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junho 30, 2014

PAPOILA do ÓPIO


Papaver somniferum

Nome comum: Papoila do Ópio, Papoila do Pão

Família: Papaveraceae (Família das papoilas)

 

Descrição: 

A Papoila do ópio é uma planta anual que atinge 90 cm a 1,2 m de altura, com folhas verde azuladas pontiagudas e extremamente recortadas, que chegam a atingir 15 cm de comprimento.
 
O caule, quando cortado, emite uma substância leitosa da qual se extrai o ópio. De início as folhas emergem do solo quase em forma de alface, com folhas baixas que envolvem o núcleo inicial como uma roseta, após o que, já na primavera, surge um caule ereto que se enche de folhas e termina num botão que se vai desenvolvendo lentamente em direção ao céu, até abrir numa flor magnífica que chega a atingir os 10 cm de diâmetro. As cores podem ser vermelha, branca, rosa, lilás e malva, tendo em geral pétalas dobradas. As flores duram pouco tempo mas quando caem as pétalas, as cápsulas revelam-se grandes e verdes, continuando a desenvolver sementes, à medida que a planta vai secando. Por esta razão e embora visualmente nesta fase a planta não seja muito atrativa, se se quiser guardar as sementes, não se deve arrancar do solo enquanto a cápsula não tiver maturado, o que se vê pela cor castanha e sobretudo pelo barulho quase de chocalho que faz quando é abanada. Caso não se corte a cápsula e se guarde no local para ser semeada na época seguinte, ela abrir-se-á espalhando as sementes em volta, que nascerão arbitrariamente na primavera seguinte no sítio onde tiverem caído.
 
Origem:
Por serem úteis na produção de fármacos, hoje em dia estas papoilas são cultivadas em praticamente todo o mundo, embora sejam originárias do sudeste da Europa e da Ásia ocidental. Delas se retiram substâncias que servem para produzir analgésicos, tais como a codeína e a morfina e ainda outros narcóticos ilegais. Porém podem ser cultivadas apenas pela beleza das suas flores, que tornam a papoila do ópio popular em muitos jardins em todo o mundo, sendo uma planta ornamental fácil de cultivar e bastante vistosa. 

Cultura:
Há mais de 6.000 anos que a papoila do ópio é cultivada para fins terapêuticos e medicinais, crescendo rapidamente e em qualquer lado, desde que o solo seja moderadamente poroso.

Luz: Deve ser cultivada em pleno sol embora nas regiões mais quentes beneficie de alguma sombra durante a tarde.

Humidade: Necessita de ser regada regularmente enquanto cresce. 

Resistência: Dá-se bem nas regiões quentes (zonas 7 a 10) podendo porém vingar se sujeita na fase inicial da semente a um abaixamento da temperatura ambiente ou a geada. Quando começa a ter uma altura razoável deve ser apoiada num tutor, pois tende a vergar e a cair para o lado. Quando se pretende ter mais do que uma rodada de flor na mesma planta, basta cortar as cápsulas das flores fanadas e deixar que surjam novos botões, em geral nas “axilas” de folhas mais baixas. Cortar com cuidado as flores velhas porque por vezes já se notam novas flores a nascer no mesmo caule que podem vir a ser prejudicadas pelo corte da flor antiga se não se tiver cuidado. Com este método, que inviabiliza naturalmente o aproveitamento das cápsulas para reprodução futura, convém reservar dois ou três pés para amadurecimento das cápsulas grandes, a fim de manter uma sementeira anual, pois as flores de segunda geração provenientes da mesma planta, dão em geral cápsulas menores e portanto, plantas de menor porte e inferior qualidade.  
Propagação: propagam-se muito facilmente pelas sementes que se espalham no terreno no final do inverno ou início da primavera. Como referido podem também deixar-se na planta para que caiam e voltem a brotar expontâneamente na estação seguinte. Contudo, neste último método, provavelmente será necessário retirar e deitar fora alguns pés que nasçam mais juntos e que por essa razão e porque a planta não gosta de ser mexida mesmo quando ainda é muito jovem, não permitirão que as plantas se desenvolvam de modo airoso e saudável. 

Em geral, é mais fácil deixar as sementes cair na terra e depois retirar os pés que nasçam demasiado juntos, mas pode também retirar-se as cápsulas maduras com as sementes dentro antes delas se abrirem, deixando que amadureçam suficientemente para que tenham boa qualidade, e na altura certa semear em linha, distanciadas umas das outras, no local onde se pretende que as plantas se desenvolvam normalmente.  

Mais uma vez atenção porque a papoila não suporta bem ser mudada de sítio, em virtude do sistema de raízes ser demasiado frágil e as mais das vezes quando sujeita a esse "trauma" acaba por não vingar. Se tiver mesmo de transplantar alguns pés, faça-o com o maior cuidado levando a maior parte da terra junto com as raízes e regue regularmente enquanto a planta estiver a adaptar-se ao novo lugar. 

Aplicações:
As papoilas tornam um canteiro extremamente alegre e agradável de se ver, especialmente se estiverem em contraste com outras plantas de folhagem verde escura. Também se podem cortar as flores para pôr em jarras, mas para isso convém cortar um pé com o botão quando este apenas começa a abrir, deixá-lo de cabeça para baixo num local escuro e fresco durante 24 horas e só depois pôr na água e trazer para a luz. 

Características:
Existem mais de 70 espécies de papoilas, a maior parte originária das regiões de clima temperado na Ásia e na Europa. A Papoila da Califórnia (Eschscholzia californica) embora seja da mesma família é de diferente gene. Como, embora a partir de procedimentos específicos e deliberados, a papoila pode ser utilizada para fabricar narcóticos ilegais, nem sempre as sementes ou mesmo as plantas são encontradas à venda em viveiros.

Por esta razão é frequente a troca de sementes entre os jardineiros felizardos que conseguem produzi-las nos seus jardins. 

AVISO: embora as sementes ao natural sejam comestíveis, contêm substâncias alcalinas que são detetadas como positivas em testes para opiácios e logo, proibidas por exemplo aos desportistas. De resto, todas as outras partes desta planta são tóxicas e não podem de modo nenhum ser ingeridas.

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