhar. Cortam-se as raízes mortas com cuidado depois de retirado todo o substrato com uma mão, enquanto com a outra se segura na planta, e coloca-se a planta já limpa das raízes velhas noutro vaso com novo substrato. Pode-se puxar pedaços do substrato, cascas e torrões que fiquem agarrados às raízes, desde que se faça com cuidado não danificando as raízes boas que têm em geral a pontinha verde ou cinzenta clara. Quando se coloca a planta no novo vaso, deita-se primeiro metade do substrato, espalham-se as raízes regularmente por cima e cobre-se o resto com mais substrato, tendo o cuidado de calcar para que a planta fique segura (a firmeza é essencial para que a Phalaenopsis se sinta bem dentro do vaso), de modo a que a junção das raízes com as folhas se situe ligeiramente acima da superfície do substrato.
 
Também há quem molhe bem as raízes  antes de envasar, para facilitar a retirada do substrato que irá ser substituído. Em todo o caso não esquecer que água a mais é fatal para esta planta, logo, deixe-a secar um pouco antes de voltar a colocar no sítio definitivo, depois de mudar de vaso e regar de novo. Para as plantas mais pequenas deve utilizar-se um substrato mais fino, enquanto que para as plantas maiores pode utilizar-se um substrato mais graúdo.
 

dezembro 02, 2014

RELVADOS


Preparar o relvado para os meses de Inverno 


Perto do final do Outono é necessário preparar o seu relvado para os meses de Inverno que se aproximam, durante os quais as plantas em geral entram num período de descanso e de quase hibernação.

Também os relvados, sobretudo nas regiões onde vigoram as quatro estações, reagem às temperaturas mais frescas. Regra geral em Portugal continental isto acontece em meados do mês de Novembro e no final do Outono, altura em que as plantas iniciam um período de dormência, durante o qual não se verifica o crescimento das folhas, período que se prolonga praticamente, dependendo da região, até aos primeiros “calores” de Abril.
 
É o período em que se dá descanso também à máquina de cortar relva. Mas para que o relvado suporte os rigores das temperaturas mais baixas e se recomponha do esforço a que se sujeitou no Verão, de molde a recuperar da melhor forma o viço dos primeiros meses na Primavera seguinte, torna-se aconselhável prepará-lo para o Inverno.
Todos os tipos de relvado reagem bem a uma fertilização especial no Outono, uma vez que dela resultam várias vantagens. Em primeiro lugar, a fertilização fortalece as raízes das plantas de relva, tornando-as mais resistentes. Se durante o Outono as raízes armazenarem os nutrientes adequados para a próxima estação, o que acontece com quase todas as plantas do tipo ervas – tal como a relva – e ainda as plantas perenes em geral, estarão melhor preparadas para o período de crescimento activo. Exceptua-se a este tratamento a relva forrageira do tipo azevém (ryegrass).

Quando uma planta como a do relvado armazena energia, o nutriente mais importante nesse processo é o Fósforo (simbolo químico P), o qual tem um papel fundamental no armazenamento e na transferência de energia da planta para a raiz. Ora este processo desenvolve-se exactamente durante os meses de Outono, razão pela qual o Fósforo administrado nessa altura incentiva o crescimento das raízes e contribui para que a relva resista melhor às doenças, ao frio e à seca e ao calor, no Verão seguinte.

Um bom fertilizante de Outono também deve ter uma quantidade adequada de nitrogénio (N) ou azoto, o elemento chave para a cor verde das plantas em geral e em particular para a dos relvados, que consomem elevadas quantidades de nitrogénio, em comparação com os outros ingredientes que regra geral fazem parte de um fertilizante. Uma quantidade insuficiente de nitrogénio contribui para o aparecimento de ervas daninhas, de doenças e de fungos próprios da relva, que por sua vez têm tendência para se agravar durante os meses de Inverno, tornando o trabalho da manutenção do relvado na Primavera um verdadeiro quebra cabeças (sobretudo para quem não gosta muito de utilizar herbicidas e químicos …).
 
Contudo - e este aspecto é muito importante - dado que o crescimento das plantas se processa mais devagar a partir do momento em que as temperaturas do solo baixam, há que ter em atenção a quantidade adequada de nitrogénio que deve ser administrado, para não induzir a planta num crescimento forçado e fora da estação própria, o que a prejudicaria mais do que beneficiaria.

Finalmente, uma dose saudável de Potássio (K) permite proteger o relvado durante o Inverno dado que promove a tolerância ao frio e ao tráfico continuado de pessoas, o que pode ser importante durante as estações mais quentes sobretudo nos locais onde houver crianças a utilizá-lo.

Por todas estas razões, a fertilização adequada do relvado no final do Outono é altamente vantajosa para a saúde do mesmo e prepara-o para o crescimento em melhores condições na Primavera seguinte.

Caso o seu relvado seja invadido por ervas daninhas com frequência, lembre-se que quanto mais saudável for a sua relva menos oportunidade existe para que vinguem outras espécies, pois a relva desenvolve um sistema de raízes forte de tal modo que não permite o crescimento nela de mais nenhum outro concorrente, sobretudo se a outra planta tiver raízes menos profundas, como é o caso em geral das ervas daninhas. O Outono é a altura ideal para se ver livre delas. Não se esqueça porém que o melhor remédio para que não proliferem é retirá-las à mão, com um pequeno sacho, à medida que começam a aparecer e antes que invadam uma grande área do relvado.
 


Mas é no Outono que se estabelecem as melhores condições para o seu crescimento activo, quer porque o desenvolvimento das raízes da relva se reduz, quer porque as condições atmosféricas são as melhores para o crescimento das suas raízes. Por essa razão é nesta altura que se devem tomar precauções especiais, quer fertilizando o relvado, quer arrancando as ervas invasoras, quer aplicando um herbicida sistémico, de preferência à base de glifossato. Mas atenção à aplicação deste químco altamente tóxico.

Lembre-se de que ao travar o crescimento das ervas daninhas no seu relvado no Outono, terá menos trabalho na próxima Primavera. Embora sejam aconselhados também outros procedimentos neste período, tais como arejar e picar o relvado para evitar a compressão da superfície do solo e permitir uma melhor irrigação, factor importantíssimo para a saúde de um relvado, a eliminação das ervas daninhas é um factor fundamental para o bom aspecto e a saúde da relva. Verá que é um trabalho que compensa.

Finalmente lembre-se que os fertilizantes para relvados têm uma composição NPK onde o P deve ser o elemento mais elevado. Verifique sempre a proporção na embalagem. Não utilize um fertilizante com um elevado teor de N, porque embora a torne mais verde e bonita, exigirá da sua relva um esforço desnecessário que a prazo a tornará menos viçosa. Leia a ficha técnica geral sobre como cuidar da sua relva, a publicar em breve.